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Por Danielle Guerra

Muitas vezes o adulto ouve na fala/escrita da criança algo que não está bem, um sintoma (falar errado, não falar, trocar letras, trocar palavras…) que se desassemelha do “normal”. Na tentativa de entendimento do “erro”, uma medida estatística é implementada – correlacionam-se aquisições esperadas as faixas etárias. Mas isso só esclarece/aponta que a fala da criança está fora do tempo. Alguns erros são toleráveis, outros não. Parece que, nesse sentido, a escuta da fala de um outro é que determina o status da fala (uma escuta que discerne entre erros, para relevá-los ou não).

Se a “faixa etária” que acaba decidindo pelo que não deveria estar mais ocorrendo é porque a fala está em desacordo com o “corpo que fala”, que repete, que não passa para outra coisa (Allouch, 1994).

É certo que o organismo cresce, mas é certo que a idade que se mede, não corresponde ao “tempo do sujeito”, do corpo que fala.

Propomos uma reflexão que leve em conta a articulação singular fala-falante, que parece afetar a escuta – indissociação entre um corpo que fala uma fala e uma fala que fala (d)esse corpo. Repensar a noção de sujeito, linguagem e outro para que se possam oferecer recursos no entendimento das questões relacionadas à aquisição da fala e escrita das crianças.

ÁreaFonoaudiologia

Formada em fonoaudiologia pela PUC-PR, em 2006, Gabriela também tem formação em Educadora Brinquedista pela SERPIÁ e em Equoterapia. Está na SERPIÁ desde 2007, e atuou como educadora brinquedista, oficineira e, desde fevereiro de 2008, com atendimento clínico em fonoaudiologia. Além disso, já trabalhou com crianças, adolescentes e adultos com necessidades especiais e lesões cerebrais.

Área: Fonoaudiologia

Danielle é graduada em fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC, em 2005, e possui pós-graduação em linguagem: fonoaudiologia clínica e escolar, pela mesma insitutição. Fonoaudióloga clínica na SERPIÁ desde setembro de 2009 e estudiosa das áreas da linguística e da psicanálise, Danielle também participa do projeto de Inclusão escolar da instituição.