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A inclusão escolar é um processo importante e legalmente exigido para crianças e adolescentes de nossa sociedade. Quando falamos de crianças com transtornos psíquicos, a importância desse processo cresce, uma vez que a inclusão pode favorecer seu tratamento.

Considerando-se a escola como espaço privilegiado da infância em nossa cultura, entende-se que o processo de inclusão escolar pode favorecer o reconhecimento da criança ou do adolescente com transtornos psíquicos como sujeitos de direitos e deveres dentro de uma comunidade. Além disso, este processo pode promover a (re)inserção da criança/adolescente na trama social (o que é próprio do humano), da qual se supõe ela excluída por razões concretas ou mesmo simbólicas.

No entanto, muitas vezes a permanência destas crianças e adolescentes em turmas de ensino regular é posta em questão por educadores, familiares e sociedade em geral, visto que, com frequência, os alunos considerados casos de inclusão requerem uma atenção maior e mais especializada do professor. Este tipo de trabalho exige do professor não só a transmissão de conteúdos pedagógicos, como também o investimento na integração destes alunos com os colegas e com a instituição escolar em geral. Tais exigências, entre outras, mobilizam questões subjetivas dos profissionais, principalmente acerca do lugar que ocupa como educador. Neste sentido, parece essencial um trabalho que vise apoiar o educador, promover seus questionamentos e construções sobre o assunto, além de contribuir para a sustentação do desejo que o mobiliza em seu trabalho cotidiano. É neste sentido que o Projeto de Inclusão Escolar propõe sua atuação.

Com o projeto de Inclusão escolar de crianças e adolescentes com transtornos psíquicos e/ou problemas em seu desenvolvimento integral, a Associação SERPIÁ, em convênio com a Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS), pretende incluir e favorecer a permanência de 70 crianças, promovendo seu atendimento e acompanhando os educadores neste desafio.

Para atingir esse objetivo, foram criados grupos de interlocução entre os profissionais da SERPIÁ e as equipes pedagógicas das escolas participantes. O projeto estipula ainda que seja promovido um programa de capacitação destes professores, tomando como base e servindo de complemento às experiências vividas neste trabalho precedente.

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Projeto Original

Aditivo 2008

O Projeto de Atendimento Clínico e Socialização de Crianças e Adolescentes é realizado pela SERPIÁ, em parceria com o COMTIBA e tem por objetivo subsidiar o atendimento de 100 crianças – entre zero e 18 anos – com transtornos psíquicos oriundas de famílias de baixa. Esse tratamento é feito de forma interdisciplinar, nas áreas de assistência social, fonoaudiologia, musicoterapia, pedagogia, psicologia, psiquiatria e terapia ocupacional, além de envolver a participação dos pacientes em oficinas terapêuticas e na brinquedoteca.

Você pode participar desse projeto e ajudar as crianças atendidas pela SERPIÁ fazendo uma doação através do portal Criança quer Futuro, da prefeitura de Curitiba. Pessoas jurídicas podem abater até 1% de seu imposto de renda em doações e pessoas físicas podem abater 6%. Na prática, você investe o dinheiro, que seria pago em impostos, no futuro dessas crianças. Saiba mais sobre como fazer uma doação.

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Projeto

A Associação SERPIÁ, em convênio com a Fundação de Ação Social (FAS), oferece o Programa Psicossocial de Atendimento às Famílias das crianças e adolescentes que se encontram em entidades sociais de abrigo. O principal objetivo do projeto é contribuir para a promoção do direito da criança à convivência familiar.

Incentivar o contato com a família faz  parte das atividades já desenvolvidas pelas instituições de abrigo, de acordo com o art. 92º do Estatuto da Criança e do Adolescente. Desde 2007, o programa atende 28 famílias, beneficiando diretamente 35 crianças e adolescentes, sendo que, no momento, outras 6 famílias encontram-se em contato.

Para tornar possível a convivência familiar é necessário que os problemas que geraram o afastamento das famílias de origem sejam trabalhados e ressignificados a partir da implicação subjetiva dos familiares. A convivência contribui para a preservação dos vínculos afetivos, mas não necessariamente garante o retorno das crianças a seus lares originais.

Os atendimentos são realizados de forma interdisciplinar nas áreas de Serviço Social, Psicologia, Musicoterapia, Terapia Ocupacional e Educação Brinquedista, sendo todas as atividades permeadas pela linguagem, redimensionando a singulariedade de cada caso em seu contexto familiar.

De acordo com dados de uma pesquisa de 2006 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são 80 mil crianças e adolescentes abrigadas em todo o Brasil. Destas, 13,3% são órfãos, o que significa que as outras 72 mil que estão abrigadas em casas-lares, 86,7% do total, têm uma família. As causas dos abrigamentos têm as mais variadas origens, tais como: violência, envolvimento dos familiares com álcool ou drogas e outras situações que colocam a criança em risco.

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Projeto Original

Aditivo 2008

Nos abrigos para crianças e adolescentes, há uma demanda muito grande por serviços de saúde mental. De acordo com o IBGE, 21% da população brasileira precisa ou vai precisar de serviços de atendimento à saúde mental e isso se reflete nessas instituições. Muitos desses jovens que vivem afastados de suas famílias apresentam comprometimentos graves em sua estruturação psíquica, necessitando, consequentemente, de um acompanhamento cuidadoso.

A Associação SERPIÁ, em convênio com a Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS), realiza o projeto de Atendimento Clínico e Socialização de 70 crianças e adolescentes em situação de abrigamento. O objetivo do projeto é o restabelecimento da saúde mental, aliado a reintegração à família, escola e sociedade.

O tratamento se dá através dos atendimentos clínicos interdisciplinares, nas áreas de psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, musicoterapia e terapia ocupacional. Como forma de auxiliar o tratamento clínico e de promover sua socialização, os jovens atendidos também participam de oficinas terapêuticas e brincadeiras mediadas por oficineiros e educadores brinquedistas.

O projeto foi iniciado em 2007, com previsão de atendimento para 52 crianças abrigadas. Em seis meses este número foi alcançado, bem como as expectativas em relação às avaliações qualitativas do trabalho. O resultado positivo fez com que se estabelecesse novo convênio em 2008, agora com a meta de atender 70 crianças e adolescentes abrigados.

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Projeto Original

Aditivo 2008

Atendimento às crianças abrigadas

Atendimento às famílias

Atendimento clínico e socialização

Inclusão escolar