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As festas fazem parte do plano terapêutico da SERPIÁ por permitirem o desenvolvimento de um convívio social adequado, por meio do apoio proporcionado pela equipe durante as comemorações, na intenção de que as crianças e adolescentes consigam se beneficiar positivamente desses momentos de convívio.
Segundo Camila Gonçalves, musicoterapeuta e educadora brinquedista, a cultura da festa existente na SERPIÁ é importante pela integração diferenciada dos pais com os filhos e deles com o grupo como um todo. “A festa traz uma participação mais ativa dos pais, o que tem efeitos marcantes para as crianças”.
Reunir as famílias num clima festivo é uma excelente oportunidade para a interação destes pacientes. “A festa ajuda a desenvolver a resiliência (capacidade de enfrentar momentos de adversidade) na criança, pois com esta se produz um clima de encantamento e um sentimento de pertencer a um grupo, o que contribui no desenvolvimento dessas crianças”, comenta Cristine Pires, ex-psicóloga e educadora brinquedista da SERPIÁ.
Celebre!
As festas traduzem muito de nossa cultura, dos nossos valores. Possibilita saudar o que a vida tem de melhor e promover o encontro com outras pessoas. Na infância as festas desenvolvem a capacidade de comunicação e auto-estima, fazendo as crianças se sentirem valorizadas em participar e pertencer a essa cultura.
Confira:
A semana da criança foi de muita festa na SERPIÁ. Em comemoração ao dia dos pequenos a instituição preparou uma
programação especial, totalmente dedicada a eles. Foram dois dias de festa, em três expedientes: na tarde da quarta-feira (14) e manhã da sexta (16) a comemoração foi dedicada às crianças e na noite de quarta a diversão ficou por conta dos adolescentes.
Busca ao tesouro
Histórias dos sete mares, músicas e muita fantasia embalaram as festas das crianças. O tema escolhido para este ano, Piratas e busca ao tesouro, foi contagiante. “Nós escolhemos este tema porque ele sempre fascina as crianças”, explicou a coordenadora sócio-cultural da SERPIÁ Ingrid Cadore.
E fascinou mesmo. As crianças e a equipe da brinquedoteca caracterizaram-se e entraram no clima. Pelo pátio da SERPIÁ não era difícil encontrar o Capitão Gancho, o Jack Sparrow e tantos outros piratas ilustres que marcaram presença na festa.
Com seus lenços vermelhos amarrados à cabeça eles navegaram, exploraram ilhas e lutaram contra monstros na busca pelo tesouro. Para a coordenadora o momento mais marcante da festa foi quando as crianças ‘lutaram’ contra o monstro de balão e descobriram que o tesouro (balas e doces) estava escondido dentro dele. A pequena M.C.S. concorda: “Eu adorei; foi muito legal porque peguei bastante moeda (de chocolate)”, conta entusiasmada.
Os pais e acompanhantes das crianças também entraram na brincadeira. A educadora Maristela Henpel comenta ter gostado da proposta e ter visto a festa como um momento para as crianças relaxarem. “Já era para a gente ter ido embora, mas eu estou com dó de tirar ele da brincadeira”, disse a mãe Nanci Correia.
Ingrid lembra que as festas são atividades especiais onde os pacientes apresentam aspectos que não são demonstrados no cotidiano dos atendimentos. “Na festa eles mostram um lado mais criativo, mais infantil; além disso, é uma oportunidade de brincarem juntos, o que nem sempre acontece nos atendimentos”, comenta a educadora brinquedista Lídia Volpato.
A magia continua
A fantasia também esteve presente entre os adolescentes que participaram da festa realizada na noite de quarta-feira. Ao chegarem à instituição, os jovens foram convidados a se fantasiar – com roupas, máscaras, entre outros itens – para entrar no clima do Castelo assombrado, tema escolhido para essa festa.
Lídia comenta que a intenção era fazer uma festa que contemplasse a magia do escuro – devido ao fato de esta ser a primeira festa realizada no período noturno. Outra característica da comemoração, segundo a educadora brinquedista Ísis Romankiu, se refere à festa ter sido saudável. “Os adolescentes sabiam que a festa seria diferente das que eles frequentam normalmente, e mesmo assim querem estar aqui”, comenta.
Durante a noite os adolescentes e a equipe SERPIÀ dançaram, cantaram e se divertiram em meio a uma decoração especial, com direito à teia de aranha, iluminação com velas e muito mais. Na opinião do adolescente J.C., o melhor da festa foi a possibilidade de todos se divertirem juntos. “Todo mundo está curtindo. É um momento de integração, a gente encontra gente nova e revê pessoas que já conhece”, diz.
Para o psiquiatra Cláudio Costa Júnior, essa maior integração é incentivada pelo fato de a festa ser realizada num
ambiente que os adolescentes conhecem, o que transmite uma segurança maior do ponto de vista da relação com o outro. “Mesmo sendo considerada como um evento social, a festa também tem um lado terapêutico presente”, complementa.
Para celebrar a Páscoa desse ano, a SERPIÁ decidiu fazer uma semana especial na brinquedoteca. Ao invés de uma só
festa, todos os expedientes foram marcados pela visita do Coelhinho. “A idéia é trabalhar a Páscoa como um tema lúdico através das brincadeiras”, explica a educadora brinquedista Lídia Volpato. A celebração da Páscoa começou na quinta-feira (2), e foi até a quarta-feira (8), último dia antes do feriado. Dessa maneira, todos os expedientes foram contemplados.
“A nossa proposta é criar um espaço de integração, já que temos pacientes, pais e educadores novos nesse começo de ano”, afirma Lídia. “Além disso, tentamos tentar entender também o que eles entendem por Páscoa”.
“A festa estava bem criativa, deu oportunidade para as crianças fazerem coisas que não podem fazer em casa”, conta Rosanda Camargo Araújo, mãe de um paciente da clínica. Para ela, esses momentos são importantes no tratamento de seu filho. “Em casa, somos só adultos. Aqui ele vivencia algo diferente”, afirma.
A importância das festas
A coordenadora sócio-cultural da SERPIÁ Ingrid Cadore ressalta que, dentro do plano terapêutico da instituição, as festas têm um papel importantíssimo. “Entre as diversas funções de uma festa está a inserção social”, explica. De acordo com Ingrid, muitos dos pacientes da clínica têm dificuldades de interagir socialmente, devido ao sofrimento psíquico, e esse espaço de inserção mediado por educadores brinquedistas pode trazer muitos avanços terapêuticos para esses pacientes. “Além disso, as festas permitem ludicidade e transmissão de afeto. Tudo o que é feito nesse sentido tem um fim terapêutico”, afirma.
O resgate do valor das celebrações também é considerado importante para a equipe da brinquedoteca da SERPIÁ. “As festas estão muito descaracterizadas, e os pacientes estão em contato com esse aspecto consumista”, explica Ingrid. “Esse resgate da ludicidade seria, portanto, é uma forma de não deixar os pacientes à mercê do consumo”.
Bolo mordido
Esse resgate da ludicidade e dos valores da Páscoa permeia muitas das atividades desenvolvidas, como, por exemplo, o bolo do coelhinho. Com o auxílio de educadores brinquedistas, pais e educadores sociais, as crianças de alguns expedientes prepararam um bolo para Coelhinho da Páscoa. “Assim favorecemos uma experiência onde as crianças, além de receber [os chocolates], também poderão oferecer algo”, conta Lídia.
Em um dos expedientes, o bolo apareceu mordido. “As crianças ficaram animadas, dizendo ‘o coelhinho mordeu o bolo, o coelhinho mordeu o bolo’”, conta a psicóloga Michele Gonçalves Vidal, voluntária da brinquedoteca. “Foi um momento bem marcante”.
Além disso, dentro da proposta estava ouvir o que as crianças queriam para a Páscoa. Portanto, as atividades seguiram em boa parte os pedidos das crianças. “Não é a quantidade de ovos de chocolate, mas emoção de ser co-autora de uma celebração que alegra as crianças”, explica Ingrid. Um grupo de pacientes, inclusive, fez um pedido bastante singelo: a mesma festa que tiveram na Páscoa passada. “Isso prova que a lembrança estava viva, as crianças quiseram ‘viver de novo’ como presente de Páscoa”, comenta.
A SERPIÁ celebrou nesta semana o Natal de 2008. Ao invés dos atendimentos nas salas, nas diversas especialidades, todos os dias foram de festas, planejadas por brinquedistas, oficineiros e terapeutas a partir das necessidades de cada turma de crianças e adolescentes. “A idéia era transformar o paciente no sujeito da festa, e não apenas no beneficiado”, conta a conselheira e coordenadora geral da brinquedoteca Ingrid Cadore. Nos outros anos, as festas foram realizadas em espaços cedidos para a instituição, com roteiros já pré-estabelecidos, em apenas uma data. “Foi uma ‘aposta’ da equipe, fazer uma festa de acordo com o pedido de cada paciente”, complementa a coordenadora.
E a “aposta” deu certo! “Em todos os dias, eles brincaram e participaram num nível de intensidade que a gente jamais tinha conseguido”, conta Ingrid. As festas foram cheias de espontaneidade, com muitas atividades desenvolvidas na hora, a partir dos próprios pacientes.
Festa do tudo
Um dos melhores exemplos aconteceu na terça-feira à tarde, quando aconteceu a “Festa do Nada”. Na semana anterior, ao serem questionados sobre o que queriam fazer no Natal, os pacientes responderam que não queriam fazer coisa alguma, “nada”. “No entanto, o nada, na psicanálise, é um objeto muito importante. É a partir do nada que se cria tudo”, explica o psicanalista Daniel Dias Brepohl. E a partir dessa idéia, foi planejada a festa. No início, a brinquedoteca foi fechada e os adolescentes atendidos nesse horário esperaram por uma “conversa” com o presidente da ONG. Era uma “pegadinha”: depois de alguns minutos de espera, os adolescentes foram convidados a escolher o que gostariam de fazer e a festa acabou sendo um sucesso. “Foi uma experiência muito legal”, conta Daniel. “No início houve uma certa inibição, mas depois tudo deu certo”.
As festas, mais do que comemorações formais, são parte da proposta terapêutica da instituição. “A felicidade causada por uma festa ajuda cada paciente a ter coragem para lidar com as dificuldades que vieram enfrentar aqui”, conta Ingrid. Para a pedagoga Elise Haquim, as comemorações oportunidades de integração entre as crianças e as famílias. “Além disso, é na relação com o outro que ela pode dizer sobre si mesma, o que nos ajuda no tratamento”, explica.
O natal não se restringiu aos terapeutas e pacientes da clínica. A presença das famílias também foi importante. “O acolhimento dos pais possibilita que eles conheçam melhor seus filhos, o que eles fazem, do que eles gostam, e isso ajuda a estreitar seus laços”, conta Ingrid. De acordo com Sandra Ferreira dos Santos, mãe de uma das crianças, esses momentos ajudam muito no tratamento de seu filho. “Ele se sente mais feliz, mais solto”, conta. Além das festas, Sandra costuma freqüentar a brinquedoteca junto com o filho. “Quando não venho, até sinto falta!”
As festas, de segunda a sexta
Segunda-feira: Na primeira festa, segunda-feira à tarde, teve apresentação de dança, circo e mágica, feitas pelos próprios pacientes. Foi a primeira aparição do Papai Noel Cezar, que animou festas em todos os dias da semana – haja presente!
Terça-feira: Na manhã de terça, a principal atração foi a brincadeira do “trenó”, feita com a ajuda do pai de um dos pacientes. Ao invés do trenó, porém, foi utilizado um tapete. Já a tarde foi a “Festa do Nada”, onde os pacientes puderam fazer… tudo. O Papai Noel foi um dos pacientes, que divertiu todo mundo com sua atuação. À noite ainda teve a festa da equipe – e nada de perder o pique!
Quarta-feira: Apesar da chuva, as crianças puderam brincar na sala da SERPIÁ, e se divertiram jogando futebol com uma bola gigante.
Quinta-feira: Com um grande número de adolescentes, na festa da manhã teve exibição de clipes de hip-hop. Além disso, teve a festa de aniversário de um paciente. Já no período da tarde, uma gincana animou crianças, adolescentes, pais, terapeutas, brinquedistas, oficineiro e até os publicitários da agência Practice (ver abaixo), que visitaram a SERPIÁ e participaram da festa.
Sexta-feira: No encerramento do Natal da SERPIÁ, as brincadeiras cantadas, o fantoche e o trenó, agora o “de verdade” (feito com um carrinho de mão) divertiram todo mundo. A festa foi tanta que a gente só foi servir o lanche na hora do almoço!
Natal de 2008 da SERPIÁ é comemorado “em casa”
19/12/2008
A SERPIÁ celebrou nesta semana o Natal de 2008. Ao invés dos atendimentos nas salas, nas diversas especialidades, todos os dias foram de festas, planejadas por brinquedistas, oficineiros e terapeutas a partir das necessidades de cada turma de crianças e adolescentes. “A idéia era transformar o paciente no sujeito da festa, e não apenas no beneficiado”, conta a conselheira e coordenadora geral da brinquedoteca Ingrid Cadore. Nos outros anos, as festas foram realizadas em espaços cedidos para a instituição, com roteiros já pré-estabelecidos, em apenas uma data. “Foi uma ‘aposta’ da equipe, fazer uma festa de acordo com o pedido de cada paciente”, complementa a coordenadora.
E a “aposta” deu certo! “Em todos os dias, eles brincaram e participaram num nível de intensidade que a gente jamais tinha conseguido”, conta Ingrid. As festas foram cheias de espontaneidade, com muitas atividades desenvolvidas na hora, a partir dos próprios pacientes.
Festa do tudo
Um dos melhores exemplos aconteceu na terça-feira à tarde, quando aconteceu a “Festa do Nada”. Na semana anterior, ao serem questionados sobre o que queriam fazer no Natal, os pacientes responderam que não queriam fazer coisa alguma, “nada”. “No entanto, o nada, na psicanálise, é um objeto muito importante. É a partir do nada que se cria tudo”, explica o psicanalista Daniel Dias Brepohl. E a partir dessa idéia, foi planejada a festa. No início, a brinquedoteca foi fechada e os adolescentes atendidos nesse horário esperaram por uma “conversa” com o presidente da ONG. Era uma “pegadinha”: depois de alguns minutos de espera, os adolescentes foram convidados a escolher o que gostariam de fazer e a festa acabou sendo um sucesso. “Foi uma experiência muito legal”, conta Daniel. “No início houve uma certa inibição, mas depois tudo deu certo”.
As festas, mais do que comemorações formais, são parte da proposta terapêutica da instituição. “A felicidade causada por uma festa ajuda cada paciente a ter coragem para lidar com as dificuldades que vieram enfrentar aqui”, conta Ingrid. Para a pedagoga Elise Haquim, as comemorações oportunidades de integração entre as crianças e as famílias. “Além disso, é na relação com o outro que ela pode dizer sobre si mesma, o que nos ajuda no tratamento”, explica.
O natal não se restringiu aos terapeutas e pacientes da clínica. A presença das famílias também foi importante. “O acolhimento dos pais possibilita que eles conheçam melhor seus filhos, o que eles fazem, do que eles gostam, e isso ajuda a estreitar seus laços”, conta Ingrid. De acordo com Sandra Ferreira dos Santos, mãe de uma das crianças, esses momentos ajudam muito no tratamento de seu filho. “Ele se sente mais feliz, mais solto”, conta. Além das festas, Sandra costuma freqüentar a brinquedoteca junto com o filho. “Quando não venho, até sinto falta!”
As festas, de segunda a sexta
Segunda-feira: Na primeira festa, segunda-feira à tarde, teve apresentação de dança, circo e mágica, feitas pelos próprios pacientes. Foi a primeira aparição do Papai Noel Cezar, que animou festas em todos os dias da semana – haja presente!
Terça-feira: Na manhã de terça, a principal atração foi a brincadeira do “trenó”, feita com a ajuda do pai de um dos pacientes. Ao invés do trenó, porém, foi utilizado um tapete. Já a tarde foi a “Festa do Nada”, onde os pacientes puderam fazer… tudo. O Papai Noel foi um dos pacientes, que divertiu todo mundo com sua atuação. À noite ainda teve a festa da equipe – e nada de perder o pique!
Quarta-feira: Apesar da chuva, as crianças puderam brincar na sala da SERPIÁ, e se divertiram jogando futebol com uma bola gigante.
Quinta-feira: Com um grande número de adolescentes, na festa da manhã teve exibição de clipes de hip-hop. Além disso, teve a festa de aniversário de um paciente. Já no período da tarde, uma gincana animou crianças, adolescentes, pais, terapeutas, brinquedistas, oficineiro e até os publicitários da agência Practice (ver abaixo), que visitaram a SERPIÁ e participaram da festa.
Sexta-feira: No encerramento do Natal da SERPIÁ, as brincadeiras cantadas, o fantoche e o trenó, agora o “de verdade” (feito com um carrinho de mão) divertiram todo mundo. A festa foi tanta que a gente só foi servir o lanche na hora do almoço!
Para celebrar a semana da criança, a SERPIÁ preparou um calendário mais do que especial neste mês de outubro. Foram três dias de muita festa, brincadeira e diversão para todas as idades. Na segunda (13) e na terça (14), a festa foi na própria SERPIÁ. As atividades foram voltadas para crianças menores, que se divertiram com fantasias, números musicais e muitas bexigas. Já na quarta (15), as comemorações foram no boliche Bowling & Beer.
Floresta Encantada
Na segunda-feira, muito refrigerante, cachorro-quente e brincadeira. Além das 18 crianças, participaram também alguns pais e a equipe da SERPIÁ, que se vestiu a caráter para as comemorações. “A festa foi importante para que meu filho pudesse melhorar a socialização”, afirma Jociel Braga da Silva, pai de Richard, um dos meninos que participou da festa.
De acordo com a psicóloga Verônica Fleith, a festa serviu como uma ajuda no tratamento das crianças. As brincadeiras fazem com que elas estabeleçam um vínculo social com as outras crianças, além de colocar regras que ajudam a balizar seu desenvolvimento. Já para os profissionais da clínica, foi uma oportunidade de conhecer melhor as crianças atendidas. “Os terapeutas puderam conhecer melhor todas as crianças atendidas pela SERPIÁ, e não só seus pacientes”, conta Verônica.
Para a musicoterapeuta Iara Iarema, a festa foi uma oportunidade de alimentar a memória dessas crianças com bons registros. Além disso, os terapeutas puderam observar como cada criança se posiciona em uma atividade em grupo. Já a estagiária de psicologia Andressa Furquim de Souza conta que a ocasião foi uma forma de conhecer como cada criança se destaca dentro do grupo.
A festa se estendeu por todo o expediente da tarde. Os educadores brinquedistas ainda fizeram um número musical, bastante aplaudido por todos. Foram distribuídas fantasias para as crianças, que puderam ter seu dia de Batman, de caubói ou de palhaço. Na terça, a SERPIÁ repetiu a dose: mais 12 crianças participaram, dessa vez durante a manhã, com a mesma programação.
Boliche, sinuca, música e dança
Na quarta-feira, a festa durou o dia todo. As comemorações aconteceram no boliche Bowling & Beer, com a presença de 64 crianças e adolescentes, 27 pela manhã e 37 à tarde. De acordo com a coordenadora da brinquedoteca Ísis Romankiu, esse número foi acima do esperado. Essa foi a terceira festa da SERPIÁ no boliche; antes disso, ele já havia sido utilizado para a comemoração da Semana da Criança e do Natal do ano passado.
A festa foi uma oportunidade de integrar os pacientes da SERPIÁ com diversas atividades. As crianças e adolescentes não brincaram só no boliche, mas também aproveitaram o karaokê, o bilhar e a pista de dança. Alguns adolescentes improvisaram também um espetáculo de street dance. A psicoterapeuta e proprietária do espaço Rosane Aparecida Flores, que é voluntária e realiza permanência clínica na SERPIÁ, ressalta a importância dessa integração, com forte efeito terapêutico nesses jovens. “O espaço foi cedido à SERPIÁ gratuitamente.
Além do grande número de crianças, muitos pais marcaram presença na festa. E o mais importante: eles não ficaram só assistindo, também participaram das brincadeiras. “Todo mundo entrou na festa, no boliche, no bilhar, no karaokê”, conta Ísis. Para Fabiana Carla Casagrande, mãe do paciente Matheus, as comemorações foram importantes para uma melhora na relação com seu filho. “A gente se conhece melhor nesses momentos”, conta. Além disso, o boliche ajudou a inibir a timidez da criança, e melhorar sua interação social.
As crianças e adolescentes também aprovaram a festa. Foi a primeira vez que as meninas J. A, de 11 anos, e J. F, 12, foram ao boliche. Ambas gostaram bastante do jogo, e também aprovaram os cantores no karaokê. “Eu também gostei bastante da comida”, conta a mais velha. J. M. C, 14, já tinha ido outras vezes, mas também gostou bastante da experiência. Além de jogar, ele se divertiu dançando rap na pista de dança.
Por Cristina Rocha Sens
Pipoca, pinhão, quentão, cachorro-quente. Quem foi ao Arraiá da Fundação Honorina Valente 2008 pôde se deliciar com os tradicionais comes e bebes de festa junina, assistir a apresentações artísticas e se divertir com brincadeiras, jogos e caracterização (maquiagem).
Mas, além de oferecer lazer e distração, o intuito do evento foi também aproximar algumas organizações não-governamentais de Curitiba. As comemorações à São João aconteceram durante os quatro finais de semana de junho e envolveram treze Ongs. Segundo o gerente de produção da Fundação e um dos coordenadores da festa, Aloir Pain, a proposta de integração e autonomia para as entidades foi cumprida. “Várias associações conheceram os trabalhos de outras e, por menor que isso seja, já vale”, afirmou. Por isso, quanto mais organizações participando, melhor, inclusive para a comunidade, que pode saber mais sobre cada uma.
A SERPIÁ participou do arraiá no dia 28 de junho. Montou barraca, expôs cartaz e integrantes da equipe profissional explanaram sobre a entidade. A conselheira da associação Ingrid Cadore se encarregou de atrair e divertir as pessoas com jogos, outra equipe cuidou de maquiar e caracterizar quem quisesse e outra, ainda, ficou responsável pela sinuca – que atraiu muitos e animou a festa.
De acordo com a educadora brinquedista Isis Romankiu de Alencar, responsável pela SERPIÁ na festa, foi uma chance de divulgar a Ong. “Sempre vale a pena aproveitar oportunidades de mostrar a entidade. Também foi legal porque pudemos oferecer uma outra proposta aos pacientes”, disse.
A idéia da participação também era conhecer outros trabalhos e experimentar. “Nunca tínhamos feito festa junina nem qualquer tipo de comemoração aberta, como foi esta. A experiência foi válida e com certeza dá para começarmos a pensar nos próximos anos”.
Do total de recursos que cada entidade arrecadou com a festa junina, metade será revertida para a Fundação Honorina Valente e metade ficará para a Ong.
Outro lado
De um lado, a organização, de outro, a participação. Odair, 16, da República Mossunguê, gostou da festa e destacou o correio elegante, em que mandou e recebeu recados, e as apresentações artísticas. “Foi muito legal ver os cegos cantando rap”. Envolvido pelo clima, ele e um amigo pediram para cantar. “Fomos lá e cantamos um funk carioca, muitas pessoas gostaram”.
Janaina, 15, da casa Nova Esperança, disse que tudo estava bom. “O que mais gostei foi ver as pessoas com síndrome de down dançando e se divertindo”.
Organizando ou participando, todo mundo curtiu a festa. Para quem ficou querendo mais, ou para quem não foi, ano que vem tem mais.
No último mês de outubro, por ocasião do dia das crianças, a SERPIÁ realizou duas grandes festas que envolveram equipe, pacientes e pais. A convivência em um ambiente festivo faz parte do tratamento, mas como não se pode fazer festas como estas o tempo todo, a SERPIÁ se aproveita dessas ocasiões especiais para momentos de confraternização, integração e, principalmente, de muita alegria.
Na segunda-feira dia 8, o Bowling Beer’s – cuja proprietária Rosane Roussenq é voluntária da brinquedoteca da SERPIÁ – foi o palco da FESTA DOS ADOLESCENTES. “Foi uma boa idéia”, resumiu Antônio, um dos pais que esteve presente. De fato, todos se divertiram bastante, num programa atípico para a maioria. “Achei ótimo, muito divertido!”, disse entusiasmada a terapeuta Suely Poitevin, que apesar de não ter jogado, torceu bastante: “Para as crianças é ótimo, diferente, emocionante. Fiquei feliz por todos!”.
Entre os jovens, lógico, o entusiasmo foi ainda maior. Houve aqueles que não saíram da pista de boliche; outros, que preferiram jogar sinuca. Só não houve quem não aproveitasse toda a estrutura do local. “Me diverti, só não consegui derrubar as garrafas”, admitiu Lucas.
Para a coordenadora da brinquedoteca da SERPIÁ e uma das organizadoras do evento, Ingrid Cadore, o que mais chama atenção é exatamente a motivação dos adolescentes e o quanto a festa foi legal para eles. “Tanto na sinuca quanto no boliche, são jogos que envolvem destreza e habilidades. Mas o que importa é o quanto eles se envolvem, o quanto isso facilita o convívio social”, afirma.
Segundo Ingrid, até mesmo os pacientes mais comprometidos conseguiram se soltar. “Isso é fruto dessa nossa
insistência com esse tipo de festa. Nossos pacientes precisam de lazer imediato até se sentirem mais seguros”, explica. São muitas as histórias de crianças que não se importavam com o convívio proporcionado por essas festas e que agora até ajudam outras crianças. “A gente mostra pra eles que o mundo é bom, que é gostoso se divertir”, finaliza a coordenadora.
Colaboração: Anelise Faucz
Faltando pouco mais de uma semana para a comemoração da Páscoa, no dia 8 de abril, os preparativos para a celebração da data na SERPIÁ já estavam prontos. A entidade preparou-se para atender mais de 100 crianças em três dias consecutivos de celebração – 02, 03 e 04 de abril. E conseguiu. Nestes dias, as famílias, voluntários e colaboradores da entidade estiveram envolvidas na preparação da festividade visando favorecer a socialização de crianças e adolescentes, beneficiando-se desse momento de lazer.
De acordo com Cristine Pires, psicóloga e educadora brinquedista da SERPIÁ, reunir as famílias num clima festivo é sempre uma excelente oportunidade para a interação destes pacientes.
“A festa ajuda a desenvolver a resiliência (capacidade de enfrentar momentos de adversidade) na criança, pois com esta se produz um clima de encantamento e um sentimento de pertencer a um grupo, que contribui no desenvolvimento dessas crianças”, diz. Dentre as atividades, os jogos de regras, sopa do coelho e apresentação de vídeos clipes para os adolescentes.
A SERPIÁ contou com o apoio da Mesa Brasil (SESC), que fez a doação de chocolates para a distribuição de cestas de Páscoas; da Embafort, que fez a doação do jogo gigante “Na horta com o coelhinho da Páscoa”; e, é claro, dos sempre presentes e dedicados voluntários.
A entidade promove festas comemorativas desde 2002, ano de sua fundação. A iniciativa faz parte do plano terapêutico da Associação, que tem o propósito de acolher e fazer com que crianças e adolescentes com idade entre 0 a 18 anos possam interagir melhor no campo social.
A Festa de Natal da Serpiá, aconteceu em parceria com a Fecamércio (Federação das Industrias do Estado do Paraná) que disponibilizou o SESC Educação Infantil, no dia 20 de dezembro, e alegrou o Natal de 180 crianças e adolescentes.
A festa contou com lanches, animação com brinquedos infláveis, parquinho, Karaoke e jogos orientados pela equipe do Sesc Regional. Participaram também os palhaços Alipio e Sombrinha da Companhia dos Palhaços, além do Papai Noel, que fez a entrega dos presentes doados pelos alunos do curso de publicidade do Unicenp, da agência experimental e o Centro Acadêmico do Unicenp, pelos funcionários e familiares do Sebrae/PR, pela Paróquia da Igreja Santo Antonio e simpatizantes da causa da Serpiá.
A festa é uma tradição na Serpiá e faz parte do plano terapêutico, pois entende-se a importância de resgatar o significado das celebrações, as quais permitem um contato e interação destes com o meio social.













