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Com formação em Direito pelo Centro Universitário Curitiba e em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná, Erica faz especialização em Psicologia do Trabalho na UFPR, além de trabalhar em sua clínica particular. Está na SERPIÁ desde abril de 2010 pelo programa de permanência clínica e participa do núcleo de estudos de psicologia infantil.

A SERPIÁ abrirá quatro vagas para o programa de Permanência Clínica da instituição, para o período entre abril de 2010 e abril de 2011, sob supervisão da psicóloga e coordenadora de pesquisa e transmissão de conhecimento da SERPIÁ  Maria Aparecida de Luna Pedrosa. Segundo a psicóloga e atual supervisora da permanência Maria Augusta de Mendonça Guimarães, o objetivo do programa é propiciar experiência clínica no tratamento de crianças e adolescentes numa clínica interdisciplinar, tendo como eixo teórico a psicanálise.

Para participar do processo de seleção o candidato deve ser psicólogo formado, ter disponibilidade de horário para duas horas semanais para atendimento clínico, duas horas de supervisão e uma hora e meia para participação na reunião interdisciplinar da equipe (realizada às terças-feiras, das 18h às 19h30). O programa tem um custo mensal de 100 reais; os interessados devem comparecer à reunião inicial que será realizada no próximo dia 23, às 14h, na sede da SERPIÁ.

Experiência positiva

Para Maria Augusta, um dos principais diferencias da permanência clínica da SERPIÁ é possibilitar aos profissionais vivenciarem as particularidades do trabalho interdisciplinar, ou seja, o trabalho integrado à outras especialidades, como a psiquiatria e a brinquedoteca. “Outros benefícios são o aprendizado decorrente da participação nas reuniões clínicas, com discussões de casos, e o aprofundamento do conhecimento teórico-prático relacionado à clínica da infância e adolescência”, diz.

A psicóloga Ana Paula Camargo, que participa do grupo atual da permanência, concorda com a coordenadora. “Todos os profissionais acrescentam no nosso trabalho. Não é uma competição, é um trabalho conjunto onde diversos profissionais trabalham por um paciente, por um encaminhamento”, diz. A psicóloga Nutty Stroiek, que faz permanência desde abril 2009, comenta que o programa proporciona muito aprendizado. “Eu já tinha experiência com trabalho interdisciplinar, mas na clínica o paciente também nos ensina muito”, afirma.

Para as terapeutas, participar da permanência clínica está sendo uma experiência muito positiva. “Com o programa nós nos inserimos na instituição, passamos a fazer parte dela”, finaliza Ana Paula.

A SERPIÁ abrirá três vagas para o programa de Permanência Clínica, para trabalhar entre abril de 2009 e abril de 2010. O objetivo é propiciar experiência clínica em psicanálise no tratamento de crianças e adolescentes, articulando a prática com a teoria dentro de um ambiente de interdisciplinaridade. O custo é de 80 reais mensais. Os interessados estão convidados a participar da reunião que acontecerá na sede da SERPIÁ, no dia 19 de março, às 15 horas.
Os candidatos devem ser formados em psicologia, ter interesse em atender sob orientação psicanalítica e disponibilidade de tempo para dois atendimentos semanais, duas horas semanais de supervisão e uma hora e meia de reunião com o resto da equipe terapêutica.
“A interdisciplinaridade é o diferencial do Programa de Permanência que a SERPIÁ oferece para os outros”, explica a psicanalista e supervisora do programa Maria Augusta Guimarães. “Ele não se limita apenas a uma supervisão do trabalho clínico, mas também oferece ao profissional a oportunidade de trabalhar com outros dispositivos terapêuticos e especialidades”.

Aprendizado rico

“Valeu a pena fazer a permanência, pois o trabalho com uma equipe interdisciplinar promove um aprendizado muito rico”, conta a psicóloga Rosane Aparecida Flores, que participa do grupo atual de permanência. “Você tem uma abertura para discutir casos com gente de diferentes áreas”. Ela conta também que as discussões feitas na supervisão revelam facetas dos casos que, às vezes, podem passar despercebidas durante o trabalho clínico.

Já a psicóloga Juliana Pires Spindola Correia afirma que a estrutura da SERPIÁ, diferentemente de outras clínicas, ajuda a aprofundar esse aprendizado. “A brinquedoteca, por exemplo, lida diretamente com o lado social da criança, algo que não existe em clínicas particulares”, conta. Na SERPIÁ, tanto a brinquedoteca quanto as oficinas são parte integrada do plano terapêutico da criança; portanto, na permanência, essas questões acabam sendo incorporadas às discussões teóricas e à prática terapêutica.

O estudo de casos em grupo também favorece a produção de conhecimento. “A aprendizagem vai muito além do caso: chegamos até fazer uma supervisão da própria supervisão”, conta a psicóloga Clarissa Matos, que participa desde outubro passado. “A gente aprende como fazer o trabalho em equipe funcionar melhor”. Além disso, Clarissa ressalta que a possibilidade de estudar com outros profissionais faz com que o terapeuta não aprenda apenas com os seus pacientes, mas também com os atendimentos realizados pelo resto do grupo.