Posts Tagged ‘núcleos’

Núcleos de Estudos são aprimoradores da clínica

No SERPIÁ em Ação n°13, discutiu-se o histórico dos núcleos de estudos da SERPIÁ, além de detalhes sobre o Núcleo de Estudos sobre o Brincar e o Núcleo de Psicanálise com Crianças. Nessa edição, conheceremos outros grupos atuantes na clínica: os núcleos de Estudos sobre a Família, Terapia Ocupacional e Estudos sobre a adolescência.

Suely Poitevin, participante do Núcleo de Estudos sobre a Família desde seu início extra-oficial em 2005

Núcleo de Estudos sobre a Família

Ainda que as reuniões tenham começado em 2005, o núcleo de Estudos sobre a Família só teve seu início oficial em 2006. Nos quatro anos de existência, profissionais de várias áreas passaram pelo grupo: musicoterapeutas, assistentes sociais, pedagogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e psicanalistas. O núcleo se reúne toda semana para debater casos clínicos e temas como a função da família na constituição do sujeito psíquico, as novas configurações familiares e os novos sintomas. “A importância de ter um espaço para discutir sobre a família e o inconsciente na SERPIÁ contribui para reavaliar a prática clinica e ampliar o conceito de família na sociedade contemporânea”, explica Suely Poitevin, psicóloga e participante.

Núcleo de Terapia Ocupacional

Criado em 2009 a partir da publicação de um artigo, o núcleo de t.o. conta com a participação dos terapeutas ocupacionais da instituição que se reunem semanalmente. Os temas não são pré-determinados, abrangendo conteúdos práticos, teóricos, junto à dinâmica de atendimento e a aspectos institucionais. A proposta do grupo é evitar a estagnação da clínica através do debate de temas relevantes, impasses e situações chave. Márcia Motta, terapeuta ocupacional, acredita que esse tempo destinado ao núcleo se torna enriquecedor à medida que “possibilita, através das discussões, um outro olhar à situação, à teoria, ao contexto e à estrutura, oferecendo recursos e subsídios para realizar uma prática mais consistente”.

Núcleo de Estudos sobre a Adolescência

Reunião do Núcleo de Estudos sobre a adolescência

Com reuniões quinzenais e integrantes variados – educadores brinquedista, terapeutas ocupacionais e psicólogos -, o Núcleo de Estudos sobre a Adolescência, surgido em 2003, debate questões relativas à especificidade do adolescente e ao contexto no qual se insere. Sendo os adolescentes metade dos pacientes atendidos pela SERPIÁ, “é fundamental ter um espaço para a discussão desta clínica, que traz peculiaridades próprias, bastante distintas da clínica da infância” – aponta Maria Augusta Guimarães, coordenadora executiva da SERPIÁ e membro do núcleo. A discussão, que também passa por assuntos que giram em torno do tema principal (família, depressão e drogadição, por exemplo) tem conseqüências visíveis nos terapeutas: uma formação profissional permanente e um aprofundamento teórico que gera recursos para que definam planos terapêuticos e realizem intervenções nos pacientes.

SERPIÁ em Ação. Ano  3. N°15. 15 de outubro de 2010.
Presidente do Conselho Deliberativo: Hélio Cadore.
Coordenação executiva: Maria Augusta Guimarães.
Equipe de comunicação: Marco Carvalho e Isabel Victorio. Foto : Cezar Lemos.
Tel: (41) 3015-2045/ Fax: 3015-2066   
Rua XV de Novembro, n°2020. Alto da XV. Curitiba – PR
www.serpia.org.br/ serpia@serpia.org.br

 

 

 

 

Núcleos de estudo da SERPIÁ são aprimoradores da clínica

Os núcleos de estudo da SERPIÁ são espaços de reflexão e troca entre os profissionais que tratam crianças e adolescentes na clínica. Alguns deles nasceram junto com a instituição, em 2003 – sendo que, na época, eram intitulados “núcleos de pesquisa”. Os núcleos de estudo existem “para promover espaços de estudos,  discussões e reflexões sobre o trabalho, com o objetivo de fazer uma articulação teórica e, assim, aprimorar a clínica”, conta Maria Augusta Guimarães, coordenadora executiva da SERPIÁ. Outras ações realizadas pelos núcleos são a procura de parcerias e a realização de projetos, além da organização de cursos e palestras – que têm como objetivo a troca de informações com profissionais externos à instituição.

Ao mesmo tempo que a SERPIÁ evoluiu, os núcleos também foram progredindo: recebendo novos nomes, tratando de assuntos mais abrangentes e se tornando mais freqüentes – a maioria passou de quinzenal a semanal.  Existem seis núcleos de estudo na SERPIÁ: psicanálise com crianças, atendimento a famílias, estudos sobre o brincar, estudos sobre a adolescência, psicanálise e educação e estudos de terapia ocupacional. Nessa edição, falaremos sobre o núcleo de psicanálise com crianças e sobre o núcleo de estudos sobre o brincar.

Cristiano Osternack Paraná, psicólogo responsável pelo Núcleo de Psicanálise com Crianças.

Núcleo de Psicanálise com Crianças

No Núcleo de Psicanálise com Crianças, são discutidos semanalmente, entre outros assuntos, as especificidades do atendimento a crianças, a postura do terapeuta nesse tipo de tratamento, assim como o modo de agir frente à demanda dos pais. “Trabalhamos em uma instituição que atende crianças e adolescentes, portanto torna-se fundamental um momento onde possamos pensar sobre os impasses desse trabalho, as possibilidades, as especificidades desta clínica, a articulação da teoria com a prática” – teoriza Cristiano Paraná, psicólogo responsável pelo núcleo. A troca de idéias entre esse grupo, que surgiu em 2008, promove o dinamismo da “clínica de cada um”, através da criação de alternativas de trabalho e de re-interpretações dos casos.

Núcleo de estudos sobre o brincar

É condição para trabalhar na brinquedoteca a participação nas reuniões do Núcleo de Estudos sobre o Brincar.

O Núcleo de Estudos sobre o Brincar é o mais antigo da clínica, surgiu em 2003. Nesse grupo, as reuniões, que ocorrem toda terça-feira, se dividem em: reunião de planejamento e núcleo de estudos. Na primeira, é a parte prática que fica em primeiro plano. Desta forma, além da discussão de questões relativas ao cotidiano de trabalho na brinquedoteca, são planejadas festas de aniversário de pacientes e atividades lúdicas a serem desenvolvidas. Por sua vez, no núcleo de estudos, o que está em foco é a necessidade de se buscar na teoria as ferramentas para a prática. Por isso, são estudados textos e artigos sobre Psicanálise. “A reflexão, as discussões, o embasamento teórico possibilitam que um trabalho seja possível em uma brinquedoteca, para que esta seja algo mais do que um espaço cheio de brinquedos ou uma sala de espera”- analisa Cláudia Rietter, educadora brinquedista. A educadora conta que é condição obrigatória aos educadores brinquedistas participarem do núcleo. Entretanto, todos os interessados nesse tipo de estudo e na prática da brinquedoteca podem participar dos encontros.

Os horários e participantes dos núcleos de estudo, você encontra aqui.

SERPIÁ em Ação. Ano  3. N°13. 10 de setembro de 2010.
Presidente do Conselho Deliberativo: Hélio Cadore.
Coordenação executiva: Maria Augusta Guimarães.
Equipe de comunicação: Marco Carvalho e Isabel Victorio. Foto : Cezar Lemos.
Tel: (41) 3015-2045/ Fax: 3015-2066   
Rua XV de Novembro, n°2020. Alto da XV. Curitiba – PR
www.serpia.org.br/ serpia@serpia.org.br

SERPIÁ em Ação - n°13

Clínicas de Bebês

Diagnósticos diferenciais

O objetivo deste núcleo é a ampliação do conhecimento sobre as estruturas clínicas dos sujeitos através do estudo teórico-prático de textos e casos clínicos que vem fundamentar a prática clínica.

Os estudos partem do pressuposto que há diferentes compreensões acerca da constituição da subjetividade. A psicanálise é a teoria que baliza os estudos de maneira a reconhecer a melhor conduta para o tratamento.

Entendemos o quadro clínico como um fato e o foco do estudo é como realizar a intervenção de maneira que não se torne um agravante a mais ao sujeito. Tem em paralelo o estudo sobre a abordagem psiquiátrica, visa a possibilidade de interdisciplinaridade.

O Núcleo de Estudos Diagnósticos Diferenciais é composto por profissionais das áreas de psicologia, pediatria, serviço social e fonoaudiologia. Os encontros são realizados quinzenalmente na sede da SERPIÁ.

Supervisão: Sueli Maria Antunes Hadich

O grupo da Clínica de Bebês é composto por profissionais das áreas de psicologia, fisioterapia, musicoterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Com a proposta de aprofundar o conhecimento das questões que acontecem na clínica, o estudo é conduzido por apresentações de casos clínicos, fundamentados em textos que focam: o desenvolvimento psíquico normal e patológico, diagnóstico, alternativas de atendimento, assim como a constituição do sujeito. Há um interesse em produções de textos e artigos científicos decorrentes das reflexões advindas dos estudos do grupo.

A equipe pretende refletir, escutar e trocar experiências através da leitura psicanalítica, o que abre um campo de indagações da subjetividade implicada em cada criança, que com seu sintoma e sua dor nos convoca a atuar.
A partir destes estudos pretendemos colocar na prática clínica o atendimento aos bebês e suas mães.

OBJETIVOS DA CLÍNICA DE BEBÊS

1.1 Objetivo Geral

Atender bebês com algum tipo de dificuldade ou risco em seu desenvolvimento, pelo viés da interdisciplinaridade, envolvendo pais e/ou cuidadores na intervenção com a criança.

1.2 Objetivos específicos

  • Acompanhar o desenvolvimento psico-sócio-motor do bebê;
  • Identificar possíveis dificuldades no desenvolvimento e encaminhar para o profissional da área;
  • Proporcionar um espaço de atenção a relação mãe/cuidador-bebês;
  • Acompanhar e mediar a passagem da relação mãe/cuidador-bebê para as novas relações sociais;
  • Acolher as questões trazidas pelas mães quanto ao desenvolvimento integral de seu filho.

POR QUE A CLÍNICA DE BEBÊS?

Com a experiência clínica dentro da SERPIÁ, os profissionais percebem que muitas crianças atendidas hoje são possuidoras de sintomas que poderiam ser percebidos quando bem pequenos, em seus primeiros anos de vida. É possível perceber que uma intervenção precoce ainda na relação mãe/cuidador-bebê poderia auxiliar e mediar uma melhor estruturação destes sujeitos.

Com a Clínica de bebês pretendemos identificar os sinais de sofrimento dos bem pequenos, assim como dar atenção aos cuidadores primários deste sujeito, atuando com a intervenção precoce e acreditando na prevenção não como uma previsão, mas como uma oportunidade de melhorar o desenvolvimento dessas crianças.

COMO FUNCIONA A CLÍNICA DE BEBÊS

A Clínica de bebês funciona a partir do tripé:

  • Atendimento individual psicoterapeutico;
  • Escuta de mães;
  • Brincadeira cantada.

O atendimento individual consiste em atendimento psicoterapêutico dos bebês e suas mães, assim como atendimento das áreas oferecidas pela Clínica de Bebês (fonoaudiologia, fisioterapia, musicoterapia e terapia ocupacional) de acordo com a demanda de cada paciente.

A escuta de mães será oferecida a todas as mães inscritas na Clínica de Bebês e serão atendidas pelas profissionais de Psicologia de acordo com a demanda dessas mães.

A Brincadeira Cantada é um espaço de interação entre os bebês e seus cuidadores, onde podem desenvolver a sensibilidade musical, seus ritmos próprios e a liberdade de expressão, ampliar seu repertório musical como recurso de linguagem, favorecer a socialização através de atividades com músicas criativas e, sobretudo, intenso contato físico. Um dos aspectos trabalhados na Brincadeira Cantada é o relacionamento com a mãe, sendo que o papel do adulto no brincar da criança é fundamental. A forma de relação estabelecida por ele irá incidir diretamente no desenvolvimento integral da criança e sua postura poderá facilitar ou dificultar o processo de aprendizagem infantil. Diz ainda que o investimento na qualidade dessa relação é imprescindível em qualquer espaço de educação, seja ele formal ou informal. Esta atividade tem duração de 45 minutos e acontece uma vez por semana.

O núcleo tem o objetivo de debater temas que envolvam a interface psicanálise e educação. Participam do grupo profissionais – terapeutas e educadores – que desejam discutir questões clínicas e aspectos importantes na direção do processo educacional de crianças e adolescentes com alguma dificuldade em seu percurso escolar.

O núcleo também recebe as escolas cujos alunos participam das atividades da SERPIÁ para o diálogo interdisciplinar, sempre enriquecedor da prática de cada um.

Nesse texto, a pedagoga Andressa Mattos comenta em detalhes o objeto e os objetivos do Núcleo de Psicanálise e Educação.

Participantes:

Andressa Mattos

Camila S. G. Acosta Gonçalves

Cassiana Atem

Cláudia Rietter

Cristina Sarturi

Daniel Dias Brepohl

Danielle Guerra

Elise Haquim Camargo Santos

Giane Edimara Broch

Ingrid Cadore

Irene Piconi Prestes

Ísis Romankiu de Alencar

Responsável pelo núcleo: Verônica Fleith

Criado em 2008, o núcleo objetiva, fundamentalmente, pensar a clínica com crianças, entendendo se tratar de um trabalho que possui algumas especificidades. O núcleo é formado por profissionais de diversas áreas, como psicologia, terapia ocupacional e musicoterapia, que adotam como forma de trabalho a articulação teórico-prática, a partir da apresentação e discussão de fragmentos de casos clínicos. Os encontros têm duração de uma hora e são realizados semanalmente.

Participantes:

Responsável pelo núcleo:

O Núcleo foi criado com o objetivo de pensar a prática e os desafios da Terapia Ocupacional através dos casos clínicos acompanhados nas oficinas e nos atendimentos individuais e da fundamentação teórica específica da área, articulada com a clínica interdisciplinar.

As atividades realizadas incluem as vivências das atividades e recursos terapêuticos (a experimentação de novas ideias e formas de desenvolvê-los), as discussões de casos clínicos, de textos e a produção de trabalhos científicos.

Os encontros são realizados todas às terças-feiras, das 17h às 18h.

Participantes:

Elisângela Barreto

Márcia Regina Motta

O Núcleo de Estudos sobre Adolescência da Associação SERPIÁ nasceu com a ideia de montar um projeto de atendimento à adolescentes, no qual foi levado em conta  questões específicas da clínica do adolescente, da sua demanda, da sua linguagem e forma particular de expressão.

Núcleo de Estudos da Adolescência tem como objetivos principais:

- Propor estudos sobre o programa de atendimento a adolescentes, que abrange o campo da Psicoterapia, Assistência Social, Musicoterapia, Terapia Ocupacional e Psiquiatria, associados ao campo sócio-educativo: oficinas de Informática e Comunicação, Fotografia, Papel Reciclado, Teatro, Alfabetização e Criatividade, que têm por objetivo propiciar recursos terapêuticos alternativos, através da arte, música e criatividade. O programa é aberto a adolescentes portadores de sofrimento psíquico e tem como objetivo propiciar um espaço para que o adolescente possa se expressar, formular uma demanda própria de tratamento e trabalhar suas questões.

- Baseado em pesquisas sobre serviços, instituições e autores que trabalham com adolescentes, assim como em discussões das diversas formas de abordagem, propor estudos que ampliem a interlocução dos profissionais da equipe, aprofundando, desta forma, a prática clínica.

- Fazer o levantamento bibliográfico especializado e formar uma biblioteca que poderá ser utilizada para as futuras publicações de artigos, escritos com base na clínica do adolescente.

- Expor os resultados dos trabalhos que podem ser apresentados em congressos, colóquios e encontros em que seja tratado o tema da adolescência, com o objetivo de divulgar o projeto e promover discussões com outros profissionais.

Participantes:

Responsável pelo núcleo:

A instituição que trabalha com a clínica psicanalítica de crianças e adolescentes tem a possibilidade de incluir os pais desde o início do tratamento. Tal inclusão permite ver como os pais revivem e projetam nos filhos situações mal resolvidas que envolvem suas identificações e suas castrações simbólicas. É nesta medida que a psicanálise considera que o sujeito se constitui a partir de identificações com as figuras primitivas advindas das primeiras relações. Assim, muitas perturbações destas relações podem estar na origem dos transtornos mentais.

Portanto, a ênfase deste atendimento está em escutar a palavra dos pais sobre a situação familiar, conhecendo qual a posição que o pai e a mãe ocupam no contexto familiar e de que forma a criança está submetida a lei paterna.

Percebemos através de nossa prática com crianças que a inclusão dos pais no tratamento é um ponto de sustentação fundamental para a compreensão dos casos e para a definição da direção a ser adotada no processo terapêutico. É notório que, quando os pais se encontram distanciados demais do tratamento da criança, não demonstrando implicação e responsabilização pelos sintomas dos filhos, isso acaba gerando problemas na condução do caso clínico. Portanto, faz-se necessário pensar nos motivos e nas possíveis soluções para se manejar essas questões. Assim, estudar as diferentes abordagens de trabalho com os pais, bem como alguns autores que se dedicam a teorizar esse trabalho, torna-se tarefa fundamental para quem se propõe a atender crianças, seja no âmbito da clínica particular, seja no âmbito institucional.

Os encontros do núcleo são realizados semanalmente na SERPIÁ e têm duração de uma hora, nos quais os estudos são realizados através de textos de diferentes autores, discussão de casos clínicos e troca de experiências entre os componentes do grupo. Essa reunião é realizada na sexta-feira, às 17 horas.

Além disso, o núcleo cuida do Programa Psicossocial de Atendimento às Famílias das Crianças e Adolescentes que se Encontram em Entidades de Abrigo, realizado em parceria com a FAS.

Participantes:

Márcia Regina Motta
Thomas Rodolfo Brenner

Responsável pelo núcleo: Suely do Rocio K. Poitevin