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A oficina é realizada com adolescentes e tem por objetivo possibilitar a expressão do potencial artístico e criativo de cada um. Os atendimentos são em grupo, objetivando a socialização, o aprendizado de técnicas como confecção de bijouterias, decoupagem, velas e sabonetes e a expressão destes adolescentes enquanto sujeitos.
Programa familiar de orientação nutricional, com famílias de baixa renda, sendo acompanhadas por assistente social, nutricionista, terapeuta ocupacional e orientadores de culinária. As mães recebem orientações de como preparar e manter os alimentos. Os alimentos são fornecidos pela Secretaria do Abastecimento de Curitiba e as oficinas acontecem todas as quartas-feiras, na SERPIÁ.
A oficina propõe a utilização dos elementos que compõe o repertório das artes visuais através do manuseio de diversos materiais como recurso expressivo.
Profissional – Marcia Anderson Mascarenhas, Bachareal em pintura e licenciatura em desenho pela Belas Artes do Paraná, especialista em fundamento do ensino da Arte. Atua no centro estadual de capacitação em Artes Guido Viaro, no colégio Modelo do Paraná e na SERPIÁ.
O significado do termo Ai Ki Do, em português, é caminho para a harmonia universal.
Ao desenvolvermos uma oficina de Ai Ki Do numa clínica interdisciplinar para crianças e adolescentes, estamos fornecendo mais uma ferramenta para auxiliar no tratamento de nossos pacientes, fazendo com que, através de uma atividade física e mental, cada um possa controlar a energia que existe dentro de si, sendo capaz de se tornar sujeito de sua destinação no meio em que vivemos.
Um dos princípios do Ai Ki Do é que seu praticante seja capaz de, utilizando técnicas desta arte tradicional japonesa, não deixar que outra pessoa cause malefícios à sociedade. Em um exemplo simples, quando uma pessoa lhe atacar, você deve agir de tal forma que ela não te machuque, não se machuque e também não machuque a quem está em volta. E este ataque não é somente de socos ou chutes, mas também de palavras, de qualquer tipo de ação que coloque a energia universal em desarmonia.
Infelizmente, numa instituição como a Associação SERPIÁ, uma ONG que depende de recursos para subsistir, não há como garantir que estarão sendo ofertados os mesmos serviços complementares à atividade principal da clínica, como é o caso das oficinas, de forma permanente. Tampouco seria útil ofertar a mesma atividade, mas com uma qualidade questionável, só “por ofertar”.
Diante disso,e dos diversos fatores alheios à vontade da própria instituição, algumas oficinas que tinham uma demanda efetiva tiveram que ser desativadas. Tendo em vista a importância de cada uma dessas atividades no conjunto de trabalhos interdisciplinares promovidos pela SERPIÁ, é natural que, havendo novas possibilidades – e profissionais dedicados a assumir essa responsabilidade, bem como recursos físicos e financeiros que as mantenham – essas oficinas voltem a ser disponibilizadas.
A Oficina de Papel Reciclado tem por objetivo atender à demanda dos pacientes por atividades manuais que os entretivessem e ensinassem. Neste sentido, esta oficina visa conversar com os adolescentes participantes sobre a importância de se pensar nos produtos que usamos no dia-a-dia como sendo bens finitos que, após seu uso, podem ser refeitos através de técnicas específicas e transformados em produtos úteis para todos.
O foco da oficina tem sido a utilização de materiais descartados para a produção de peças artesanais com características pessoais de cada participante, que tem o direito de, após realizar a tarefa proposta na atividade do dia, levá-la para si.
São trabalhadas principalmente a utilização de pedaços de madeira para a transformação em matrizes de impressão, a reciclagem de papel, a utilização de cascas de frutas para diferenciar o papel feito e tratar a água usada em sua reciclagem, a utilização de chapas de PVC para a confecção de matrizes de impressão e criação de estampas para caixas de MDF.
A oficina sempre é realizada com o intuito de permitir aos adolescentes participantes não só a reciclagem de materiais para a produção de outros objetos, mas também conversar, durante as atividades, sobre questões pessoais que geralmente apareceram durante sua realização.
Isso tudo para fazer os adolescentes perceberem que, a partir de materiais já usados e simplesmente descartados, é possível a sua recriação em algo útil. Esta questão é pontualmente importante para estes adolescentes de abrigo que precisam, diariamente, lidar com a situação em que se encontram.
Ministrante: Cezar Lemos
A Oficina de Teatro é dividida em duas atividades: um grupo faz teatro de atividade corporal e o outro atividade com bonecos. Nessas oficinas, os grupos desenvolvem histórias e representações de temas surgidos a partir de suas próprias experiências de vida, fazendo com que eles conheçam mais a si próprios e às pessoas do grupo.
Além do auto-conhecimento, as oficinas ajudam a desenvolver a auto-expressão das crianças e adolescentes. Assim, essa atividade auxilia significativamente o trabalho terapêutico dos participantes. Além disso, o desenvolvimento desses talentos no jovem promove uma melhora significativa na sua auto-estima e na sua capacidade de se comunicar com as outras pessoas.
Ministrante: Marina de Siqueira Campos
A Oficina de Fotografia foi pensada para permitir aos adolescentes o contato maior com o universo da produção e análise da imagem. A intenção é possibilitar que cada um dos participantes crie uma cultura visual capaz de fazê-los entender, de forma mais fácil, o universo que os circunda.
Através de livros de fotografia e de revistas dos mais variados assuntos, os adolescentes são postos em contato com os mais variados tipos de imagens produzidas, a maioria delas comerciais, além de permitir que eles se fotografem e se vejam nas imagens capturadas por eles mesmos.
Esse trabalho tem o objetivo de incluí-los visual e digitalmente na sociedade, uma vez que eles têm a possibilidade de utilizar uma câmera fotográfica digital para capturar tais imagens.
Ministrante: Cezar Lemos
Nesta oficina, a criatividade das crianças e adolescentes é estimulada através da confecção de artesanato, desenhos, bijuterias e de diversas outras formas de trabalho artístico. Além de desenvolver o lado criativo, a oficina promove a socialização e a interação entre os participantes, ajudando a desenvolver suas capacidades comunicativas.
A expressão também é fundamental na Oficina de Criatividade. A partir desses trabalhos, os pacientes canalizam de forma criativa suas experiências de vida, e podem expressar o que sentem e vivem. A oficina também ensina técnicas artísticas e faz com que os próprios adolescentes descubram talentos em si, o que contribui com o resgate de sua auto-estima e possibilita a descoberta de novas formas de se comunicar.
Ministrantes: Marina de Siqueira Campos, Renata de Siqueira Vieira, Márcia Regina Motta
A oficina de Comunicação e Informática visa a socialização das crianças através do computador. Nesta oficina, os pacientes da SERPIÁ podem conhecer as possibilidades da internet, o que os coloca em contato com o resto do mundo. As crianças e adolescentes podem escolher o rumo que desejam tomar dentro da oficina, sob a orientação dos oficineiros.
A internet serve como porta de entrada para lugares, pessoas e culturas diferentes. Através dela, os jovens podem conhecer e aprender coisas novas, o que contribui para seu desenvolvimento pessoal. Além disso, ela é uma poderosa ferramenta de comunicação, que pode promover a socialização e a integração de cada participante, tendo um efeito direto em seu tratamento.
A oficina também promove a inclusão digital e ajuda no desenvolvimento pedagógico de cada paciente. Ensina habilidades que, no presente, ajudam a melhorar o desempenho na escola e, no futuro, servirão como base para que sejam capacitados profissionalmente.
Ministrantes: Maira Benedito