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O objetivo deste núcleo é a ampliação do conhecimento sobre as estruturas clínicas dos sujeitos através do estudo teórico-prático de textos e casos clínicos que vem fundamentar a prática clínica.
Os estudos partem do pressuposto que há diferentes compreensões acerca da constituição da subjetividade. A psicanálise é a teoria que baliza os estudos de maneira a reconhecer a melhor conduta para o tratamento.
Entendemos o quadro clínico como um fato e o foco do estudo é como realizar a intervenção de maneira que não se torne um agravante a mais ao sujeito. Tem em paralelo o estudo sobre a abordagem psiquiátrica, visa a possibilidade de interdisciplinaridade.
O Núcleo de Estudos Diagnósticos Diferenciais é composto por profissionais das áreas de psicologia, pediatria, serviço social e fonoaudiologia. Os encontros são realizados quinzenalmente na sede da SERPIÁ.
Supervisão: Sueli Maria Antunes Hadich
O grupo da Clínica de Bebês é composto por profissionais das áreas de psicologia, fisioterapia, musicoterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.
Com a proposta de aprofundar o conhecimento das questões que acontecem na clínica, o estudo é conduzido por apresentações de casos clínicos, fundamentados em textos que focam: o desenvolvimento psíquico normal e patológico, diagnóstico, alternativas de atendimento, assim como a constituição do sujeito. Há um interesse em produções de textos e artigos científicos decorrentes das reflexões advindas dos estudos do grupo.
A equipe pretende refletir, escutar e trocar experiências através da leitura psicanalítica, o que abre um campo de indagações da subjetividade implicada em cada criança, que com seu sintoma e sua dor nos convoca a atuar.
A partir destes estudos pretendemos colocar na prática clínica o atendimento aos bebês e suas mães.
OBJETIVOS DA CLÍNICA DE BEBÊS
1.1 Objetivo Geral
Atender bebês com algum tipo de dificuldade ou risco em seu desenvolvimento, pelo viés da interdisciplinaridade, envolvendo pais e/ou cuidadores na intervenção com a criança.
1.2 Objetivos específicos
- Acompanhar o desenvolvimento psico-sócio-motor do bebê;
- Identificar possíveis dificuldades no desenvolvimento e encaminhar para o profissional da área;
- Proporcionar um espaço de atenção a relação mãe/cuidador-bebês;
- Acompanhar e mediar a passagem da relação mãe/cuidador-bebê para as novas relações sociais;
- Acolher as questões trazidas pelas mães quanto ao desenvolvimento integral de seu filho.
POR QUE A CLÍNICA DE BEBÊS?
Com a experiência clínica dentro da SERPIÁ, os profissionais percebem que muitas crianças atendidas hoje são possuidoras de sintomas que poderiam ser percebidos quando bem pequenos, em seus primeiros anos de vida. É possível perceber que uma intervenção precoce ainda na relação mãe/cuidador-bebê poderia auxiliar e mediar uma melhor estruturação destes sujeitos.
Com a Clínica de bebês pretendemos identificar os sinais de sofrimento dos bem pequenos, assim como dar atenção aos cuidadores primários deste sujeito, atuando com a intervenção precoce e acreditando na prevenção não como uma previsão, mas como uma oportunidade de melhorar o desenvolvimento dessas crianças.
COMO FUNCIONA A CLÍNICA DE BEBÊS
A Clínica de bebês funciona a partir do tripé:
- Atendimento individual psicoterapeutico;
- Escuta de mães;
- Brincadeira cantada.
O atendimento individual consiste em atendimento psicoterapêutico dos bebês e suas mães, assim como atendimento das áreas oferecidas pela Clínica de Bebês (fonoaudiologia, fisioterapia, musicoterapia e terapia ocupacional) de acordo com a demanda de cada paciente.
A escuta de mães será oferecida a todas as mães inscritas na Clínica de Bebês e serão atendidas pelas profissionais de Psicologia de acordo com a demanda dessas mães.
A Brincadeira Cantada é um espaço de interação entre os bebês e seus cuidadores, onde podem desenvolver a sensibilidade musical, seus ritmos próprios e a liberdade de expressão, ampliar seu repertório musical como recurso de linguagem, favorecer a socialização através de atividades com músicas criativas e, sobretudo, intenso contato físico. Um dos aspectos trabalhados na Brincadeira Cantada é o relacionamento com a mãe, sendo que o papel do adulto no brincar da criança é fundamental. A forma de relação estabelecida por ele irá incidir diretamente no desenvolvimento integral da criança e sua postura poderá facilitar ou dificultar o processo de aprendizagem infantil. Diz ainda que o investimento na qualidade dessa relação é imprescindível em qualquer espaço de educação, seja ele formal ou informal. Esta atividade tem duração de 45 minutos e acontece uma vez por semana.
O núcleo tem o objetivo de debater temas que envolvam a interface psicanálise e educação. Participam do grupo profissionais – terapeutas e educadores – que desejam discutir questões clínicas e aspectos importantes na direção do processo educacional de crianças e adolescentes com alguma dificuldade em seu percurso escolar.
O núcleo também recebe as escolas cujos alunos participam das atividades da SERPIÁ para o diálogo interdisciplinar, sempre enriquecedor da prática de cada um.
Participantes:
Andressa Mattos
Cláudia Rietter
Camila S. G. Acosta Gonçalves
Cassiana Atem
Cristina Sarturi
Daniel Dias Brepohl
Danielle Guerra
Giane Edimara Broch
Elise Haquim Camargo Santos
Ingrid Cadore
Irene Piconi Prestes
Ísis Romankiu de Alencar
Responsável pelo núcleo: Verônica Fleith
O Núcleo de Psicanálise com Crianças objetiva, fundamentalmente, pensar a clínica com crianças, entendendo se tratar de um trabalho que possui algumas especificidades. O núcleo é formado por profissionais de diversas áreas, como psicólogos e terapeutas ocupacionais, que adotam como forma de trabalho a articulação teórico-prática, a partir da apresentação e discussão de fragmentos de casos clínicos. Os encontros têm duração de uma hora e são realizados quinzenalmente, às terças-feiras, sempre às 17h.
Participantes:
Consuelo de A. Vasques Fernandes
Enriqueta Ângela Nin Vanoli
Érica Angelina C. M. Eiglmeier
Maria Karine B. V. de Quadros
Responsável pelo núcleo: Cristiano Osternack Paraná
O Núcleo foi criado com o objetivo de pensar a prática e os desafios da Terapia Ocupacional através dos casos clínicos acompanhados nas oficinas e nos atendimentos individuais e da fundamentação teórica específica da área, articulada com a clínica interdisciplinar.
As atividades realizadas incluem as vivências das atividades e recursos terapêuticos (a experimentação de novas ideias e formas de desenvolvê-los), as discussões de casos clínicos, de textos e a produção de trabalhos científicos.
Os encontros são realizados todas às terças-feiras, das 17h às 18h.
Participantes:
Elisângela Barreto
Márcia Regina Motta
Marina Siqueira Campos
O Núcleo de Estudos sobre Adolescência da Associação SERPIÁ nasceu com a ideia de montar um projeto de atendimento à adolescentes, no qual foi levado em conta questões específicas da clínica do adolescente, da sua demanda, da sua linguagem e forma particular de expressão.
O principal objetivo do núcleo é oferecer um espaço de tratamento aos adolescentes, dando-lhes um lugar para que possam trazer seus conflitos e angústias próprias deste período da vida e a possibilidade de elaboração dos mesmos. Trata-se de um acolhimento onde é ofertado não somente os atendimentos individuais dentro de cada especialidade, mas também um espaço de oficinas terapêuticas e sócio-culturais, como pintura, criação, fotografia, papel reciclado e comunicação e informática, uma vez que a expressão artística é um dos principais instrumentos que o adolescente utiliza como via de expressão e relação com o mundo.
As reuniões do Núcleo acontecem quinzenalmente, com o objetivo de realizar estudos teóricos envolvendo a temática da adolescência articulados à prática clínica.
Participantes:
Cezar Lemos
Ísis Romankiu de Alencar
Maira Brandão Benedito
Marina Siqueira Campos
Suely do Rocio K. Poitevin
Responsável pelo núcleo: Maria Augusta de Mendonça Guimarães
A instituição que trabalha com a clínica psicanalítica de crianças e adolescentes tem a possibilidade de incluir os pais desde o início do tratamento. Tal inclusão permite ver como os pais revivem e projetam nos filhos situações mal resolvidas que envolvem suas identificações e suas castrações simbólicas. É nesta medida que a psicanálise considera que o sujeito se constitui a partir de identificações com as figuras primitivas advindas das primeiras relações. Assim, muitas perturbações destas relações podem estar na origem dos transtornos mentais.
Portanto, a ênfase deste atendimento está em escutar a palavra dos pais sobre a situação familiar, conhecendo qual a posição que o pai e a mãe ocupam no contexto familiar e de que forma a criança está submetida a lei paterna.
Percebemos através de nossa prática com crianças que a inclusão dos pais no tratamento é um ponto de sustentação fundamental para a compreensão dos casos e para a definição da direção a ser adotada no processo terapêutico. É notório que, quando os pais se encontram distanciados demais do tratamento da criança, não demonstrando implicação e responsabilização pelos sintomas dos filhos, isso acaba gerando problemas na condução do caso clínico. Portanto, faz-se necessário pensar nos motivos e nas possíveis soluções para se manejar essas questões. Assim, estudar as diferentes abordagens de trabalho com os pais, bem como alguns autores que se dedicam a teorizar esse trabalho, torna-se tarefa fundamental para quem se propõe a atender crianças, seja no âmbito da clínica particular, seja no âmbito institucional.
Os encontros do núcleo são realizados semanalmente na SERPIÁ e têm duração de uma hora, nos quais os estudos são realizados através de textos de diferentes autores, discussão de casos clínicos e troca de experiências entre os componentes do grupo. Essa reunião é realizada na sexta-feira, às 17 horas.
Além disso, o núcleo cuida do Programa Psicossocial de Atendimento às Famílias das Crianças e Adolescentes que se Encontram em Entidades de Abrigo, realizado em parceria com a FAS.
Participantes:
Márcia Regina Motta
Thomas Rodolfo Brenner
Responsável pelo núcleo: Suely do Rocio K. Poitevin
O grupo estuda o referencial teórico prático sobre o brincar e jogar no desenvolvimento da criança e do adolescente através de textos de Piaget, Vigotsky, Freud, Lacan, Winnicott, Santa Rosa, Manonni, Dolto, Bethelheim e Colli. Outro foco é a compreensão da mediação do brincar como papel principal do educador brinquedista na brinquedoteca da clínica como fundamentação das atividades lúdicas desta.
Discutir as especificidades da brinquedoteca inserida na clínica interdisciplinar, sua função e o papel do educador brinquedista a partir de questionamentos da equipe interdisciplinar, observar os pacientes no cotidiano, registrar os fatos significativos e refletir com os terapeutas sobre os efeitos das intervenções dos educadores brinquedistas são alguns dos objetivos do núcleo.
As reuniões do núcleo são realizadas às terças-feiras, quinzenalmente, das 19h45 às 20h45.
Participantes:
Cláudia Rietter
Francine Oliveira Mendes
Giane Edimara S. B. Broch
Ísis Romankiu de Alencar
Judith Gnatta Rodrigues
Karina Porto Rocha
Ledinalva Pereira de Almeida
Luana S. A. Nogueira
Luiz Sadaiti Santos Tatemoto
Maria Lúcia Bezerra
Melina Curioni Cardoso
Naíra Frutos González
Taia Franco de Albuquerque
Responsável pelo núcleo: Ingrid Fabian Cadore
Na SERPIÁ, o desenvolvimento das questões acerca da saúde mental ganha forma também nos núcleos de estudo. Os núcleos são pensados através das questões que emergem do atendimento clínico, assim como das situações relativas ao nosso meio sócio-cultural. A participação nos núcleos é aberta a qualquer integrante da equipe SERPIÁ.