Posts Tagged ‘notícia’
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Não há previsão de data para outro bazar!
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Data: 19/02/2011
horário: das 13 às 19 horas
Rua XV de Novembro, 2020
Haverá distribuição de senhas a partir de 12:30. Clique no produto para ver a foto.
| Produto | Valor |
|---|---|
| Bateria 12v | R$ 1,50 |
| Bateria Recarregável AAA | R$ 5,00 |
| Calculadora | R$ 1,00 |
| Carregador de bateria | R$ 10,00 |
| CD Player Pionner 2250 | R$ 199,00 |
| CD Player Pionner 5150 | R$ 260,00 |
| Central Multimidia C6214TT | R$ 1.000,00 |
| Central Multimidia CE8910 | R$ 1.000,00 |
| Controles Nunchuck para WII | R$ 20,00 |
| Controles para PS2 | R$ 15,00 |
| DVD de jogo para XBOX | R$ 15,00 |
| Fita Adesiva | R$ 5,00 |
| Jaqueta | R$ 30,00 |
| Medidor de pressão | R$ 30,00 |
| Meias (pacote com 9 pares) | R$ 5,00 |
| Nokia 5800 com GPS e 5530 s/GPS | R$ 275,00 |
| Óculos de sol | R$ 15,00 |
| Perfume Cuba | R$ 10,00 |
| Playstation 2 | R$ 299,00 |
| Porta retrato digital | R$ 90,00 |
| Rádio AM/FM | R$ 5,00 |
| Relógio de Pulso | R$ 5,00, R$10,00 e R$20,00 |
| Sensor de estacionamento VR-680H4 | R$ 40,00 |
| Sensor de presença para alarme | R$ 10,00 |
| Sutiãs | R$ 5,00 |
| Tapete | R$ 35,00 |
| Tela LCD 6″ BM-6006HS | R$ 149,00 |
| Tela LCD Napoli TFT-TV7210 | R$ 230,00 |
| Tela LCD Napoli TFT-TV7220 | R$ 150,00 |
| WIIfit Plus | R$ 230,00 |
| Xbox 360 Elite | R$ 750,00 |
Regras do Bazar
Estas regras são estipuladas pela Delegacia da Receita Federal, o não cumprimento pode acarretar em desquialificação da SERPIÁ para receber novas doações. Agradecemos a sua compreensão.
- As compras não devem exceder R$700 por pessoa
- Se o produto custar mais de R$700, o comprador somente poderá levar aquele produto e nada mais.
- Observe as quantidades máximas de compras permitida:
| Categoria | Quantidade máxima | Observação |
|---|---|---|
| Brinquedos | 15 unidades | Máx. 3 unidades por tipo. |
| Artigos de bazar | 15 unidades | Máx. 3 unidades por tipo. |
| Eletrônicos | 2 unidades por tipo | |
| Relógios de pulso | 5 unidades | |
| Instrumentos musicais | 1 unidade por tipo | |
| Vestuários | 12 unidades | Máx. 3 unidades por tipo. |
| Perfumes e cosméticos | 5 unidades | Máx. 3 unidades por tipo. |
A Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), filiada a International Toy Libraries Association (ITLA), promove curso teórico-prático de formação do Brinquedista:
A BRINQUEDOTECA: SUA ORGANIZAÇÃO E OPERACIONALIZAÇÃO COM QUALIDADE
10 a 14 de janeiro de 2011
Duração: 40 horas
Horário: 9:00 às 17:00 hs
Mais informações e inscrições clique aqui.
Tópicos abordados:
- Brinquedoteca: Conceito; Critérios De Qualidade De Sua Implantação E Operacionalização; Suas Modalidades (Escolar, Hospitalar, Etc.); Experiências Nacionais E Internacionais.
- Noções Básicas De Aspectos Cognitivos E Afetivo-Emocionais Relacionadas Ao Brincar Nas Diversas Fases Da Vida; Estratégias De Expressão E Comunicação: Plásticas, Gráficas, Musicais, Cênicas E Digitais;
- O Brinquedista: Seu Papel E Função; Importância Da Integração Entre Sua Formação Pessoal E Profissional; Subsídios De Formação Continuada; O Perfil Do Profissional Brinquedista.
- Visita À Brinquedoteca Da Faculdade De Educação Da Usp, Seguida De Discussão. Certificado De Conclusão De Curso Conferido Pela Abbri.
ABBri – Associação Brasileira de Brinquedotecas
Rua Antônio de Macedo Soares, 414 – Brooklin – SP/SP
Tel/fax: (0xx11) 5533-1513 – CEP:04607-000
E-mail: associacaobrasileira@brinquedoteca.org.br
Na edição especial de número 38 da Revista Nova Escola, encontram-se guias de jogos e brincadeiras destinados a professores de educação infantil. Além da edição das bancas, na qual estão inclusos oito jogos de tabuleiro, a Nova Escola oferece no site conteúdo exclusivo com artigos, vídeos, jogos online e passo a passo para a construção de dobraduras. Para conferir, é só acessar o site da Nova Escola.
Fonte: Site da Revista Nova Escola
Colaboração: Educadora brinquedista Fabiana Medeiros, participante do VIII Curso de Educador Brinquedista.
Núcleos de Estudos são aprimoradores da clínica
No SERPIÁ em Ação n°13, discutiu-se o histórico dos núcleos de estudos da SERPIÁ, além de detalhes sobre o Núcleo de Estudos sobre o Brincar e o Núcleo de Psicanálise com Crianças. Nessa edição, conheceremos outros grupos atuantes na clínica: os núcleos de Estudos sobre a Família, Terapia Ocupacional e Estudos sobre a adolescência.

Suely Poitevin, participante do Núcleo de Estudos sobre a Família desde seu início extra-oficial em 2005
Núcleo de Estudos sobre a Família
Ainda que as reuniões tenham começado em 2005, o núcleo de Estudos sobre a Família só teve seu início oficial em 2006. Nos quatro anos de existência, profissionais de várias áreas passaram pelo grupo: musicoterapeutas, assistentes sociais, pedagogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos e psicanalistas. O núcleo se reúne toda semana para debater casos clínicos e temas como a função da família na constituição do sujeito psíquico, as novas configurações familiares e os novos sintomas. “A importância de ter um espaço para discutir sobre a família e o inconsciente na SERPIÁ contribui para reavaliar a prática clinica e ampliar o conceito de família na sociedade contemporânea”, explica Suely Poitevin, psicóloga e participante.
Núcleo de Terapia Ocupacional
Criado em 2009 a partir da publicação de um artigo, o núcleo de t.o. conta com a participação dos terapeutas ocupacionais da instituição que se reunem semanalmente. Os temas não são pré-determinados, abrangendo conteúdos práticos, teóricos, junto à dinâmica de atendimento e a aspectos institucionais. A proposta do grupo é evitar a estagnação da clínica através do debate de temas relevantes, impasses e situações chave. Márcia Motta, terapeuta ocupacional, acredita que esse tempo destinado ao núcleo se torna enriquecedor à medida que “possibilita, através das discussões, um outro olhar à situação, à teoria, ao contexto e à estrutura, oferecendo recursos e subsídios para realizar uma prática mais consistente”.
Núcleo de Estudos sobre a Adolescência
Com reuniões quinzenais e integrantes variados – educadores brinquedista, terapeutas ocupacionais e psicólogos -, o Núcleo de Estudos sobre a Adolescência, surgido em 2003, debate questões relativas à especificidade do adolescente e ao contexto no qual se insere. Sendo os adolescentes metade dos pacientes atendidos pela SERPIÁ, “é fundamental ter um espaço para a discussão desta clínica, que traz peculiaridades próprias, bastante distintas da clínica da infância” – aponta Maria Augusta Guimarães, coordenadora executiva da SERPIÁ e membro do núcleo. A discussão, que também passa por assuntos que giram em torno do tema principal (família, depressão e drogadição, por exemplo) tem conseqüências visíveis nos terapeutas: uma formação profissional permanente e um aprofundamento teórico que gera recursos para que definam planos terapêuticos e realizem intervenções nos pacientes.
SERPIÁ em Ação. Ano 3. N°15. 15 de outubro de 2010.
Presidente do Conselho Deliberativo: Hélio Cadore.
Coordenação executiva: Maria Augusta Guimarães.
Equipe de comunicação: Marco Carvalho e Isabel Victorio. Foto : Cezar Lemos.
Tel: (41) 3015-2045/ Fax: 3015-2066
Rua XV de Novembro, n°2020. Alto da XV. Curitiba – PR
www.serpia.org.br/ serpia@serpia.org.br

Participantes assistindo a palestra da III Jornada da Adolescência - “Existe adolescência sem risco?”
III Jornada da Adolescência é realizada pela SERPIÁ
Com dois dias de evento, 17 e 18 de setembro, a III Jornada da adolescência teve a presença de mais de 90 alunos e palestrantes de diversas áreas que discutiram o risco, tanto social quanto psicológico, envolvido na adolescência. Alguns dos temas presentes nas mesas redondas foram “questões referentes a família, possibilidades de inclusão, possibilidades de intervenção e a interdisciplinaridade na clínica”, cita Márcia Motta, terapeuta ocupacional e participante da organização da jornada.
O evento, que aglomerou pessoas de diversos campos, proporcionou uma articulação sobre o papel desses profissionais e o modo de intervir na adolescência hoje, com base na vivência desses profissionais – seja palestrante ou parte da platéia. “Tanto os palestrantes das mesas – que incluía psicólogos, psicanalistas, profissionais do Direito, educadores, pedagogos, terapeutas ocupacionais, dentre outros – quanto o público estava composto de pessoas de diferentes áreas, o que traz essa singularidade para o evento”, caracteriza a coordenadora executiva da SERPIÁ e organizadora da jornada, Maria Augusta Guimarães.
A escolha dos profissionais complementou os temas debatidos, variados e pertinentes. Gabriela Sabbag, docente do curso de psicologia da FACEL, achou interessante a proposta de se reconhecer a especificidade de cada fase da vida e as singularidade do indivíduo, além disso “os palestrantes foram ótimos, bem preparados e experientes”, elogia.
José Outeiral, psquiatra e autor de livros sobre psicanálise, foi um dos grandes destaques do evento. Em três conferências, sintetizou seus conhecimentos, suas experiências, estudos e observações sobre a família, as crianças e os adolescentes nos últimos 30 anos.
Para Hélio Cadore, presidente da SERPIÁ, a jornada teve um saldo positivo “para os alunos, porque lhes permitiu ter acesso a um conteúdo de alto nível, desenvolvido por conferencista e painelistas que demonstraram dominar os temas por eles abordados”. Positivo também para a SERPIÁ, pois unindo-se ao SESC para realizar o evento, se torna parceiro de uma entidade que, segundo Graciele Weiller, do SESC, “como a SERPIÁ, tem um envolvimento com a comunidade e uma preocupação com o processo educativo”.
Em destaque
Em outubro, começa o mês das crianças. E neste ano a história é diferente: serão as crianças quem farão seus próprios presentes. Com a arrecadação de bijuterias antigas, sucatas e materiais como pincéis e colas, as crianças fabricarão seus brinquedos. É possível colaborar levando esses materiais à brinquedoteca.
SERPIÁ em Ação. Ano 3. N°14. 01 de outubro de 2010.
Presidente do Conselho Deliberativo: Hélio Cadore.
Coordenação executiva: Maria Augusta Guimarães.
Equipe de comunicação: Marco Carvalho e Isabel Victorio. Foto : Cezar Lemos.
Tel: (41) 3015-2045/ Fax: 3015-2066
Rua XV de Novembro, n°2020. Alto da XV. Curitiba – PR
www.serpia.org.br/ serpia@serpia.org.br
Na sexta-feira, 17 de setembro, ocorreu no SESC da Esquina a III Jornada da Adolescência – “Existe adolescência sem risco?”, realizada pela Associação SERPIÁ. O evento teve dois dias de duração e contou com cerca de 90 alunos e com palestrantes de várias áreas, que debateram em mesas redondas temas diversos relacionados ao risco, social e psicológico, presentes na adolescência. Questões relativas a família, as possibilidades de inclusão e a interdisciplinaridade no trabalho com adolescentes foram alguns dos assuntos em debate. “Partindo da prática da clínica da adolescência, pareceu importante que a gente pudesse discutir, debater e fazer essa interlocução com diferente áreas”, conta Márcia Motta, terapeuta ocupacional e organizadora do evento.
Entre terapeutas ocupacionais, educadores, pedagogas, profissionais do Direito e psicanalistas apresentando trabalhos ou presentes na plateia, vários profissionais contribuíram para a diversidade temática abrangida pelo evento. Maria Augusta Guimarães, organizadora da jornada e coordenadora executiva da SERPIÁ, comenta que essa diversidade representa “experiências diferentes, mas que confluem para fazermos uma articulação desde como se tem pensado o adolescer hoje e o que se tem feito na prática”.
Esse caráter eclético do evento foi destacado também pelos alunos e visto como diferencial. “Eles tiveram a preocupação de colocar profissionais de várias áreas falando no mesmo nível, o que enriqueceu o trabalho dessa jornada”, aponta Fernanda Alonso, terapeuta ocupacional.
A jornada teve a presença do conferencista José Outeiral, psiquiatra há 30 anos e autor de publicações sobre psicanálise. Em uma fala clara, Outeiral acompanhou a interdisciplinaridade do evento, abrangendo temas diversos: entre outros, a mudança da família nas últimas décadas, a evolução do conceito de adolescência como fenômeno cultural e as mazelas da educação brasileira – utilizando desde episódios da cultura pop e do cinema a conceitos da psicanálise como referências.
O psiquiatra foi destacado por alunos, como Germano Gruber Junior, educador social da prefeitura, que acredita que o que teve de especial no evento foi a “qualidade dos profissionais convidados, como o Dr. José Outeiral, que é muito bom”.
Hélio Cadore, presidente da SERPIÁ, destaca que o evento foi enriquecedor para a Associação como entidade, pois permitiu a consolidação da parceria com a FIEP – Federação das Indústrias do estado do Paraná - e com o SESC da Esquina. Além disso, possibilitou o cumprimento de um dos eixos de atuação da SERPIÁ - o da disseminação de conhecimento. Na opinião de Graciele Weiler, do SESC da Esquina, a parceria é bem-sucedida, pois une instituições com um foco comum: “melhorar e qualificar os profissionais da área, permitir a troca de experiências e a evolução profissional”, define.
Núcleos de estudo da SERPIÁ são aprimoradores da clínica
Os núcleos de estudo da SERPIÁ são espaços de reflexão e troca entre os profissionais que tratam crianças e adolescentes na clínica. Alguns deles nasceram junto com a instituição, em 2003 – sendo que, na época, eram intitulados “núcleos de pesquisa”. Os núcleos de estudo existem “para promover espaços de estudos, discussões e reflexões sobre o trabalho, com o objetivo de fazer uma articulação teórica e, assim, aprimorar a clínica”, conta Maria Augusta Guimarães, coordenadora executiva da SERPIÁ. Outras ações realizadas pelos núcleos são a procura de parcerias e a realização de projetos, além da organização de cursos e palestras – que têm como objetivo a troca de informações com profissionais externos à instituição.
Ao mesmo tempo que a SERPIÁ evoluiu, os núcleos também foram progredindo: recebendo novos nomes, tratando de assuntos mais abrangentes e se tornando mais freqüentes – a maioria passou de quinzenal a semanal. Existem seis núcleos de estudo na SERPIÁ: psicanálise com crianças, atendimento a famílias, estudos sobre o brincar, estudos sobre a adolescência, psicanálise e educação e estudos de terapia ocupacional. Nessa edição, falaremos sobre o núcleo de psicanálise com crianças e sobre o núcleo de estudos sobre o brincar.
Núcleo de Psicanálise com Crianças
No Núcleo de Psicanálise com Crianças, são discutidos semanalmente, entre outros assuntos, as especificidades do atendimento a crianças, a postura do terapeuta nesse tipo de tratamento, assim como o modo de agir frente à demanda dos pais. “Trabalhamos em uma instituição que atende crianças e adolescentes, portanto torna-se fundamental um momento onde possamos pensar sobre os impasses desse trabalho, as possibilidades, as especificidades desta clínica, a articulação da teoria com a prática” – teoriza Cristiano Paraná, psicólogo responsável pelo núcleo. A troca de idéias entre esse grupo, que surgiu em 2008, promove o dinamismo da “clínica de cada um”, através da criação de alternativas de trabalho e de re-interpretações dos casos.
Núcleo de estudos sobre o brincar

É condição para trabalhar na brinquedoteca a participação nas reuniões do Núcleo de Estudos sobre o Brincar.
O Núcleo de Estudos sobre o Brincar é o mais antigo da clínica, surgiu em 2003. Nesse grupo, as reuniões, que ocorrem toda terça-feira, se dividem em: reunião de planejamento e núcleo de estudos. Na primeira, é a parte prática que fica em primeiro plano. Desta forma, além da discussão de questões relativas ao cotidiano de trabalho na brinquedoteca, são planejadas festas de aniversário de pacientes e atividades lúdicas a serem desenvolvidas. Por sua vez, no núcleo de estudos, o que está em foco é a necessidade de se buscar na teoria as ferramentas para a prática. Por isso, são estudados textos e artigos sobre Psicanálise. “A reflexão, as discussões, o embasamento teórico possibilitam que um trabalho seja possível em uma brinquedoteca, para que esta seja algo mais do que um espaço cheio de brinquedos ou uma sala de espera”- analisa Cláudia Rietter, educadora brinquedista. A educadora conta que é condição obrigatória aos educadores brinquedistas participarem do núcleo. Entretanto, todos os interessados nesse tipo de estudo e na prática da brinquedoteca podem participar dos encontros.
Os horários e participantes dos núcleos de estudo, você encontra aqui.
SERPIÁ em Ação. Ano 3. N°13. 10 de setembro de 2010.
Presidente do Conselho Deliberativo: Hélio Cadore.
Coordenação executiva: Maria Augusta Guimarães.
Equipe de comunicação: Marco Carvalho e Isabel Victorio. Foto : Cezar Lemos.
Tel: (41) 3015-2045/ Fax: 3015-2066
Rua XV de Novembro, n°2020. Alto da XV. Curitiba – PR
www.serpia.org.br/ serpia@serpia.org.br
Na entrevista abaixo, o psiquiatra José Outeiral, conferencista da III Jornada da Adolescência, fala um pouco sobre os assuntos que serão discutidos no evento. Temas como agressividade, anti-socialidade e delinquência em contextos sociais de risco, além da ligação desses sintomas à negligência familiar são um dos temas destacados pelo psiquiatra.
Entrevista com José Outeiral
Foi entre 19 e 23 de julho que ocorreu o VIII Curso de Educador Brinquedista. Essa oitava edição foi sediada na FEPE – Fundação Ecumênica de Proteção aos Excepcionais – e realizada pela SERPIÁ junto à ABBri, Associação Brasileira de Brinquedotecas. O curso contou com 35 inscritos e com a participação de palestrantes como Andrea Fedeger, Fernanda Gorosito e Tereza Mirian.
O curso de 40 horas, que é único aqui em Curitiba e um dos poucos no país, tem a intenção de levar os alunos a conhecerem um pouco mais sobre as brinquedotecas – esses espaços lúdicos e terapêuticos. De acordo com Andrea Fedeger – professora da UFPR de Terapia Ocupacional e responsável pelos módulos “Brinquedoteca na Proteção Social” e “Equipe da Brinquedoteca” – o educador brinquedista pode atuar em hospitais, escolas, ONGs e prefeituras, ainda que não seja uma profissão regulamentada. “É uma pessoa com formação para, um aprimoramento, uma forma de olhar o brincar dentro de um espaço especial” – comenta Andrea.
Teoria e prática do início ao fim
No evento, houve aulas que demonstraram a importância do brincar tanto de forma teórica quanto prática. Alice Momm, aluna do curso, pensa que essa formação ambivalente “foi fundamental para que a gente descobrisse o brinquedista que tem dentro de cada um”. O grupo se dividiu para fazer visitas técnicas, que incluíram a brinquedoteca do Hospital Pequeno Príncipe, da SERPIÁ e do Anjo da Guarda. Alice acredita que as visitas foram essenciais “porque não é só sentar e ter todas essa carga de experiência compartilhada, mas é você ir lá observar e praticar”, conta.
Uma das aulas mais comentadas foi a aula da professora Tereza Mirian, bióloga e educadora brinquedista, que teve como conteúdo a ecoludicidade. De acordo com Tereza, a aula tem a intenção de abrir os olhos dos alunos para a “possibilidade de se ter um material pedagógico de lazer ou terapia sem custos”. Na aula, os alunos tiveram a oportunidade de aprender um pouco sobre reutilização, reciclagem e redução dos recursos dentro de uma brinquedoteca na prática: confeccionando jogos e brinquedos com sucatas. Segundo a bióloga, um dos pontos fortes do curso foi o interesse da alunas, que “foram fantásticas, muito interessadas em aprender e participar, jogar e também confeccionar”, revela Tereza.
Fernanda Gorosito, psicóloga clínica e professora do curso desde a primeira edição, foi uma das palestrantes do último dia com sua aula prática “Brincar e cantar: é só começar”, na qual se divertiu ensinando suas brincadeiras aos adultos. “Brincar de verdade aqui faz com que eles se sintam mais confiantes e trabalhar isso com as crianças pode ser super significativo”, conta a psicóloga. Fernanda falou um pouco sobre as cantigas antigas e folclóricas e também deu dicas sobre as novidades no universo musical infantil. Além disso, os alunos dançaram e cantaram músicas que servem tanto para divertir quanto para auxiliarem na socialização e desenvolvimento mental das crianças.
Aluna do curso, Maria Clarice Bauer, acredita que “você se identifica com o que vem buscar”. Para ela, que tinha muitas dúvidas sobre a brinquedoteca hospitalar, a palestra de Patrícia Bertolini, psicóloga e coordenadora da brinquedoteca do Hospital Pequeno Príncipe, foi bastante ilustrativa. “Tanto o material e as experiências que ela trouxe quanto a apresentação dela foram muito ricos”.
“O nosso curso vem se caracterizando pela discussão das especificidades da brinquedoteca no contexto da escola, da escola de educação especial, da clínica interdisciplinar e dos hospitais”, afirma Ingrid Cadore, que além de assistente social e palestrante, é uma das coordenadoras do curso. Segundo Ingrid, outros assuntos que seguem a linha de interdisciplinaridade, abordados nessa edição, foram a brinquedoteca em comunidades de risco social e a brinquedoteca com proposta de defesa do meio ambiente, a ecobrinquedoteca.
Aprender a brincar
Para Fernanda Gorosito, a brincadeira é a forma de se aproximar de uma criança, de se criar um vínculo e, assim, poder ajudá-la. “Brincando com ela, você a está respeitando e isso vai fazer com que ela se respeite também. Brincando você está ouvindo ela e, assim, ela te ouve” – reflete.
Ingrid Cadore comenta que a essência do curso “é a reflexão sobre a importância que o brincar espontâneo tem para a criança e a brinquedoteca como alternativa de acolher as necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade na sociedade atual”. E por isso o curso, que teve um índice de 96% de pessoas satisfeitas ou muito satisfeitas, investe tanto na fundamentação teórica, no repertório lúdico diversificado e no verdadeiro mergulho na infância do educador brinquedista – na história de seu brincar. “Esse investimento potencializa uma disponibilidade interior para suscitar, acolher, mediar e organizar os brincares expressados na brinquedoteca, possibilitando um novo olhar sobre a importância disso para cada um, em particular”, analisa a coordenadora.
Assista
Vídeo de encerramento do VIII Curso de Educador Brinquedista



























