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Devido à demanda apresentada pelos interessados em participar do curso O Tratamento de Crianças e Adolescentes com Sofrimento Psíquico e a Psicanálise, a coordenação da SERPIÁ decidiu modificar as possibilidades de inscrição. A partir de agora, será possível se inscrever em aulas isoladas ou no curso todo. Os valores para as aulas isoladas são os seguintes:
| 2 horas | 4 horas | 6 horas | 8 horas | |
| Estudantes e Equipe da SERPIÁ | R$ 25,00 | R$ 46,00 | R$ 66,00 | R$ 80,00 |
| Profissionais | R$ 27,50 | R$ 50.00 | R$ 72,00 | R$ 88,00 |
As inscrições deverão ser feitas até a véspera de cada aula (confira a programação), pelo site ou na secretaria da SERPIÁ. Os pagamentos também devem ser antecipados, na secretaria da SERPIÁ ou através de depósitos na conta 11263-1, ag. 3051-1 do Banco do Brasil.
Mais informações, ligue 3015-2045 ou mande um e-mail para serpia@serpia.org.br.
A primeira edição do curso de Clínica Psicanalítica com Crianças e Adolescentes, realizado entre abril e dezembro,
encerra suas atividades no sábado, dia 13 de dezembro. O curso surgiu a partir da demanda de pessoas que procuravam a SERPIÁ para conhecer a experiência dos terapeutas da clínica. As aulas foram dadas por profissionais da ONG. Em 2009, o curso será reaberto, com novas turmas.
“A idéia era instrumentalizar profissionais clínicos diversos para aprofundar sua leitura sobre crianças e adolescentes, pensando no que é essencial dentro dos conceitos psicanalíticos”, conta Verônica Fleith, coordenadora do curso.
Para a psicóloga e professora do curso Suely Poitevin, o ambiente foi de troca de conhecimentos entre alunos e professores. “A transmissão de conhecimento possibilita que o profissional reflita sobre seu trabalho, portanto esse curso foi um aperfeiçoamento para nós também”, afirma. Suely conta também que a presença de um grupo interessado, participativo e com afinidade com o tema possibilitou esse ambiente de troca de experiências.
Discussão enriquecedora
Para o terapeuta ocupacional Cláudio Aurélio de Souza, que trabalha com crianças abrigadas em casas-lares, o curso foi bastante esclarecedor. De acordo com ele, o curso ensinou a perceber a enxergar o ponto de vista do sujeito atendido. “A gente vê principalmente a história do sujeito, como ele cresceu, e começa a compreender o porquê dele se apresentar de uma determinada maneira”, conta.
Já a também terapeuta ocupacional Márcia Regina Motta afirma que o curso acrescentou muito para a prática profissional, a partir da articulação entre a psicanálise e a terapia ocupacional. “O curso deu uma boa base de psicanálise, e foi possível também articular a prática com a teoria”, complementa. Além disso, Márcia acredita que a discussão foi enriquecedora, ao apresentar um pensamento crítico à prática profissional.
A assistente social Cristina Alves conta que a articulação dos conceitos teóricos da psicanálise com sua área de atuação foram importantes para sua vida profissional. “A principal contribuição da psicanálise é alargar o domínio dos atos inconscientes que tem um sentido, como os atos falhos, os sonhos e as neuroses, que exprimem intenções e desejos”, afirma. “A metodologia de Freud pode ser uma possibilidade de caminho para a materialização dos objetivos da assistência social, de exercício da cidadania plena”.
No próximo ano, o curso será realizado aos sábados. As inscrições serão abertas em fevereiro.
A Associação SERPIÁ realiza o curso “Contribuições da Psicanálise para a Educação”, entre os dias 14 e 26 de novembro. Os alunos podem participar de aulas isoladas ou do curso completo. Para se inscrever, basta preencher o formulário online, e doar um brinquedo para o Natal da SERPIÁ. As palestras serão no Centro de Capacitação da Secretaria Municipal de Educação, na rua Dr. Faivre, 398. Confira a programação completa.
O curso é destinado a profissionais da educação de escolas regulares ou especiais, de todos os níveis de educação básica. É parte do projeto ‘Inclusão escolar de crianças e adolescentes com transtornos psíquicos e/ou problemas em seu desenvolvimento’, desenvolvido pelo Núcleo de Educação e Psicanálise da SERPIÁ em parceria com a Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS).
Serão realizadas aulas expositivas dialogadas e orientações de casos concretos de inclusão escolar. Os objetivos principais são: articular conceitos de teoria psicanalítica e a vivência educativa, discutir sobre os impasses e desafios da inclusão escolar, ressaltar a importância da interdisciplinaridade nas práticas educativas de inclusão e oferecer instrumentos de leitura e interpretação aos impasses vivenciados na educação inclusiva.
Para maiores informações, entre em contato com a SERPIÁ:
Fone: (41) 3015-2045.
E-mail: serpia@serpia.org.br
O Núcleo de Psicanálise e Educação da Associação SERPIÁ, em conjunto com o Núcleo de Estudos em Psicanálise e Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizou nos dias 19 e 20 de setembro a II Jornada de Psicanálise e Educação. O tema foi a inclusão escolar e contou com 116 participantes. O evento aconteceu no Anfiteatro 100 da Reitoria da UFPR, em Curitiba.
Para Maria Augusta de Mendonça Guimarães, Coordenadora Executiva e Terapêutica da SERPIÁ, o evento foi um sucesso. “Não só correspondeu nossas expectativas como superou”, conta. Ela afirma que existe muita demanda por parte dos professores para saber como deve ser feita a inclusão escolar e o evento ajudou as pessoas a refletir sobre suas práticas dentro da sala de aula.
Durante os dois dias, foram realizadas cinco mesas redondas e três palestras, duas delas com o psicanalista Fernando Colli, do Grupo Ponte, da Associação Lugar de Vida, de São Paulo. Maria Augusta afirma que o trabalho de Colli e da associação são muito importantes para o tema da inclusão. Desde 1990, o Grupo Ponte providencia tratamento terapêutico para crianças com transtorno psíquico, o que implica em levar essas crianças para o universo escolar.
Além disso, houve exposição dos trabalhos realizados no departamento de Educação da UFPR e nos Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação da SERPIÁ, uma palestra sobre prevenção e detecção dos riscos psíquicos na educação infantil (com a professora da PUC-PR Rosa Maria Marini Mariotto) e uma apresentação do panorama da inclusão escolar no estado.
Para a pedagoga Isis Romankiu, a Jornada foi riquíssima. “É um tema que deve ser bastante discutido, é sempre pertinente”, afirma. De acordo com ela, o evento resgatou a função da escola no processo terapêutico e ajudou a colocar em destaque a criança como sujeito.
O que é inclusão escolar?
Inclusão escolar significa juntar os alunos portadores de necessidades especiais às outras crianças, colocá-los nas mesmas salas sob as mesmas condições de aprendizado. Maria Augusta aponta que esse tema é particularmente importante para os professores: mas de tão recente, eles ainda encontram dificuldades para lidar com esses alunos.
A inclusão escolar propicia às crianças com transtornos psíquicos muito mais do que a simples educação formal. Nas escolas regulares, criam-se laços com a sociedade, o que promove tanto efeitos terapêuticos quanto perspectivas de vida para essas crianças. “A inclusão escolar faz a criança sentir que ela tem um lugar no mundo”, sintetiza Augusta.
Para os professores, esse processo também é importante. Lidar com alunos especiais ajuda-os a se livrar de preconceitos e lidar com as diferenças e potencialidades de cada pessoa. No entanto, é um processo difícil: é preciso discutir esse assunto e aprender com as experiências dos outros professores e psiquiatras para que esse desafio possa ser superado. É por isso que um evento como a Jornada, que estimula a discussão e o aprendizado sobre a inclusão escolar, é tão importante para toda a educação.
A brincadeira beneficia a criança em diversos aspectos e, para isso, atuação do educador brinquedista é fundamental
Por Cristina Rocha Sens
Além de divertir e servir como passa-tempo, brincar oferece benefícios não tão evidentes assim, como socialização, auto-conhecimento e descoberta do mundo. A brincadeira, desde que seja a escolhida pela criança (pois atende suas necessidades pessoais), é a atividade mais completa no desenvolvimento infantil, contribuindo para a formação física, intelectual, emocional e social do cidadão. “Brincar forma as pessoas. Quanto mais a criança brinca, mais aprende a conviver com os outros. O adulto que mais brincou é aquele mais criativo para lidar com a vida, pensa mais, inventa mais”, explica a conselheira da SERPIÁ Ingrid Cadore.
Mas, para tanto, é fundamental a presença de um adulto capaz de acolher as variadas formas de brincar, oferecer novas idéias lúdicas, organizar os pequenos em suas brincadeiras e negociar a imposição de limites e regras – o educador brinquedista. “Só as regras que são pensadas são aceitas e por isso serão mantidas mesmo que não haja vigilância. Esse é o maior benefício do jogo com regra, o princípio do pensamento ético, moral”, destaca Ingrid. A atuação desse profissional é essencial e exige preparo, pois ele precisa entender a importância do seu trabalho e o que a brincadeira significa para a criança.
Apesar de ainda não ser reconhecida como profissão, a formação de educador brinquedista é uma capacitação adicional à formação acadêmica (de qualquer área) e vem tendo sua importância reconhecida gradualmente. Em 2005, foi aprovada a Lei número 11.104, de autoria da Deputada Federal Luiza Erundina, que obriga hospitais e unidades de saúde de todo o país, com atendimento pediátrico, a instalar brinquedotecas em suas dependências contribuindo, assim, para diminuir o sofrimento da internação hospitalar, com resultados comprovados de ajuda para o restabelecimento da saúde da criança.
Profissionais dos mais variados segmentos podem formar-se educador brinquedista, e não necessariamente para atuar em brinquedotecas. “Pessoas que trabalham ou desenvolvem projetos para crianças podem participar da formação, sejam da área da saúde, da educação, publicitários, arquitetos, urbanistas”, exemplifica a conselheira da SERPIÁ.
Um espaço que interliga o brincar e o fazer criativo com as terapias, a brinquedoteca é uma área específica para as crianças, que contam com um especialista pronto para incentivar e mediar o livre brincar. O conceito de brinquedoteca, ainda pouco conhecido no Brasil, evoluiu de “biblioteca de brinquedos”, um serviço de empréstimo de brinquedos e jogos, para o de “espaço especialmente preparado para brincar”, presentes em escolas, hospitais e clínicas, por exemplo.
De acordo com Ingrid, é preciso acabar com o mito de que o ambiente é apenas para crianças. “Brinquedoteca é uma alternativa social que visa atender pessoas de qualquer idade”, definiu.
Curso
Pelo quinto ano, a SERPIÁ promove o V Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas, de 21 a 25 de julho na escola Anjo da Guarda. Esse curso acontece em apenas duas cidades do Brasil: Curitiba e São Paulo.
Coordenado por Ingrid Cadore e certificado pela Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), tem duração de 40 horas e inclui aulas teóricas e práticas.
A coordenadora ressaltou que o módulo Elaboração de Projetos é uma característica do curso de Curitiba e que a grade curricular contempla as especificidades dos campos de atuação: brinquedoteca na clínica interdisciplinar, brinquedoteca comunitária, escolar e hospitalar. Além disso, após o curso, serão ofertadas duas horas gratuitas de assessoria em grupo a projetos de brinquedotecas. “Essa ênfase é uma personalidade própria do nosso curso”, finalizou.
Mais informações pelos telefones 3015-2045 e 3015-2066.

