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	<title>Serpiá &#187; Ingrid Cadore</title>
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	<description>Serviços e Programas para a Infância e a Adolescencia</description>
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		<title>Trabalho voluntário? Pensando bem&#8230; por que não?</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 20:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunicacao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Ingrid Cadore Grande sabedoria é saber olhar a vida de maneira diversa que a habitual, ir além das aparências, descobrir novas maneiras de otimizar nosso tempo para aprender a fazer alguma coisa nova, ou resgatar velhos sonhos. Sim, lembra daqueles sonhos simples, que estão guardados no mais longínquo recanto de nossa alma? Lembra daquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Ingrid Cadore</em></p>
<p>Grande sabedoria é saber olhar a vida de maneira diversa que a habitual, ir além das aparências, descobrir novas maneiras de otimizar nosso tempo para aprender a fazer alguma coisa nova, ou resgatar velhos sonhos.</p>
<p>Sim, lembra daqueles sonhos  simples, que estão guardados no mais longínquo recanto de nossa alma?</p>
<p>Lembra daquele tempo em que você se entregava aos prazeres singelos como cultivar uma pequena horta ou uma roseira; em que pescar era um simples pretexto para ficar à sós com seus pensamentos, ouvindo o barulhinho gostoso da água nas pedras?</p>
<p>Ou, então, na sua infância quando você ia espiar a “oficina” do seu avô onde ele restaurava brinquedos, pintava a sua bicicleta, que ficava novinha.em folha..</p>
<p>Onde ficou seu prazer em fazer um bolo e poder curtir o aroma que se espalha pela casa, ou a vontade secreta de grafitar um muro?</p>
<p>Que tal olhar a vida com novos olhos e chegar ao final do dia se fazendo se perguntando: “o que me surpreendeu hoje? O que me perturbou ou me emocionou hoje? O que me inspirou hoje?&#8221;</p>
<p>O trabalho voluntário pode ser uma oportunidade de desenvolver um talento novo ou resgatar talentos já desenvolvidos, mas que não estão sendo requisitados no nosso cotidiano. Também pode ser uma forma de exercermos nossos talentos num contexto novo, colocando-os a serviço de uma instituição.</p>
<p>Depois de algum tempo você poderá se surpreender com alguns efeitos do seu trabalho voluntário na sua carreira profissional e na sua vida:</p>
<p>- ao realizar de maneira nova  tarefas antigas;</p>
<p>- ao se sentir renovado por causa do valor que seu trabalho social representa na vida das pessoas beneficiadas por aquela instituição;</p>
<p>- ao se revelar diante de seus colegas de trabalho e familiares com sua capacidade empreendedora, que suas tarefas do cotidiano às vezes não possibilitaram revelar;</p>
<p>- ao enxergar a vida com olhos de poeta, de jornalista, de criança&#8230; com os olhos daquelas  pessoas excluídas que até então só eram percebidas como um estorvo, como se nós não tivéssemos nenhuma responsabilidade social com estes problemas!</p>
<p>Todas as vidas têm um significado. Encontrar o sentido das coisas nem sempre é fazer algo diferente. Por vezes, é somente enxergar o cotidiano, a rotina de uma forma diferente. Mas o trabalho voluntário em alguma instituição pode ser um forte agente de mudança.</p>
<p>A Associação SERPIÁ (Serviços e Programas da Infância e Adolescência), instituição que oferece terapia a cerca de 120 crianças e adolescentes em sofrimento psíquico,  está ampliando o seu grupo de voluntários.</p>
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		<title>Desejar&#8230; e presentear</title>
		<link>http://serpia.org.br/desejar-e-presentear/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 20:05:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunicacao</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Cadore]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Ingrid Fabian Cadore Texto elaborado por Ingrid Fabian Cadore a partir de um artigo da revista Spielen uns Lernen, dezembro 1996. Três desejos são atendidos pela Fada Madrinha ou pelo Gênio da Lâmpada. E o agraciado precisa desejar com sabedoria&#8230;pois os desejos realizados podem trazer conseqüências indesejadas, como acontece em alguns contos de fadas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por  Ingrid Fabian Cadore</em></p>
<p><em>Texto  elaborado por Ingrid Fabian Cadore a partir de um artigo da revista  Spielen uns Lernen, dezembro 1996. </em></p>
<p>Três desejos são atendidos pela Fada Madrinha ou pelo Gênio da Lâmpada. E o agraciado precisa desejar com sabedoria&#8230;pois os desejos realizados podem trazer conseqüências indesejadas, como acontece em alguns contos de fadas.</p>
<p>Sábios desejos são aqueles que vem de dentro, são aqueles que dão ao agraciado aquilo que ele mais precisa. Nem todos os presentes podem ser comprados em lojas&#8230; Em certo sentido nossas crianças pequenas e seus desejos são os verdadeiros sábios deste mundo. Eles não nascem com fissura para ganhar uma Barbie ou outros brinquedos de sucesso. Nossas crianças pequenas nos mostram que tem desejo de presença, confiança, paciência e compreensão. Tudo bem, mais tarde eles são contaminados pelo querer-ter: a boneca da amiga, aquele filme de video, o brinquedo de sucesso da televisão. E nós adultos compramos, compramos e compramos e nem notamos em que momento o presentear se tornou um exigir e atender. Mais e sempre mais e por fim a criança está só no seu quarto e nem sabe o que fazer com tantos tesouros. Seus desejos foram banalizados.</p>
<p>Neste Natal o que seu filho mais precisa? Você parou para pensar realmente na fase de desenvolvimento que ele está, o que o encanta, do que precisa? Ao lado do tradicional presente porque não compartilhar algumas horinhas aconchegantes para ler uma história juntos ou investir numa redescoberta da cidade, numa “caça aos odores e sabores de Natal” ( em que lugar da minha cidade existem os cheirinhos de Natal mais deliciosos? Quais as fruta de época ? Quais as cores predominantes, os sons mais singelos? onde existe um órgão na cidade? que música produz? ainda há sinos em algum lugar? Qual a vitrine mais encantadora, o espetáculo mais tocante? etc etc). E os adultos? Que tipo de sensibilização precisam? Será que meu marido ainda consegue se emocionar diante de um prato de “torteie” que era servido nos Natais de sua infância? Como posso lembrá-lo de incluir na sua vida aquelas coisas que sempre desejou fazer e que ainda não pode realizar? Seria o caso de garimpar antigas fotografias, particularmente tocantes? Como vai aquela pessoa idosa da família cujo desejo é ter companhia para passear um pouco na cidade ? E a minha criança interior, o que está pedindo?</p>
<p>O tempo do advento, o tempo da espera do Natal é um tempo lindo para se dedicar a estes desejos especiais e tempo é sem dúvida o presente mais precioso. Dedicar tempo a alguém , fazendo-lhe a vontade, confeccionando um pequeno presente&#8230;é o presente mais importante que pode haver.</p>
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		<title>A Brinquedoteca como espaço privilegiado de inclusão</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jun 2007 20:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>comunicacao</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[brinquedoteca]]></category>
		<category><![CDATA[Ingrid Cadore]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Ingrid Fabian Cadore Texto apresentado na jornada de estudos a Inclusão escolar – diálogo possível do terapêutico com a educação. Mesa redonda: A relação do brincar, da arte e da cultura com o processo de estimulação do potencial criativo. – 12 de agosto de 2006. “Pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Ingrid Fabian Cadore</em></p>
<p><em>Texto apresentado na jornada de  estudos a Inclusão             escolar – diálogo possível do terapêutico com a educação.  Mesa redonda:             A relação do brincar, da arte e da cultura com o processo de  estimulação             do potencial criativo. – 12 de agosto de 2006.</em></p>
<p>“Pela oportunidade de vivenciar  brincadeiras imaginativas             e criadas por elas mesmas, as crianças podem acionar os seus  pensamentos             para a resolução de problemas que são importantes e  significativos.             Proporcionando a brincadeira, portanto, cria-se um espaço no  qual             a criança pode experimentar o mundo e interiorizar uma  compreensão             particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos  conhecimentos”.<br />
(Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil,  1998 p.28)</p>
<p>Portanto, neste importante documento, a  brincadeira             imaginativa e criada por ela mesma é reconhecida como uma  importante             forma de:<br />
· acionar os pensamento para a resolução de problemas  significativos<br />
e criando-se um espaço para brincadeira a criança pode:<br />
· experiênciar o mundo<br />
· interiorizar uma compreensão particular sobre pessoas e<br />
· elaborar sentimentos e os diversos conhecimentos</p>
<p>O que é o livre brincar?</p>
<p>Livre brincar é aquele  que tem um fim de si mesmo, pelo puro prazer                 de brincar. São estas brincadeiras imaginativas e  criadas por                 elas mesmas, contempladas no Referencial Curricular  Nacional                 para Educação               Infantil (1998).</p>
<p>Para compreendermos este  livre brincar convido a todos, para                   durante um segundo se transportarem para o lugar  favorito em                   que brincavam                 quando crianças: como era? Quem estava lá? Do que mais  gostavam                 de brincar?</p>
<p>Pois é deste brincar de  que estamos falando. É um brincar em                     que não há um compromisso com o:<br />
· desempenho &#8211; cada um brinca do “seu jeito”, brinca o que                     lhe vai pela alma. Diferente de uma atividade  esportiva,               ou de uma                   forma divertida                   de se aprender a tabuada. Nem com o resultado: a  criança brinca               um certo tempo, por inteira, emitindo sons e gestos, às  vezes repetindo               muitas vezes a cena,                   dando                   um final, ou, interrompendo este brincar e passando  para outra                   brincadeira                   ou outro compromisso. Se repetida, pode terminar de um  outro                   jeito, bem diferente. E é muito comum que se seja  repetida,                   quando o ambiente                   é favorável.</p>
<p>É que esta brincadeira tem um  significado particular,             único, para aquela criança. Ela brinca, para satisfazer a  curiosidade,             experimentar, compreender do que gosta e do que não gosta,  compreender             o mundo e as pessoas. O tempo todo diz de si, revela  aspectos de             como pensa, de como aprende e o que sente em relação a si  mesma,             aos colegas, à professora, aos pais, enfim, à vida.</p>
<p>Não queremos dizer que no livre-brincar  não haja limites             ou regras de organização dos materiais e das crianças que  estão brincando.             Como antigamente, talvez na cena que vocês evocaram a pouco,  quando             se brincava em quintais e ruas, em grupos pequenos de amigos  de diversas             idades, a mãe (ou outro adulto de referência) estabelecia  regras             de segurança e de boa convivência, sendo chamada quando o  grupo de             crianças não se entendia ou precisava de ajuda. Ela também  exigia             que tudo fosse guardado nos seus lugares na hora  estabelecida para             a brincadeira terminar.</p>
<p>Na escola, a complexidade é muito  maior:<br />
· porque a primeira compromisso da escola é com o processo  de aprendizagem               do aluno;<br />
· porque há um grande número de alunos e, ao  institucionalizarmos               o livre brincar também instituímos um certo  artificialismo. Se               não houver um professor ou um educador brinquedista  disponível               para organizar               os lugares e o tempo- livre para as brincadeiras, negociar  regras,               sugerir novas brincadeiras, enfim, se não houver um adulto  que               aposte na importância deste brincar e mediar as  necessidades dos               alunos,               este brincar não acontece.</p>
<p>Este brincar             parece mais viável quando se pensa nas crianças, alunos da  pré-escola.                 E depois, o aluno das primeiras séries, não precisa mais  brincar                 livremente? Ele já desenvolveu sua imaginação, elaborou  todas             as                 suas questões de vida, suas questões com a aprendizagem,  suas             questões de convivência social com os outros alunos? E para  frisarmos             o               tema desta palestra, este aluno do ensino fundamental já  aprendeu               a conviver                 com suas diferenças e conviver e interagir com outro  aluno que               é diferente?</p>
<p>Por que brincar             e jogar livremente na escola?</p>
<p>O livre brincar no ensino  fundamental:<br />
· facilita e otimiza o processo de aprendizagem e<br />
· a convivência social na escola.<br />
Inicialmente precisamos compreender que ao lado das  brincadeiras                       de faz-de-conta, das histórias e dos desenhos,  pouco a               pouco, os jogos de regras em grupo, podem atender:<br />
· as necessidades de se expressar,<br />
· elaborar sentimentos,<br />
· aprender de um outro jeito,<br />
· coordenar pontos de vista para se chegar num consenso,<br />
· questionar para se aceitar a regra (diferença entre  obedecer                       ou aceitar uma regra).</p>
<p>Estou me             referindo tanto a aqueles que se joga ao ar livre, com um  mínimo             de materiais, como excelentes jogos de                   tabuleiro, que                           se pode                         jogar até mesmo na sala de aula.</p>
<p>É evidente             que não vamos adotar jogos de regra em grupo para que os  alunos aprendam             a jogá-los. Dependendo                   de como é feita                             a mediação                             (do professor e/ou educador brinquedista) é  que estes                             jogos serão recursos facilitadores não só da  aprendizagem,                             mas,                             da elaboração                             das questões emocionais e do convívio social  , possibilitando                             a inclusão do aluno que é diferente.<br />
Quando penso na inclusão, penso em primeiro lugar                             no aluno do ensino regular que<br />
· “está à perigo”. Aquele aluno que está fracassando,                             que ninguém mais “agüenta”, que é agressivo  que perturba                             os                             outros, que                             está a um passo de ser excluído da escola.<br />
· aluno que tem necessidades especiais decorrentes                             de uma deficiência física ou mental,<br />
· e, em bem menor escala, o aluno com neurose grave                           ou psicose.</p>
<p>De                             qualquer maneira, todos alunos, mas em  particular,             os “diferentes” podem se beneficiar muito quando o brincar e  jogar             são contemplados na escola com o posicionamento que foi  falado anteriormente.</p>
<p>A                             prática tem demonstrado que estes alunos  conseguem                               ser incluídos quando alguém da escola  “aposta”                               no sucesso deles. Este alguém pode             ser o professor de turma, o educador brinquedista ou outro  adulto             de referencia para o aluno. E o brincar / jogar e outras  atividades             lúdicas podem ser um recurso otimizador em conjunto com  todas as             outras iniciativas de inclusão da escola.<br />
Como viabilizar o livre brincar e jogar na escola?</p>
<p>Encontrar alternativas que resgatem o ser humano                               na sua totalidade, sensível e ético, capaz  de transformar                               a sociedade em que vive, capaz             de produzir conhecimentos com autonomia, espírito crítico e  investigativo             é a proposta que desafia não só os profissionais da  educação, como             também os profissionais da saúde e das ciências sociais.</p>
<p>A brinquedoteca da escola pode ser um grande aliado,                               um núcleo irradiador de humanidades. O  educador                               brinquedista é o profissional que  acrescentou             à sua formação de profissional da educação uma formação  específica             para poder mediar, através de brincar/jogar e utilização de  outros             recursos lúdicos, as questões pertinentes ao desenvolvimento  emocional,             social , físico, e da aprendizagem do aluno.</p>
<p>A brinquedoteca da escola é um lugar preparado para                               suscitar e acolher o livre brincar, jogar,  ou outra                               atividade criativa do aluno. Seu             âmbito pode ser restringido ao tempo livre do aluno na  escola ou,             ser muito mais abrangente, quando estiver inserida no  Projeto Político             e Pedagógico da Escola.<br />
A brinquedoteca da escola é diferente da sala de recursos,  ou sala             de jogos. Este acervo de materiais é utilizado com o fim  claro de             facilitar uma aprendizagem específica (ex: jogos  pedagógicos).</p>
<p>A brinquedoteca como atividade extra-classe da escola                             acolhe e atende as necessidades de brincar  do aluno                             ( aquilo                             que precisa elaborar), trabalha a  integração,                             auto-estima, possibilidade             de experimentar e de errar, possibilidade de criar. Auxilia  na aprendizagem             não formal de conteúdos (conceitos de matemática ou de  linguagem,             por ex.), propostos em jogos que nem lembram a ensino  formal. Eventualmente             promove a integração de pais e professores.</p>
<p>A brinquedoteca inserida Projeto Político e Pedagógico                               da escola (regular e especial):<br />
- lugar privilegiado para se observar como aluno pensa e  aprende,             alem de possibilitar novas formas de compreensão desse aluno  , pois             ele diz de si e se revela ao brincar e jogar. Esta forma  multifacetada             de entender o aluno possibilita alternativas de intervenção  de todos             que atuam com ele. Ex: uma aluna, ao brincar de “faz de  conta” enrola             uma mantinha e brinca com ela “como se” fosse seu bebê.  Embala “seu             bebê”, emite sons ou palavras, revelando que este bebê tem  um significado             que é único para esta criança.. Este ”bebê”, hipoteticamente  falando,             pode ser ela mesma, pode ser um bebê que tem um significado  particular             para ela, tem um valor pessoal, único para essa criança (o  que na             psicanálise se chama de significante). De que bebê ela está  falando?             Provàvelmente não sabemos, mas se não interferirmos ela vai  brincar             de acordo com sua necessidade e se beneficiar muito com este  brincar.             Enfim, se percebe que ela está simbolizando. Mas pela  expressão,             ela revela que sabe que está usando uma manta para brincar  que             é um bebê. Já uma criança psicótica pode até se referir ao  bebê,             mas vai brincar com o bebê como um objeto concreto, ele não  simboliza.             A diferença é sutil, mas uma pessoa sensível, percebe esta  diferença.             Esta forma do aluno se revelar e que foi percebida pelo  professor             ou educador brinquedista pode gerar novas alternativas de se  atuar             com ele.</p>
<p>- lugar onde  se suscita ou fortalece vínculos: dos             alunos entre si; destes com a equipe da escola; alunos, pais  e equipe             da escola e da equipe entre si. O vínculo afetivo entre os  educadores             da escola, muitas vezes é suscitado ou fortalecido quando  eles brincam             ou jogam juntos. Uma equipe que consegue jogar junto, também  descobre             maneiras de trocar experiências e enfrentar as dificuldades.  Por             ex: Como um educador brinquedista lida com a situação quando  um jogador             esta “roubando” no jogo? E o professor, como lida com a  questão quando             percebe que um aluno está “colando na prova?” Será que alem  da via             disciplinar existe uma outra via para se lidar com esta  questão?             Será que ambos (professor e educador brinquedista) poderiam  definir             uma estratégia conjunta para que na vivência com jogos este  aluno             possa experienciar as conseqüências de não aceitar a regra?  Será             que este aluno só a prendeu a obedecer regras, sem  questioná-las             e aceita-las por entender que é o melhor para todos ?</p>
<p>- lugar que promove a  interdisciplinaridade quando             suas atividades são integradas com as propostas da escola  gerando             um leque de possibilidades de inclusão. Isso requer que o  educador             brinquedista seja incluído nas reuniões da escola onde se  analisa             as dificuldades dos alunos, podendo contribuir com  sugestões;</p>
<p>- lugar para se trabalhar a auto-estima  positiva,             realçar competências, descobrir formas de se lidar com as  diferenças.             Ex: modificar a regra do jogo para possibilitar a inclusão,  modificar             o brinquedo para possibilitar o uso de alguém com uma  deficiência             etc. Estas intervenções, quando feitas de maneira adequada,  dizem             ao aluno que “podemos jogar juntos, apesar de nossas  diferenças”.             Geralmente são percebidas pelo aluno “diferente” como  acolhimento.             Isso gera, muitas vezes um sentimento de confiança em si e  nos outros,             fazendo com que ele mesmo aprenda como se incluir nos outros  momentos             do cotidiano escolar. Existem muitas estratégias para se  incluir,             desde as mais simples como se certificar que todos os  jogadores tem             o desempenho exigido, ou oferecer de “jogar junto” com o  jogador             que ainda não é capaz de uma ação. Neste caso, isso é feito  de maneira             natural, e o educador brinquedista estimula o jogador a  jogar sozinho             em tudo o que é possível, apenas o auxilia naquela ação que  ainda             não é possível. Outro exemplo de mediação: Jogo do Coelhinho  Max. O que o mediador diz é muitas vezes             produz o efeito.</p>
<p>Como viabilizar a brinquedoteca na  escola inclusiva:</p>
<p>- um profissional  da área da educação com formação             de educador brinquedista em período integral, que planeja,  orienta             as atividades, acolhe a equipe da escola e capacita os  colaboradores             ( via de regra, estagiários voluntários).<br />
- um local organizado para este fim, que suscite a vontade  de brincar             e jogar com “cantos” temáticos e lugares definidos para se  guardar             os materiais.<br />
- outros locais da escola que, em certos horários, ficam  disponibilizados             para a brinquedoteca.</p>
<p>Assim como a biblioteca que não atinge  suas finalidades             sem a atuação de um bibliotecário, também a brinquedoteca só  atinge             este nível de otimização quando dirigida por pessoa  qualificada para             tal.</p>
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