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O Terceiro Setor é o segmento da economia que engloba todas as entidades privadas que não têm fins lucrativos, mas sim, fins filantrópicos. Chama-se “terceiro”, pois pressupõe outros dois setores: o Estado e todos os órgãos vinculados a ele compõe o primeiro setor; e a iniciativa privada, as empresas com fins lucrativos formam o segundo setor.

O nome genérico ONG (Organização Não-Governamental) é uma espécie de apelido para denotar as instituições que fazem parte do Terceiro Setor. A Associação SERPIÁ, por sua atuação com fins sociais e por sua constituição jurídica de associação civil, também pode ser chamada, portanto, de ONG. Ainda que não seja governamental e que não tenha fins lucrativos, uma organização como a SERPIÁ pode estabelecer relações tanto com o governo quanto com a iniciativa privada – na forma de parcerias e convênios.

No entanto, o que caracteriza mesmo as instituições do Terceiro Setor é seu caráter social, os serviços que prestam à sociedade – tendo em vista a dificuldade de o Estado dar conta de todas as mazelas da população. Por isso, entidades como a SERPIÁ são constituídas sem objetivo de lucro, o que impede, neste caso, que seus dirigentes sejam remunerados. (Há instituições do Terceiro Setor cuja constituição jurídica permite a remuneração dos dirigentes pelo serviço prestado, mas para isso é necessária uma certificação, como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, as OSCIPs).

Atendimento às crianças abrigadas

Atendimento às famílias

Atendimento clínico e socialização

Inclusão escolar

Mesa Brasil – SESC Paraná

Centro de Ação Voluntária – CAV

Fundação Iniciativa

Família Farinha

FAS – Fundação de Ação Social

ABBri – Associação Brasileira de Brinquedotecas

Practice – Publicidade

As oficinas complementam o plano terapêutico que visa o brincar e o fazer criativo, aliado às questões culturais. A participação nas oficinas é opcional, pois é uma demanda espontânea da criança ou do adolescente – apesar de, em muitos casos, os próprios terapeutas recomendarem aos pacientes a participação em determinada oficina. Para cada atividade existe um profissional especializado. Dessa forma, pretende-se atender da melhor maneira possível as crianças e adolescentes interessados em participar.

Comunicação e Informática

Criatividade

Teatro

Oficinas desativadas

Na SERPIÁ, o desenvolvimento das questões acerca da saúde mental ganha forma também nos núcleos de estudo. Os núcleos são pensados através das questões que emergem do atendimento clínico, assim como das situações relativas ao nosso meio sócio-cultural. A participação nos núcleos é aberta a qualquer integrante da equipe SERPIÁ.

Atendimento à Família

A Inclusão dos Pais no Tratamento Psicanalítico de Crianças/Adolescentes

Estudos sobre Adolescência

Estudos sobre o Brincar

Estudos de Terapia Ocupacional

Psicanálise com Crianças

Psicanálise e Educação

Núcleos desativados

Fórum Interdisciplinar

O Fórum Interdisciplinar se caracteriza pela reunião de um grupo de profissionais de diversas áreas - psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, musicoterapeutas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, assistentes sociais e brinquedistas – cujo objetivo é estudar e aprimorar as questões institucionais e clínicas, através de estudos de casos, análises de textos e apresentações dos núcleos de estudos. Os resultados desses encontros são caracterizados pelo aprimoramento e capacitação da equipe de profissionais das áreas multidisciplinares da SERPIÁ.

Confira os trabalhos já apresentados:

2007

Debate e encerramento das atividades do Fórum | Equipe SERPIÁ | 11.12.07

Apresentação dos trabalhos dos estagiários de Psicologia Escolar da Universidade Tuiuti do PR, sob supervisão de Irene P. Prestes | Núcleo de Estudos da Psicanálise e Educação | 27.11.07

O trabalho com adolescentes na Associação SERPIÁ | Núcleo de Estudos da Adolescência | 13.11.07

Oficinas Terapêuticas Ocupacionais | Regina C.T. Castanharo | 30.10.07

O acesso ao livre-brincar | Luciana Cassarino Perez – Núcleo de estudos sobre o brincar | 16.10.07

O trabalho com adolescentes na Associação SERPIÁ | Núcleo de Estudos da Adolescência | 02.10.07

Inclusão Escolar | Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação | 18.09.07

Caso clínico | Suely Poitevin | 04.09.07

Caso clínico | Verônica Fleith | 21.08.07

Apresentação do projeto: programa psicossocial de atendimento às famílias de crianças abrigadas | Núcleo de Inclusão de Pais no Tratamento | 07.08.07

Prática profissional em psicologia escolar e educacional | Irene P. Prestes | 03.07.07

Caso clínico | Maria Augusta de M. Guimarães | 19.06.07

Caso clínico | Suely Poitevin | 05.06.07

Permanência clínica – apresentação de caso | Cristina Sarturi | 15.05.07

Permanência clínica – apresentação de caso | Cristine S. Pires | 24.04.07

Permanência clínica – apresentação de caso | Camila S.G. Acosta Gonçalves | 10.04.07

Permanência clínica – apresentação de caso | Maria Karine V. Baggio | 27.03.07

O simbólico em Freud / Caso clínico | Fábio Thá e Regina C.T. Castanharo | 27.02 e 13.03.07

A Brinquedoteca como lugar de mediação simbólica na clínica interdisciplinar | Equipe da Brinquedoteca SERPIÁ | 06.02.07

2006

A musicoterapia na prática clínica da ONG Serpiá | Iara Del Padre Iarema e Camila Gonçalves

O lugar da supervisão na instituição | Verônica Fleith

Fisioterapia na ONG Serpiá | Leonardo Grilo e Renata Fiore

Utilização da mediação psiquiátrica – Conceitos básicos | Rosecler Alice da Silva

A atuação psicodinâmica da Terapia Ocupacional | Regina Célia Tittoto Castanharo

Conversando sobre os pais | Suely Poitevin, Cristiano Paraná e Ana Marcia Noga Oberst

As implicações da fonoaudióloga | Paula Andréa Cordova e Maria Elena Redivo Bellio

O Educativo na Serpiá | Fabiana Sarturi, Camila Gonçalves, Sonia Viegas e Verônica Fleith

Trabalho da Nutricionista | Andréa de Luna Pedrosa

Discussão sobre um caso clínico | Verônica Fleith e Leonardo Grilo

Oficinas Terapêuticas | Soraia Rose Aguilar Bravi, Maria Consuelo Azevedo, Sônia Viegas e Regina Célia Tittoto Castanharo

Núcleo de estudos sobre o brincar | Ingrid Cadore, Valdirene Rasera, Cristine Pires, Karine Baggio, Renata Slud, Fernanda Gorosito, Consuelo Vasques, Karen Cochck, Camila Gonçalves, Caroline Rossetin, Luciana Perez, Isis Romankiu e Cezar Lemos

Núcleo de estudo sobre brincar | Sueli Hadich, Maria Elena Redivo, Jocélia Quintas, Camila Gonçalves, Cristine Pires, Valdirene Rasera e Fernanda Gorosito

Núcleo de estudos sobre diágnósticos diferenciais | Sueli Poitevin, Cristiano Paraná, Cristine Pires, Cristina Sarturi e Camila Gonçalves

Tem o dom de se doar… e em algum momento sente-se chamado a desenvolvê-lo.

A Lei do Voluntariado, nº 9.608, sancionada em 18 de fevereiro de 1998 e publicada no Diário Oficial da União nessa mesma data, define o serviço voluntário como:

“A atividade não-remunerada, prestada por pessoa física à entidade pública de qualquer natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive, mutualidade”.

Para a filósofa Leilah Landim (UFRJ/1970), o voluntário tem um papel muito importante na sociedade. “É o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não-remunerada, para causas de interesse social e comunitário”, diz Landim (que tem mestrado e doutorado em Antropologia Social) em seu livro Doações e trabalho voluntário no Brasil: uma pesquisa (Rio de Janeiro: 7 letras, 2000, p.11).

É pensando nesses conceitos que a Associação SERPIÁ oferece a possibilidade de conhecer e participar de forma concreta de suas atividades, através do serviço voluntário. A pessoa interessada pode experenciar algumas atividades desenvolvidas e doar seus talentos à Instituição, assim como desenvolver novas atividades que aliem seus conhecimentos pessoais às demandas da entidade.

Esta abertura enriquece a ambos: a Instituição se renova com valiosas contribuições e o voluntário pode, a partir da vivência prática e da identificação com nossa filosofia e princípios norteadores do nosso trabalho, amadurecer pontos de vista para realizar escolhas em sua vida profissional e pessoal.

“É o caminho desafiador para a afirmação de uma sociedade mais aberta e democrática, mais justa e eqüitativa”. (VILLELA, M. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 13 jul. 2001. Opinião, p.7).

Seja você também um voluntário da SERPIÁ! Saiba como.

Conheça os voluntários que já atuam conosco.

A SERPIÁ abrirá quatro vagas para o programa de Permanência Clínica da instituição, para o período entre abril de 2010 e abril de 2011, sob supervisão da psicóloga e coordenadora de pesquisa e transmissão de conhecimento da SERPIÁ  Maria Aparecida de Luna Pedrosa. Segundo a psicóloga e atual supervisora da permanência Maria Augusta de Mendonça Guimarães, o objetivo do programa é propiciar experiência clínica no tratamento de crianças e adolescentes numa clínica interdisciplinar, tendo como eixo teórico a psicanálise.

Para participar do processo de seleção o candidato deve ser psicólogo formado, ter disponibilidade de horário para duas horas semanais para atendimento clínico, duas horas de supervisão e uma hora e meia para participação na reunião interdisciplinar da equipe (realizada às terças-feiras, das 18h às 19h30). O programa tem um custo mensal de 100 reais; os interessados devem comparecer à reunião inicial que será realizada no próximo dia 23, às 14h, na sede da SERPIÁ.

Experiência positiva

Para Maria Augusta, um dos principais diferencias da permanência clínica da SERPIÁ é possibilitar aos profissionais vivenciarem as particularidades do trabalho interdisciplinar, ou seja, o trabalho integrado à outras especialidades, como a psiquiatria e a brinquedoteca. “Outros benefícios são o aprendizado decorrente da participação nas reuniões clínicas, com discussões de casos, e o aprofundamento do conhecimento teórico-prático relacionado à clínica da infância e adolescência”, diz.

A psicóloga Ana Paula Camargo, que participa do grupo atual da permanência, concorda com a coordenadora. “Todos os profissionais acrescentam no nosso trabalho. Não é uma competição, é um trabalho conjunto onde diversos profissionais trabalham por um paciente, por um encaminhamento”, diz. A psicóloga Nutty Stroiek, que faz permanência desde abril 2009, comenta que o programa proporciona muito aprendizado. “Eu já tinha experiência com trabalho interdisciplinar, mas na clínica o paciente também nos ensina muito”, afirma.

Para as terapeutas, participar da permanência clínica está sendo uma experiência muito positiva. “Com o programa nós nos inserimos na instituição, passamos a fazer parte dela”, finaliza Ana Paula.

A Associação SERPIÁ recebeu do Ministério da Justiça o título de Utilidade Pública Federal (UPF). A decisão foi publicada no Diário da União nesta quarta-feira, dia 17 de setembro. Antes disso, a Serpiá já contava com os títulos de utilidade pública municipal e estadual. Na mesma data, outras 19 entidades também receberam o título, duas delas do Paraná.

Os títulos de Utilidade Pública são concedidos pelo estado a entidades que prestam serviços essenciais à coletividade. Eles podem ser de âmbito municipal, estadual ou federal, e garantem credibilidade e prestígio a essas entidades. O reconhecimento oficial por parte do estado mostra a qualidade e a pertinência dos serviços prestados.

Com o título de UPF, a SERPIÁ também poderá ter acesso a subvenções e auxílios da União e de suas autarquias (estados e municípios), bens apreendidos pela Receita Federal e receitas de Loterias Federais. Além disso, ela poderá receber doações de pessoas jurídicas, que terão direito a uma dedução de até 2% sobre o lucro operacional.

Na prática, isso significa que a SERPIÁ poderá receber mais doações e ajudar um número maior de crianças, com ainda mais qualidade. “A aprovação é uma conquista muito importante, que vem dar mais um respaldo legal aos esforços da SERPIÁ para se consolidar como uma entidade de vanguarda no atendimento às crianças e adolescentes com transtornos psíquicos”, constata o presidente da entidade Hélio Cadore.

Com exposição de atividades lúdicas, produtos das oficinas terapêuticas e um pouco da sua missão, o estande da SERPIÁ é um dos 39 montados na 7ª Mostra de Ação Voluntária, que acontece de 06 a 09 de agosto na FIEP, promovido pelo Centro de Ação Voluntária (CAV) de Curitiba. Conforme explicou o analista de projetos do CAV, Thiago Baise, o evento busca articular os três setores da sociedade: Ongs, empresas e governo. “É importante podermos pensar juntos numa Curitiba melhor, numa sociedade mais justa”, explica, acrescentando ser, também, momento de as instituições se conhecerem, trocarem experiências e surgir, a partir daí, novas idéias.

A terapeuta ocupacional da SERPIÁ Marcia Regina Motta destaca a oportunidade de divulgar a Associação. “É um espaço para falarmos dos nossos trabalhos, no que acreditamos, e mostrar que nossas portas estão abertas para quem quiser conhecer”, conta. Segundo a colaboradora da Associação Arnaldo Gilberti, a participação na Mostra reflete diretamente no comportamento dos seus pacientes, uma vez que a divulgação e a comercialização dos produtos feitos por eles é um estímulo ao trabalho. “É um resgate da cidadania, da dignidade, pois pessoas com transtornos mentais têm muita dificuldade de se inserir na sociedade e no mercado de trabalho”, afirma.

Vinda de Guarapuava exclusivamente para visitar a Mostra, a psicopedagoga Rosely Haick Vitorassi, da Fubem, achou o evento interessante. “Está sendo uma experiência bem rica, cheia de idéias inovadoras que com certeza vou levar como modelo para a minha cidade”, diz. Ela garantiu que voltará nas próximas vezes e incentivará mais pessoas a virem.

Se é a união que faz a força, continuemos trabalhando por um mundo melhor!