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Participantes assistindo a palestra da III Jornada da Adolescência - “Existe adolescência sem risco?”
III Jornada da Adolescência é realizada pela SERPIÁ
Com dois dias de evento, 17 e 18 de setembro, a III Jornada da adolescência teve a presença de mais de 90 alunos e palestrantes de diversas áreas que discutiram o risco, tanto social quanto psicológico, envolvido na adolescência. Alguns dos temas presentes nas mesas redondas foram “questões referentes a família, possibilidades de inclusão, possibilidades de intervenção e a interdisciplinaridade na clínica”, cita Márcia Motta, terapeuta ocupacional e participante da organização da jornada.
O evento, que aglomerou pessoas de diversos campos, proporcionou uma articulação sobre o papel desses profissionais e o modo de intervir na adolescência hoje, com base na vivência desses profissionais – seja palestrante ou parte da platéia. “Tanto os palestrantes das mesas – que incluía psicólogos, psicanalistas, profissionais do Direito, educadores, pedagogos, terapeutas ocupacionais, dentre outros – quanto o público estava composto de pessoas de diferentes áreas, o que traz essa singularidade para o evento”, caracteriza a coordenadora executiva da SERPIÁ e organizadora da jornada, Maria Augusta Guimarães.
A escolha dos profissionais complementou os temas debatidos, variados e pertinentes. Gabriela Sabbag, docente do curso de psicologia da FACEL, achou interessante a proposta de se reconhecer a especificidade de cada fase da vida e as singularidade do indivíduo, além disso “os palestrantes foram ótimos, bem preparados e experientes”, elogia.
José Outeiral, psquiatra e autor de livros sobre psicanálise, foi um dos grandes destaques do evento. Em três conferências, sintetizou seus conhecimentos, suas experiências, estudos e observações sobre a família, as crianças e os adolescentes nos últimos 30 anos.
Para Hélio Cadore, presidente da SERPIÁ, a jornada teve um saldo positivo “para os alunos, porque lhes permitiu ter acesso a um conteúdo de alto nível, desenvolvido por conferencista e painelistas que demonstraram dominar os temas por eles abordados”. Positivo também para a SERPIÁ, pois unindo-se ao SESC para realizar o evento, se torna parceiro de uma entidade que, segundo Graciele Weiller, do SESC, “como a SERPIÁ, tem um envolvimento com a comunidade e uma preocupação com o processo educativo”.
Em destaque
Em outubro, começa o mês das crianças. E neste ano a história é diferente: serão as crianças quem farão seus próprios presentes. Com a arrecadação de bijuterias antigas, sucatas e materiais como pincéis e colas, as crianças fabricarão seus brinquedos. É possível colaborar levando esses materiais à brinquedoteca.
SERPIÁ em Ação. Ano 3. N°14. 01 de outubro de 2010.
Presidente do Conselho Deliberativo: Hélio Cadore.
Coordenação executiva: Maria Augusta Guimarães.
Equipe de comunicação: Marco Carvalho e Isabel Victorio. Foto : Cezar Lemos.
Tel: (41) 3015-2045/ Fax: 3015-2066
Rua XV de Novembro, n°2020. Alto da XV. Curitiba – PR
www.serpia.org.br/ serpia@serpia.org.br
Na sexta-feira, 17 de setembro, ocorreu no SESC da Esquina a III Jornada da Adolescência – “Existe adolescência sem risco?”, realizada pela Associação SERPIÁ. O evento teve dois dias de duração e contou com cerca de 90 alunos e com palestrantes de várias áreas, que debateram em mesas redondas temas diversos relacionados ao risco, social e psicológico, presentes na adolescência. Questões relativas a família, as possibilidades de inclusão e a interdisciplinaridade no trabalho com adolescentes foram alguns dos assuntos em debate. “Partindo da prática da clínica da adolescência, pareceu importante que a gente pudesse discutir, debater e fazer essa interlocução com diferente áreas”, conta Márcia Motta, terapeuta ocupacional e organizadora do evento.
Entre terapeutas ocupacionais, educadores, pedagogas, profissionais do Direito e psicanalistas apresentando trabalhos ou presentes na plateia, vários profissionais contribuíram para a diversidade temática abrangida pelo evento. Maria Augusta Guimarães, organizadora da jornada e coordenadora executiva da SERPIÁ, comenta que essa diversidade representa “experiências diferentes, mas que confluem para fazermos uma articulação desde como se tem pensado o adolescer hoje e o que se tem feito na prática”.
Esse caráter eclético do evento foi destacado também pelos alunos e visto como diferencial. “Eles tiveram a preocupação de colocar profissionais de várias áreas falando no mesmo nível, o que enriqueceu o trabalho dessa jornada”, aponta Fernanda Alonso, terapeuta ocupacional.
A jornada teve a presença do conferencista José Outeiral, psiquiatra há 30 anos e autor de publicações sobre psicanálise. Em uma fala clara, Outeiral acompanhou a interdisciplinaridade do evento, abrangendo temas diversos: entre outros, a mudança da família nas últimas décadas, a evolução do conceito de adolescência como fenômeno cultural e as mazelas da educação brasileira – utilizando desde episódios da cultura pop e do cinema a conceitos da psicanálise como referências.
O psiquiatra foi destacado por alunos, como Germano Gruber Junior, educador social da prefeitura, que acredita que o que teve de especial no evento foi a “qualidade dos profissionais convidados, como o Dr. José Outeiral, que é muito bom”.
Hélio Cadore, presidente da SERPIÁ, destaca que o evento foi enriquecedor para a Associação como entidade, pois permitiu a consolidação da parceria com a FIEP – Federação das Indústrias do estado do Paraná - e com o SESC da Esquina. Além disso, possibilitou o cumprimento de um dos eixos de atuação da SERPIÁ - o da disseminação de conhecimento. Na opinião de Graciele Weiler, do SESC da Esquina, a parceria é bem-sucedida, pois une instituições com um foco comum: “melhorar e qualificar os profissionais da área, permitir a troca de experiências e a evolução profissional”, define.
Na entrevista abaixo, o psiquiatra José Outeiral, conferencista da III Jornada da Adolescência, fala um pouco sobre os assuntos que serão discutidos no evento. Temas como agressividade, anti-socialidade e delinquência em contextos sociais de risco, além da ligação desses sintomas à negligência familiar são um dos temas destacados pelo psiquiatra.
Entrevista com José Outeiral
SERPIÁ realiza dois cursos de brinquedoteca em julho

Sucesso garantido: 96% dos alunos do VIII Curso de Educador Brinquedista se disseram satisfeitos ou muito satisfeitos como o curso.
De 19 a 23 de julho foi realizado o VIII Curso de Educador Brinquedista, promovido pela SERPIÁ em associação com a ABBri. A semana reuniu palestrantes conhecidos no mundo das brinquedotecas que partilharam seus conhecimentos na área com os 40 alunos inscritos. Para Ingrid Cadore, coordenadora sócio-cultural, o curso tem se caracterizado por discutir a brinquedoteca dentro de contextos específicos, como na educação especial, nos hospitais e nas clínicas interdisciplinares. “A tendência é buscar, cada vez mais, a reflexão sobre a trajetória das brinquedotecas, suas especificidades nos diferentes contextos, com o cuidado de preservar a sua essência, que é a de acolher as necessidades lúdicas do ser humano de qualquer idade”- conta Ingrid.

O Curso de Formação de Educador Brinquedista SESI/PR, ocorrido entre 26 e 30 de abril, também obteve boa avaliação dos alunos.
Na semana seguinte, ocorreu o Curso de Formação de Educador Brinquedista SESI/PR, resultado de uma parceria entre a SERPIÁ e o SESI, em que 50 profissionais da educação infantil vindos de todo o estado participaram. De acordo com Isabel Cristina Ribas, que faz parte da gerência de educação do SESI, a idéia do curso partiu de um interesse da entidade em implementar suas brinquedotecas através da capacitação desses profissionais. “Temos professores da educação infantil e o brincar, o lúdico, faz parte da nossa proposta pedagógica” – explica Isabel.
Segundo com Hélio Cadore, presidente da SERPIÁ, os cursos fazem parte de um dos eixos estratégicos da Associação, que é o da geração e disseminação de conhecimentos. Pondo em prática esse eixo, a SERPIÁ, “executa eventos de formação, como os cursos de Formação de Educadores Brinquedistas e Jornadas” completa Hélio. O presidente aproveita a oportunidade “para cumprimentar toda a equipe SERPIÁ que se envolve com paixão nesses eventos e agradecer todos os parceiros que confiam na SERPIÁ e acreditam na sua missão”.
O risco será tema da III Jornada da adolescência
A III Jornada da adolescência, que acontecerá nos dias 17 e 18 de setembro no SESC da Esquina, tratará de temas em torno do risco na adolescência, e contará com a presença de José Outeiral. O convidado para o evento, que é médico, psiquiatra, além de especialista em psiquiatria de adultos, adolescentes e crianças, já participou como supervisor em uma das apresentações de caso clínico na SERPIÁ.
A exposição do tema, de acordo com Maria Augusta Guimarães, coordenadora executiva da SERPIÁ, se faz necessária, pois são observados, na prática clínica, fatos recorrentes – que demonstram o tipo de risco a que adolescentes estão expostos. De acordo com a coordenadora, “envolvimento não somente com drogas, mas também com tráfico, meninas muito jovens grávidas e fazendo abortos, rompantes de violência por motivos banais” são alguns dos acontecimentos que suscitaram a realização da jornada. O evento, dessa forma, tem a intenção de discutir que direção tomar a partir dessas situações e como se pensar em ações articulando a família, a escola e a sociedade.
A jornada será composta de várias mesas redondas que servirão para a interlocução de temas como: interdisciplinaridade no tratamento de adolescentes, relação entre família, adolescentes e o Estado, adolescência vulnerável e a possibilidade de inclusão. Maria Augusta afirma que jornada é voltada “a todos aqueles que de alguma forma trabalham direta ou indiretamente com o público adolescente – como profissionais e estudantes da área da saúde, educação, serviço social, conselhos tutelares e policiais”.
SERPIÁ em Ação. Ano 3. N°12. 13 de agosto de 2010.
Presidente do Conselho Deliberativo: Hélio Cadore.
Coordenação executiva: Maria Augusta Guimarães.
Equipe de comunicação: Marco Carvalho e Isabel Victorio. Foto : Cezar Lemos.
Tel: (41) 3015-2045/ Fax: 3015-2066
Rua XV de Novembro, n°2020. Alto da XV. Curitiba – PR
www.serpia.org.br/ serpia@serpia.org.br
17/09/10 (6ª.-feira):
08:00 – Credenciamento
08:30 – Abertura
- Maria Augusta de Mendonça Guimarães – Coordenadora Geral da Associação Serpiá.
- Hélio Cadore – Presidente da Associação Serpiá.
- Adalberto Carneiro – Gerente Executivo do SESC da Esquina.
09:00 – Conferência: José Outeiral
10:30 – Intervalo
11:00 – Mesa redonda: Interdisciplinaridade no Trabalho com Adolescentes
- Construções e Fazeres: uma experiência da Terapia Ocupacional na clinica interdisciplinar
- Marina Siqueira Campos – Terapeuta Ocupacional da Associação Serpiá e do Hospital Nossa Senhora da Luz, educadora brinquedista, técnica em artes cênicas pela Escola Técnica da UFPR.
- O Adolescente na Brinquedoteca.
- Ísis Romankiu de Alencar – Graduanda em Pedagogia, educadora brinquedista e responsável pela Brinquedoteca da Associação Serpiá.
- Clinica e Tratamento – é possivel com a Psicanálise?
- Maria Aparecida de Luna Pedrosa – Psicóloga, praticante da Psicanálise, mestre em Psicologia Clínica, membro da Associação Brasileira de Foruns do Campo Lacaniano e da Internacional Foruns Campo Lacaniano (Paris), coordenadora de Pesquisa e Transmissão da Associação Serpiá.
- Debatedora: Regina Célia Titotto Castanharo – Terapeuta Ocupacional, professora do curso de Terapia Ocupacional da UFPR e Conselheira da Associação Serpiá.
12:30 – Almoço
14:00 – Mesa Redonda: Quando a família é um risco para o adolescente?
- Aspectos Jurídicos do Processo de Abrigamento
- Lídia Munhoz Mattos Guedes – Juíza da 1ª. Vara da Infância e Juventude.
- Adoção na Adolescência
- Marília Vieira Frederico – Promotora de Justiça da 2ª. Vara da Infância e Juventude.
- Sobre Nome de Família
- Suely Poitevin – Psicanalista, coordenadora do Núcleo de Estudos de Família da Associação Serpiá.
- Debatedora: Marcia Frassão. Psicóloga, mestre em Psicologia pela UFSC, professora do curso de Psicologia da UFPR.
16:00 – Intervalo
16:30 – Conferência: José Outeiral
18/09/10 (sábado):
08:00 – Mesa redonda: Intervenções na Adolescência
- O Espaço da Criação na Clínica com Adolescentes Toxicômanos.
- Márcia Regina Motta. Terapeuta ocupacional da Associação Serpiá e do Hospital San Julian.
- Adolescência e Grupo
- Shirley Rialto Sesarino. Psicanalista, professora na PUC-PR, mestre em História pela UFPR.
- Programa Atitude – uma experiência com adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
- Clarissa Matos. Psicóloga do Programa Atitude – Secretaria de Estado da Criança e Juventude.
- Debatedora: Cassiana Atem. Psicóloga, coordenadora clínica da Associação Serpiá.
10:00 – Intervalo
10:30 – Mesa Redonda: Adolescência Vulnerável
- Os Rituais na Adolescência – articulações com as tentativas de suicídio.
- Célio Luiz Pinheiro. Psicanalista, mestre em Antropologia Social pela UFPR.
- Adolescência e Ficção: uma fenda no tempo.
- Angela M.S. Valore. Psicanalista. Analista-Membro da Association Lacanienne International. Analista-Membro, Membro fundador e presidente da LETRA-Associação de Psicanálise. Professora na UTP e PUC-PR.
- O Adolescente em Conflito com a Lei: apontamentos, impasses e direções.
- Lílian Mara Gheno. Psicóloga da Delegacia do Adolescente.
- Debatedora: Juratriz Salete Ribas. Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Curitiba, psicóloga da escola de música DACAPO. Mestre em Ciências da Educação, especialista em saúde mental, psicóloga do CAPSad.
12:30 – Almoço
14:00 – Mesa Redonda: Possibilidades de Inclusão
- A Escola e a Inclusão na Adolescência
- Elise Haquim. Pedagoga, especialista em Educação Especial e Inclusiva, participante do Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação da Associação Serpiá.
- O Esporte como Possibilidade de Inclusão ao Adolescente
- Alceu Natal Neto. Membro fundador e primeiro presidente da ONG Futebol de Rua.
- O Jovem e a Arte: uma proposta de trabalho em ambiente não formal
- Rudinei Nicola. Educador, coordenador de projetos com juventude do IDDEHA (Instituto de Defesa dos Direitos Humanos).
- Debatedor: Danielle Guerra. Fonoaudióloga, especialista em Linguagem Clínica e Escolar, coordenadora do Portal da Inclusão, coordenadora do Projeto de Inclusão Escolar da Associação Serpiá.
16:00 – Intervalo
16:30 – Conferência: José Outeiral
18:00 – Encerramento
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A jornada de estudos Considerações sobre a Função da Família na Contemporaneidade: “Mas, por que eu?”, realizada pela SERPIÁ nos dias 01 e 02 de outubro – com apoio do Conselho Regional de Medicina do Paraná e da Sanepar – reuniu profissionais, estudantes e demais interessados em discutir a temática da família na contemporaneidade.
Durante os dois dias do evento os cerca de 80 inscritos tiveram a oportunidade de participar de mesas, conferências, palestras e momentos culturais que contaram com a presença de profissionais de diversas áreas – psicologia, musicoterapia, direito, entre outras -, o que possibilitou uma discussão plural sobre o tema.
Para o estudante Carlos Esteves essa discussão a partir de diferentes perspectivas foi um dos pontos altos da jornada. A assistente social Karla Patrícia de Albuquerque considera que participar do evento proporcionou aos profissionais a revisão dos conceitos e estratégias que utilizam no trabalho diário com as famílias. “Foi uma oportunidade de refletir sobre a minha prática profissional e sobre o papel das famílias, o que acrescentou muito para mim. Se a gente não tira esse tempo para refletir cai, no automatismo”, comenta a psicóloga Tarine Cláudia de Jesus.
Segundo uma das coordenadoras do evento, Suely Poitevin, a jornada também possibilitou a abordagem de questões inquietantes, como a das famílias das crianças e adolescentes abrigados e a lei que obriga a curta permanência nos abrigos, assim como a transmissão das experiências obtidas no trabalho com as famílias na SERPIÁ.
“As discussões trouxeram muitos questionamentos e relatos de experiências. A ligação entre teoria e prática foi muito interessante, pois a faculdade não traz muito essa discussão prática”, comenta a estudante Thais Renata Miara.
Trabalho recompensado
Para a organizadora, o empenho e dedicação dispensados pela equipe na seleção dos temas, no convite dos palestrantes, e nos demais detalhes que envolveram a organização do evento foi recompensado. “Nós observamos que houve empenho, seriedade e esforço dos palestrantes em transmitir seus conhecimentos e participação e respeito ao evento por parte público”, comenta.
Segundo Suely, a primeira edição da jornada de famílias abriu espaço para maiores discussões sobre este tema complexo e polêmico e a oportunidade para cada pessoa se perguntar qual é o seu papel em relação à família. “Foi uma possibilidade de descruzarmos os braços e cada um fazer a sua parte neste desafio contemporâneo”, enfatiza.
O Núcleo de Psicanálise e Educação da Associação SERPIÁ, em conjunto com o Núcleo de Estudos em Psicanálise e Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizou nos dias 19 e 20 de setembro a II Jornada de Psicanálise e Educação. O tema foi a inclusão escolar e contou com 116 participantes. O evento aconteceu no Anfiteatro 100 da Reitoria da UFPR, em Curitiba.
Para Maria Augusta de Mendonça Guimarães, Coordenadora Executiva e Terapêutica da SERPIÁ, o evento foi um sucesso. “Não só correspondeu nossas expectativas como superou”, conta. Ela afirma que existe muita demanda por parte dos professores para saber como deve ser feita a inclusão escolar e o evento ajudou as pessoas a refletir sobre suas práticas dentro da sala de aula.
Durante os dois dias, foram realizadas cinco mesas redondas e três palestras, duas delas com o psicanalista Fernando Colli, do Grupo Ponte, da Associação Lugar de Vida, de São Paulo. Maria Augusta afirma que o trabalho de Colli e da associação são muito importantes para o tema da inclusão. Desde 1990, o Grupo Ponte providencia tratamento terapêutico para crianças com transtorno psíquico, o que implica em levar essas crianças para o universo escolar.
Além disso, houve exposição dos trabalhos realizados no departamento de Educação da UFPR e nos Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação da SERPIÁ, uma palestra sobre prevenção e detecção dos riscos psíquicos na educação infantil (com a professora da PUC-PR Rosa Maria Marini Mariotto) e uma apresentação do panorama da inclusão escolar no estado.
Para a pedagoga Isis Romankiu, a Jornada foi riquíssima. “É um tema que deve ser bastante discutido, é sempre pertinente”, afirma. De acordo com ela, o evento resgatou a função da escola no processo terapêutico e ajudou a colocar em destaque a criança como sujeito.
O que é inclusão escolar?
Inclusão escolar significa juntar os alunos portadores de necessidades especiais às outras crianças, colocá-los nas mesmas salas sob as mesmas condições de aprendizado. Maria Augusta aponta que esse tema é particularmente importante para os professores: mas de tão recente, eles ainda encontram dificuldades para lidar com esses alunos.
A inclusão escolar propicia às crianças com transtornos psíquicos muito mais do que a simples educação formal. Nas escolas regulares, criam-se laços com a sociedade, o que promove tanto efeitos terapêuticos quanto perspectivas de vida para essas crianças. “A inclusão escolar faz a criança sentir que ela tem um lugar no mundo”, sintetiza Augusta.
Para os professores, esse processo também é importante. Lidar com alunos especiais ajuda-os a se livrar de preconceitos e lidar com as diferenças e potencialidades de cada pessoa. No entanto, é um processo difícil: é preciso discutir esse assunto e aprender com as experiências dos outros professores e psiquiatras para que esse desafio possa ser superado. É por isso que um evento como a Jornada, que estimula a discussão e o aprendizado sobre a inclusão escolar, é tão importante para toda a educação.








