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Na entrevista abaixo, o psiquiatra José Outeiral, conferencista da III Jornada da Adolescência, fala um pouco sobre os assuntos que serão discutidos no evento. Temas como: agressividade, anti-socialidade e delinquência em contextos sociais de risco, além da ligação desses sintomas à negligência familiar são um dos temas destacados pelo psiquiatra.
Entrevista com José Outeiral
Foi entre 19 e 23 de julho que ocorreu o VIII Curso de Educador Brinquedista. Essa oitava edição foi sediada na FEPE – Fundação Ecumênica de Proteção aos Excepcionais – e realizada pela SERPIÁ junto à ABBri, Associação Brasileira de Brinquedotecas. O curso contou com 35 inscritos e com a participação de palestrantes como Andrea Fedeger, Fernanda Gorosito e Tereza Mirian.
O curso de 40 horas, que é único aqui em Curitiba e um dos poucos no país, tem a intenção de levar os alunos a conhecerem um pouco mais sobre as brinquedotecas – esses espaços lúdicos e terapêuticos. De acordo com Andrea Fedeger – professora da UFPR de Terapia Ocupacional e responsável pelos módulos “Brinquedoteca na Proteção Social” e “Equipe da Brinquedoteca” – o educador brinquedista pode atuar em hospitais, escolas, ONGs e prefeituras, ainda que não seja uma profissão regulamentada. “É uma pessoa com formação para, um aprimoramento, uma forma de olhar o brincar dentro de um espaço especial” – comenta Andrea.
Teoria e prática do início ao fim
No evento, houve aulas que demonstraram a importância do brincar tanto de forma teórica quanto prática. Alice Momm, aluna do curso, pensa que essa formação ambivalente “foi fundamental para que a gente descobrisse o brinquedista que tem dentro de cada um”. O grupo se dividiu para fazer visitas técnicas, que incluíram a brinquedoteca do Hospital Pequeno Príncipe, da SERPIÁ e do Anjo da Guarda. Alice acredita que as visitas foram essenciais “porque não é só sentar e ter todas essa carga de experiência compartilhada, mas é você ir lá observar e praticar”, conta.
Uma das aulas mais comentadas foi a aula da professora Tereza Mirian, bióloga e educadora brinquedista, que teve como conteúdo a ecoludicidade. De acordo com Tereza, a aula tem a intenção de abrir os olhos dos alunos para a “possibilidade de se ter um material pedagógico de lazer ou terapia sem custos”. Na aula, os alunos tiveram a oportunidade de aprender um pouco sobre reutilização, reciclagem e redução dos recursos dentro de uma brinquedoteca na prática: confeccionando jogos e brinquedos com sucatas. Segundo a bióloga, um dos pontos fortes do curso foi o interesse da alunas, que “foram fantásticas, muito interessadas em aprender e participar, jogar e também confeccionar”, revela Tereza.
Fernanda Gorosito, psicóloga clínica e professora do curso desde a primeira edição, foi uma das palestrantes do último dia com sua aula prática “Brincar e cantar: é só começar”, na qual se divertiu ensinando suas brincadeiras aos adultos. “Brincar de verdade aqui faz com que eles se sintam mais confiantes e trabalhar isso com as crianças pode ser super significativo”, conta a psicóloga. Fernanda falou um pouco sobre as cantigas antigas e folclóricas e também deu dicas sobre as novidades no universo musical infantil. Além disso, os alunos dançaram e cantaram músicas que servem tanto para divertir quanto para auxiliarem na socialização e desenvolvimento mental das crianças.
Aluna do curso, Maria Clarice Bauer, acredita que “você se identifica com o que vem buscar”. Para ela, que tinha muitas dúvidas sobre a brinquedoteca hospitalar, a palestra de Patrícia Bertolini, psicóloga e coordenadora da brinquedoteca do Hospital Pequeno Príncipe, foi bastante ilustrativa. “Tanto o material e as experiências que ela trouxe quanto a apresentação dela foram muito ricos”.
“O nosso curso vem se caracterizando pela discussão das especificidades da brinquedoteca no contexto da escola, da escola de educação especial, da clínica interdisciplinar e dos hospitais”, afirma Ingrid Cadore, que além de assistente social e palestrante, é uma das coordenadoras do curso. Segundo Ingrid, outros assuntos que seguem a linha de interdisciplinaridade, abordados nessa edição, foram a brinquedoteca em comunidades de risco social e a brinquedoteca com proposta de defesa do meio ambiente, a ecobrinquedoteca.
Aprender a brincar
Para Fernanda Gorosito, a brincadeira é a forma de se aproximar de uma criança, de se criar um vínculo e, assim, poder ajudá-la. “Brincando com ela, você a está respeitando e isso vai fazer com que ela se respeite também. Brincando você está ouvindo ela e, assim, ela te ouve” – reflete.
Ingrid Cadore comenta que a essência do curso “é a reflexão sobre a importância que o brincar espontâneo tem para a criança e a brinquedoteca como alternativa de acolher as necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade na sociedade atual”. E por isso o curso, que teve um índice de 96% de pessoas satisfeitas ou muito satisfeitas, investe tanto na fundamentação teórica, no repertório lúdico diversificado e no verdadeiro mergulho na infância do educador brinquedista – na história de seu brincar. “Esse investimento potencializa uma disponibilidade interior para suscitar, acolher, mediar e organizar os brincares expressados na brinquedoteca, possibilitando um novo olhar sobre a importância disso para cada um, em particular”, analisa a coordenadora.
Assista
Vídeo de encerramento do VIII Curso de Educador Brinquedista
SERPIÁ realiza dois cursos de brinquedoteca em julho

Sucesso garantido: 96% dos alunos do VIII Curso de Educador Brinquedista se disseram satisfeitos ou muito satisfeitos como o curso. Foto: Cezar Lemos.
De 19 a 23 de julho foi realizado o VIII Curso de Educador Brinquedista, promovido pela SERPIÁ em associação com a ABBri. A semana reuniu palestrantes conhecidos no mundo das brinquedotecas que partilharam seus conhecimentos na área com os 40 alunos inscritos. Para Ingrid Cadore, coordenadora sócio-cultural, o curso tem se caracterizado por discutir a brinquedoteca dentro de contextos específicos, como na educação especial, nos hospitais e nas clínicas interdisciplinares. “A tendência é buscar, cada vez mais, a reflexão sobre a trajetória das brinquedotecas, suas especificidades nos diferentes contextos, com o cuidado de preservar a sua essência, que é a de acolher as necessidades lúdicas do ser humano de qualquer idade”- conta Ingrid.

O Curso de Formação de Educador Brinquedista SESI/PR, ocorrido entre 26 e 30 de abril, também obteve boa avaliação dos alunos. Foto: Ísis Romankiu.
Na semana seguinte, ocorreu o Curso de Formação de Educador Brinquedista SESI/PR, resultado de uma parceria entre a SERPIÁ e o SESI, em que 50 profissionais da educação infantil vindos de todo o estado participaram. De acordo com Isabel Cristina Ribas, que faz parte da gerência de educação do SESI, a idéia do curso partiu de um interesse da entidade em implementar suas brinquedotecas através da capacitação desses profissionais. “Temos professores da educação infantil e o brincar, o lúdico, faz parte da nossa proposta pedagógica” – explica Isabel.
Segundo com Hélio Cadore, presidente da SERPIÁ, os cursos fazem parte de um dos eixos estratégicos da Associação, que é o da geração e disseminação de conhecimentos. Pondo em prática esse eixo, a SERPIÁ, “executa eventos de formação, como os cursos de Formação de Educadores Brinquedistas e Jornadas” completa Hélio. O presidente aproveita a oportunidade “para cumprimentar toda a equipe SERPIÁ que se envolve com paixão nesses eventos e agradecer todos os parceiros que confiam na SERPIÁ e acreditam na sua missão”.
O risco será tema da III Jornada da adolescência
A III Jornada da adolescência, que acontecerá nos dias 17 e 18 de setembro no SESC da Esquina, tratará de temas em torno do risco na adolescência, e contará com a presença de José Outeiral. O convidado para o evento, que é médico, psiquiatra, além de especialista em psiquiatria de adultos, adolescentes e crianças, já participou como supervisor em uma das apresentações de caso clínico na SERPIÁ.
A exposição do tema, de acordo com Maria Augusta Guimarães, coordenadora executiva da SERPIÁ, se faz necessária, pois são observados, na prática clínica, fatos recorrentes – que demonstram o tipo de risco a que adolescentes estão expostos. De acordo com a coordenadora, “envolvimento não somente com drogas, mas também com tráfico, meninas muito jovens grávidas e fazendo abortos, rompantes de violência por motivos banais” são alguns dos acontecimentos que suscitaram a realização da jornada. O evento, dessa forma, tem a intenção de discutir que direção tomar a partir dessas situações e como se pensar em ações articulando a família, a escola e a sociedade.
A jornada será composta de várias mesas redondas que servirão para a interlocução de temas como: interdisciplinaridade no tratamento de adolescentes, relação entre família, adolescentes e o Estado, adolescência vulnerável e a possibilidade de inclusão. Maria Augusta afirma que jornada é voltada “a todos aqueles que de alguma forma trabalham direta ou indiretamente com o público adolescente – como profissionais e estudantes da área da saúde, educação, serviço social, conselhos tutelares e policiais”.
O hospital Pequeno Príncipe, por intermédio de Ety Forte Carneiro, oferece 5 vagas a funcionários da SERPIÁ para o III Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas – que ocorrerá de 28 a 31 de agosto no Embratel Convention Center, em Curitiba. O módulo disponível aos profissionais da SERPIÁ é o de “Humanização e Bioética”, cuja programação você pode conferir aqui. Os interessados em participar do evento devem mandar um e-mail ao comunicacaoserpia@gmail.com até terça-feira (17).
Tereza Pires é bióloga e educadora brinquedista, além de educadora ambiental e ecobrinquedista. Tereza sempre se interessou pela reutilização de materiais, como a sucata, para a fabricação de jogos e brinquedos. A educadora ministrará a palestra Ecoludicidade no VIII Curso de Educador Brinquedista, que ocorrerá entre 19 e 23 de julho, e nessa entrevista contará um pouco sobre seu trabalho na Ecobrinquedoteca.
Porque o nome “Ecobrinquedoteca”?
Significa que todos os jogos, brinquedos e adereços são feitos com material re-utilizável, ou seja, sucata e outros que perdem seu valor – como caixas e papéis de presente, tampas de perfumes, cremes, xampu, retalhos de tecido, adesivos de gráfica, couro e tudo que possa ser transformado em material pedagógico, terapêutico ou de lazer.
Você acha que isto vai resolver o problema do lixo?
Não mesmo! Na questão do lixo, me baseio nos 3Rs. “Reciclar” é importantíssimo, mas nem tanto quanto aos próximos dois Rs. “Reutilizar” é o que fazemos e “reduzir” é o mais importante e difícil, pois necessita de mudanças de paradigmas e ir contra o consumismo.
Qual o público que você envolve?
A princípio são educadores em geral, professores, monitores e profissionais de instituições formais e não formais. A Ecobrinquedoteca é também requisitada por universitários de todos os cursos que vislumbrem contemplar o lúdico no seu fazer terapêutico, no lazer ou no pedagógico. Exemplo: educação física, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, eco-turismo, matemática, educação ambiental, naturologia, biologia, entre outras.
Qual o local mais inusitado que você já esteve?
Por incrível que pareça, este ano será a quinta vez que levaremos a Ecobrinquedoteca para o Cemitério no dia de Finados. A psicóloga da comunidade Santa Rita tem amenizado o clima deste dia com massagens, exposição de arte, apresentação musical e a Ecobrinquedoteca é muito interessante para os visitantes.
Este seu fazer pode gerar renda?
Sem dúvida! Além da formação de ecobrincantes para atuarem em instituições formais e não formais, ela oferece oportunidades para as pessoas que querem ser babás ou baby sitters Também podem confeccionar Ecobrinquedotecas para os mais diversos públicos.
Quem financia sua Ecobrinquedoteca?
Conseguimos um edital pelo MINC (Ministério de Cultura) e teremos verba até 2012 para Oficinas, Vivências e Workshops. Temos como parceiro o Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, que nos cedeu um magnífico espaço onde seria uma Escola Técnica Agrícola.
Para saber mais sobre o VIII Curso de Educador Brinquedista, clique aqui.

Instrumentos musicais feitos de latas, garrafas PET, tampinhas, potes de yogurte, caixa de leite. Foto: Emile Emiachon
Faça sua inscrição
A nova edição do Curso de Educador Brinquedista, promovida pela SERPIÁ e certificada pela ABBri – Associação Brasileira de Brinquedotecas -, abordará a importância do brincar nos mais diferentes contextos e os novos alunos terão a oportunidade de entender tanto a prática quanto a teoria das brinquedotecas nas 40h de aula.
As brinquedotecas são espaços que encorajam o livre brincar e que utilizam o lúdico de modo que incentive a criança a se expressar e a se desenvolver fisicamente e emocionalmente. Dessa forma, profissionais com a formação de educador brinquedista podem enxergar além das necessidades das crianças e, assim, orienta-las da melhor forma possível.
A programação
As palestras irão tratar de temas como a brinquedoteca no contexto universitário, nas clínicas interdisciplinares e também nos hospitais. Além disso, haverá aulas sobre fabricação de origamis e paper toys, sem esquecer das palestras sobre a introdução de brincadeiras cantadas e das brincadeiras tradicionais nas brinquedotecas.
O Curso de Educador Brinquedista ocorrerá entre 19 e 23 de Julho, na Fundação Ecumênica de Proteção aos Excepcionais, a FEPE. As inscrições serão feitas através do telefone (41) 3015-2045 ou pelo fax no (41) 3015-2066.
Os preços são diferenciados para quem é estudante e também para qualquer um que pagar antes de 3 de julho.
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 36 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente. “O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.
O melhor dos dois mundos
Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
I Curso de Educador brinquedista Hospitalar encerra com sucesso
06/05/2010
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O melhor dos dois mundos
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
Confira as fotos do curso: (clique para ampliar)
I Curso de Educador brinquedista Hospitalar encerra com sucesso
06/05/2010
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 30 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente. “O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.
O melhor dos dois mundos
Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
Confira as fotos do curso: (clique para ampliar)
A SERPIÁ, em parceira com o Hospital Pequeno Príncipe (HPP) e a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), realizará o I curso de Educador Brinquedista Hospitalar, entre os dias 28 de abril e 01 de maio de 2010, em Curitiba.
O curso, destinado aos profissionais e estudantes das áreas da saúde e educação e às pessoas interessadas em atuar em brinquedotecas de hospitais, tem por objetivo capacitar os educadores para que possam implantar, gerir e trabalhar em brinquedotecas hospitalares. Segundo uma das coordenadoras do curso e responsável pela brinquedotecas do HPP, Patrícia Bertolini Izidório, essa capacitação é importante uma vez que a brinquedoteca inserida no hospital tem suas especificidades. “O brinquedista hospitalar precisa estar preparado para trabalhar com um público especial e heterogêneo e para fazer do brincar um facilitador durante o tratamento”, diz.
Além disso, como lembra a também coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, o curso possibilita aos alunos avaliarem-se quanto ao perfil para trabalhar numa brinquedoteca de hospital, oportuniza fazer o resgate de sua própria história de brincar e a entrar em contato com temas delicados, como o sofrimento.
Experiência
Um dos diferenciais do curso refere-se à vasta experiência que as instituições parceiras possuem sobre o brincar e formação de educadores brinquedistas. Como comenta Ingrid, a ABBri é referência nacional na formação de educadores brinquedistas e a SERPIÁ é pioneira na realização desses cursos em Curitiba. “E o HPP é referência nacional em hospital pediátrico, além de contar com 5 brinquedotecas em funcionamento, o que possibilita uma diversidade rara de informações aos alunos”, explica.
Programação
O I curso de Educador Brinquedista Hospitalar nasceu da demanda das pessoas que desejavam atuar em brinquedotecas desse contexto e da intenção de capacitar os brinquedistas de acordo com a lei nº 11.104/2005, que determina que todas as unidades de saúde que oferecem internamento pediátrico devem contar com brinquedotecas em suas instalações.
Para isso, durante as 32 horas de aulas, os alunos irão participar de palestras, visitas técnicas, oficinas e atividades práticas como forma de manterem contato com os conceitos teóricos e o repertório lúdico referentes à brinquedoteca hospitalar. “Um dos focos principais do curso é a orientação sobre o controle de infecção hospitalar, a segurança na manipulação dos brinquedos e em como atuar na brinquedoteca com responsabilidade”, comenta Patrícia.
Clique aqui para ver a programação.
O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).
Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.
Diversidade de público e de conteúdo
Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.
A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.
Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.
Para cada participante o curso deixa uma marca
Durante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.
Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.
A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.
Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.
Diversidade de público e de conteúdo
Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.
A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.
Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.
Para cada participante o curso deixa uma marca
Durante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.
Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.
A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.
Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.
O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).
Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.
Diversidade de público e de conteúdo
Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.
A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.
Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.
Para cada participante o curso deixa uma marcaDurante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.
Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.
A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.
Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.
O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).
Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.
Diversidade de público e de conteúdo
Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.
A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.
Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.
Para cada participante o curso deixa uma marcaDurante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.
Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.
A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.
Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.
A SERPIÁ abrirá quatro vagas para o programa de Permanência Clínica da instituição, para o período entre abril de 2010 e abril de 2011, sob supervisão da psicóloga e coordenadora de pesquisa e transmissão de conhecimento da SERPIÁ Maria Aparecida de Luna Pedrosa. Segundo a psicóloga e atual supervisora da permanência Maria Augusta de Mendonça Guimarães, o objetivo do programa é propiciar experiência clínica no tratamento de crianças e adolescentes numa clínica interdisciplinar, tendo como eixo teórico a psicanálise.
Para participar do processo de seleção o candidato deve ser psicólogo formado, ter disponibilidade de horário para duas horas semanais para atendimento clínico, duas horas de supervisão e uma hora e meia para participação na reunião interdisciplinar da equipe (realizada às terças-feiras, das 18h às 19h30). O programa tem um custo mensal de 100 reais; os interessados devem comparecer à reunião inicial que será realizada no próximo dia 23, às 14h, na sede da SERPIÁ.
Experiência positiva
Para Maria Augusta, um dos principais diferencias da permanência clínica da SERPIÁ é possibilitar aos profissionais vivenciarem as particularidades do trabalho interdisciplinar, ou seja, o trabalho integrado à outras especialidades, como a psiquiatria e a brinquedoteca. “Outros benefícios são o aprendizado decorrente da participação nas reuniões clínicas, com discussões de casos, e o aprofundamento do conhecimento teórico-prático relacionado à clínica da infância e adolescência”, diz.
A psicóloga Ana Paula Camargo, que participa do grupo atual da permanência, concorda com a coordenadora. “Todos os profissionais acrescentam no nosso trabalho. Não é uma competição, é um trabalho conjunto onde diversos profissionais trabalham por um paciente, por um encaminhamento”, diz. A psicóloga Nutty Stroiek, que faz permanência desde abril 2009, comenta que o programa proporciona muito aprendizado. “Eu já tinha experiência com trabalho interdisciplinar, mas na clínica o paciente também nos ensina muito”, afirma.
Para as terapeutas, participar da permanência clínica está sendo uma experiência muito positiva. “Com o programa nós nos inserimos na instituição, passamos a fazer parte dela”, finaliza Ana Paula.


















