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As festas fazem parte do plano terapêutico da SERPIÁ por permitirem o desenvolvimento de um convívio social adequado, por meio do apoio proporcionado pela equipe durante as comemorações, na intenção de que as crianças e adolescentes consigam se beneficiar positivamente desses momentos de convívio.

Segundo Camila Gonçalves, musicoterapeuta e educadora brinquedista, a cultura da festa existente na SERPIÁ é importante pela integração diferenciada dos pais com os filhos e deles com o grupo como um todo. “A festa traz uma participação mais ativa dos pais, o que tem efeitos marcantes para as crianças”.

Reunir as famílias num clima festivo é uma excelente oportunidade para a interação destes pacientes. “A festa ajuda a desenvolver a resiliência (capacidade de enfrentar momentos de adversidade) na criança, pois com esta se produz um clima de encantamento e um sentimento de pertencer a um grupo, o que contribui no desenvolvimento dessas crianças”, comenta Cristine Pires, ex-psicóloga e educadora brinquedista da SERPIÁ.

Celebre!

As festas traduzem muito de nossa cultura, dos nossos valores. Possibilita saudar o que a vida tem de melhor e promover o encontro com outras pessoas. Na infância as festas desenvolvem a capacidade de comunicação e auto-estima, fazendo as crianças se sentirem valorizadas em participar e pertencer a essa cultura.

Confira:

Semana das Crianças 2009

Páscoa 2009

Natal 2008

Semana das Crianças 2008

Semana das Crianças 2007

Páscoa 2007

Natal 2006

A semana da criança foi de muita festa na SERPIÁ. Em comemoração ao dia dos pequenos a instituição preparou uma programação especial, totalmente dedicada a eles. Foram dois dias de festa, em três expedientes: na tarde da quarta-feira (14) e manhã da sexta (16) a comemoração foi dedicada às crianças e na noite de quarta a diversão ficou por conta dos adolescentes.

Busca ao tesouro

Histórias dos sete mares, músicas e muita fantasia embalaram as festas das crianças. O tema escolhido para este ano, Piratas e busca ao tesouro, foi contagiante. “Nós escolhemos este tema porque ele sempre fascina as crianças”, explicou a coordenadora sócio-cultural da SERPIÁ Ingrid Cadore.

E fascinou mesmo. As crianças e a equipe da brinquedoteca caracterizaram-se e entraram no clima. Pelo pátio da SERPIÁ não era difícil encontrar o Capitão Gancho, o Jack Sparrow e tantos outros piratas ilustres que marcaram presença na festa.

Com seus lenços vermelhos amarrados à cabeça eles navegaram, exploraram ilhas e lutaram contra monstros na busca pelo tesouro. Para a coordenadora o momento mais marcante da festa foi quando as crianças ‘lutaram’ contra o monstro de balão e descobriram que o tesouro (balas e doces) estava escondido dentro dele. A pequena M.C.S. concorda: “Eu adorei; foi muito legal porque peguei bastante moeda (de chocolate)”, conta entusiasmada.

Os pais e acompanhantes das crianças também entraram na brincadeira. A educadora Maristela Henpel comenta ter gostado da proposta e ter visto a festa como um momento para as crianças relaxarem. “Já era para a gente ter ido embora, mas eu estou com dó de tirar ele da brincadeira”, disse a mãe Nanci Correia.

Ingrid lembra que as festas são atividades especiais onde os pacientes apresentam aspectos que não são demonstrados no cotidiano dos atendimentos. “Na festa eles mostram um lado mais criativo, mais infantil; além disso, é uma oportunidade de brincarem juntos, o que nem sempre acontece nos atendimentos”, comenta a educadora brinquedista Lídia Volpato.

A magia continua

A fantasia também esteve presente entre os adolescentes que participaram da festa realizada na noite de quarta-feira. Ao chegarem à instituição, os jovens foram convidados a se fantasiar – com roupas, máscaras, entre outros itens – para entrar no clima do Castelo assombrado, tema escolhido para essa festa.

Lídia comenta que a intenção era fazer uma festa que contemplasse a magia do escuro – devido ao fato de esta ser a primeira festa realizada no período noturno. Outra característica da comemoração, segundo a educadora brinquedista Ísis Romankiu, se refere à festa ter sido saudável. “Os adolescentes sabiam que a festa seria diferente das que eles frequentam normalmente, e mesmo assim querem estar aqui”, comenta.

Durante a noite os adolescentes e a equipe SERPIÀ dançaram, cantaram e se divertiram em meio a uma decoração especial, com direito à teia de aranha, iluminação com velas e muito mais. Na opinião do adolescente J.C., o melhor da festa foi a possibilidade de todos se divertirem juntos. “Todo mundo está curtindo. É um momento de integração, a gente encontra gente nova e revê pessoas que já conhece”, diz.

Para o psiquiatra Cláudio Costa Júnior, essa maior integração é incentivada pelo fato de a festa ser realizada num ambiente que os adolescentes conhecem, o que transmite uma segurança maior do ponto de vista da relação com o outro. “Mesmo sendo considerada como um evento social, a festa também tem um lado terapêutico presente”, complementa.

Para celebrar a Páscoa desse ano, a SERPIÁ decidiu fazer uma semana especial na brinquedoteca. Ao invés de uma só festa, todos os expedientes foram marcados pela visita do Coelhinho. “A idéia é trabalhar a Páscoa como um tema lúdico através das brincadeiras”, explica a educadora brinquedista Lídia Volpato. A celebração da Páscoa começou na quinta-feira (2), e foi até a quarta-feira (8), último dia antes do feriado. Dessa maneira, todos os expedientes foram contemplados.

“A nossa proposta é criar um espaço de integração, já que temos pacientes, pais e educadores novos nesse começo de ano”, afirma Lídia. “Além disso, tentamos tentar entender também o que eles entendem por Páscoa”.

“A festa estava bem criativa, deu oportunidade para as crianças fazerem coisas que não podem fazer em casa”, conta Rosanda Camargo Araújo, mãe de um paciente da clínica. Para ela, esses momentos são importantes no tratamento de seu filho. “Em casa, somos só adultos. Aqui ele vivencia algo diferente”, afirma.

A importância das festas

A coordenadora sócio-cultural da SERPIÁ Ingrid Cadore ressalta que, dentro do plano terapêutico da instituição, as festas têm um papel importantíssimo. “Entre as diversas funções de uma festa está a inserção social”, explica. De acordo com Ingrid, muitos dos pacientes da clínica têm dificuldades de interagir socialmente, devido ao sofrimento psíquico, e esse espaço de inserção mediado por educadores brinquedistas pode trazer muitos avanços terapêuticos para esses pacientes. “Além disso, as festas permitem ludicidade e transmissão de afeto. Tudo o que é feito nesse sentido tem um fim terapêutico”, afirma.

O resgate do valor das celebrações também é considerado importante para a equipe da brinquedoteca da SERPIÁ. “As festas estão muito descaracterizadas, e os pacientes estão em contato com esse aspecto consumista”, explica Ingrid. “Esse resgate da ludicidade seria, portanto, é uma forma de não deixar os pacientes à mercê do consumo”.

Bolo mordido

Esse resgate da ludicidade e dos valores da Páscoa permeia muitas das atividades desenvolvidas, como, por exemplo, o bolo do coelhinho. Com o auxílio de educadores brinquedistas, pais e educadores sociais, as crianças de alguns expedientes prepararam um bolo para Coelhinho da Páscoa. “Assim favorecemos uma experiência onde as crianças, além de receber [os chocolates], também poderão oferecer algo”, conta Lídia.

Em um dos expedientes, o bolo apareceu mordido. “As crianças ficaram animadas, dizendo ‘o coelhinho mordeu o bolo, o coelhinho mordeu o bolo’”, conta a psicóloga Michele Gonçalves Vidal, voluntária da brinquedoteca. “Foi um momento bem marcante”.

Além disso, dentro da proposta estava ouvir o que as crianças queriam para a Páscoa. Portanto, as atividades seguiram em boa parte os pedidos das crianças. “Não é a quantidade de ovos de chocolate, mas emoção de ser co-autora de uma celebração que alegra as crianças”, explica Ingrid. Um grupo de pacientes, inclusive, fez um pedido bastante singelo: a mesma festa que tiveram na Páscoa passada. “Isso prova que a lembrança estava viva, as crianças quiseram ‘viver de novo’ como presente de Páscoa”, comenta.

Para celebrar a semana da criança, a SERPIÁ preparou um calendário mais do que especial neste mês de outubro. Foram três dias de muita festa, brincadeira e diversão para todas as idades. Na segunda (13) e na terça (14), a festa foi na própria SERPIÁ. As atividades foram voltadas para crianças menores, que se divertiram com fantasias, números musicais e muitas bexigas. Já na quarta (15), as comemorações foram no boliche Bowling & Beer.

Floresta Encantada

Na segunda-feira, muito refrigerante, cachorro-quente e brincadeira. Além das 18 crianças, participaram também alguns pais e a equipe da SERPIÁ, que se vestiu a caráter para as comemorações. “A festa foi importante para que meu filho pudesse melhorar a socialização”, afirma Jociel Braga da Silva, pai de Richard, um dos meninos que participou da festa.

De acordo com a psicóloga Verônica Fleith, a festa serviu como uma ajuda no tratamento das crianças. As brincadeiras fazem com que elas estabeleçam um vínculo social com as outras crianças, além de colocar regras que ajudam a balizar seu desenvolvimento. Já para os profissionais da clínica, foi uma oportunidade de conhecer melhor as crianças atendidas. “Os terapeutas puderam conhecer melhor todas as crianças atendidas pela SERPIÁ, e não só seus pacientes”, conta Verônica.

Para a musicoterapeuta Iara Iarema, a festa foi uma oportunidade de alimentar a memória dessas crianças com bons registros. Além disso, os terapeutas puderam observar como cada criança se posiciona em uma atividade em grupo. Já a estagiária de psicologia Andressa Furquim de Souza conta que a ocasião foi uma forma de conhecer como cada criança se destaca dentro do grupo.

A festa se estendeu por todo o expediente da tarde. Os educadores brinquedistas ainda fizeram um número musical, bastante aplaudido por todos. Foram distribuídas fantasias para as crianças, que puderam ter seu dia de Batman, de caubói ou de palhaço. Na terça, a SERPIÁ repetiu a dose: mais 12 crianças participaram, dessa vez durante a manhã, com a mesma programação.

Boliche, sinuca, música e dança

Na quarta-feira, a festa durou o dia todo. As comemorações aconteceram no boliche Bowling & Beer, com a presença de 64 crianças e adolescentes, 27 pela manhã e 37 à tarde. De acordo com a coordenadora da brinquedoteca Ísis Romankiu, esse número foi acima do esperado. Essa foi a terceira festa da SERPIÁ no boliche; antes disso, ele já havia sido utilizado para a comemoração da Semana da Criança e do Natal do ano passado.

A festa foi uma oportunidade de integrar os pacientes da SERPIÁ com diversas atividades. As crianças e adolescentes não brincaram só no boliche, mas também aproveitaram o karaokê, o bilhar e a pista de dança. Alguns adolescentes improvisaram também um espetáculo de street dance. A psicoterapeuta e proprietária do espaço Rosane Aparecida Flores, que é voluntária e realiza permanência clínica na SERPIÁ, ressalta a importância dessa integração, com forte efeito terapêutico nesses jovens. “O espaço foi cedido à SERPIÁ gratuitamente.

Além do grande número de crianças, muitos pais marcaram presença na festa. E o mais importante: eles não ficaram só assistindo, também participaram das brincadeiras. “Todo mundo entrou na festa, no boliche, no bilhar, no karaokê”, conta Ísis. Para Fabiana Carla Casagrande, mãe do paciente Matheus, as comemorações foram importantes para uma melhora na relação com seu filho. “A gente se conhece melhor nesses momentos”, conta. Além disso, o boliche ajudou a inibir a timidez da criança, e melhorar sua interação social.

As crianças e adolescentes também aprovaram a festa. Foi a primeira vez que as meninas J. A, de 11 anos, e J. F, 12, foram ao boliche. Ambas gostaram bastante do jogo, e também aprovaram os cantores no karaokê. “Eu também gostei bastante da comida”, conta a mais velha. J. M. C, 14, já tinha ido outras vezes, mas também gostou bastante da experiência. Além de jogar, ele se divertiu dançando rap na pista de dança.

Por Cristina Rocha Sens

Pipoca, pinhão, quentão, cachorro-quente. Quem foi ao Arraiá da Fundação Honorina Valente 2008 pôde se deliciar com os tradicionais comes e bebes de festa junina, assistir a apresentações artísticas e se divertir com brincadeiras, jogos e caracterização (maquiagem).

Mas, além de oferecer lazer e distração, o intuito do evento foi também aproximar algumas organizações não-governamentais de Curitiba. As comemorações à São João aconteceram durante os quatro finais de semana de junho e envolveram treze Ongs. Segundo o gerente de produção da Fundação e um dos coordenadores da festa, Aloir Pain, a proposta de integração e autonomia para as entidades foi cumprida. “Várias associações conheceram os trabalhos de outras e, por menor que isso seja, já vale”, afirmou. Por isso, quanto mais organizações participando, melhor, inclusive para a comunidade, que pode saber mais sobre cada uma.

A SERPIÁ participou do arraiá no dia 28 de junho. Montou barraca, expôs cartaz e integrantes da equipe profissional explanaram sobre a entidade. A conselheira da associação Ingrid Cadore se encarregou de atrair e divertir as pessoas com jogos, outra equipe cuidou de maquiar e caracterizar quem quisesse e outra, ainda, ficou responsável pela sinuca – que atraiu muitos e animou a festa.

De acordo com a educadora brinquedista Isis Romankiu de Alencar, responsável pela SERPIÁ na festa, foi uma chance de divulgar a Ong. “Sempre vale a pena aproveitar oportunidades de mostrar a entidade. Também foi legal porque pudemos oferecer uma outra proposta aos pacientes”, disse.

A idéia da participação também era conhecer outros trabalhos e experimentar. “Nunca tínhamos feito festa junina nem qualquer tipo de comemoração aberta, como foi esta. A experiência foi válida e com certeza dá para começarmos a pensar nos próximos anos”.

Do total de recursos que cada entidade arrecadou com a festa junina, metade será revertida para a Fundação Honorina Valente e metade ficará para a Ong.

Outro lado

De um lado, a organização, de outro, a participação. Odair, 16, da República Mossunguê, gostou da festa e destacou o correio elegante, em que mandou e recebeu recados, e as apresentações artísticas. “Foi muito legal ver os cegos cantando rap”. Envolvido pelo clima, ele e um amigo pediram para cantar. “Fomos lá e cantamos um funk carioca, muitas pessoas gostaram”.

Janaina, 15, da casa Nova Esperança, disse que tudo estava bom. “O que mais gostei foi ver as pessoas com síndrome de down dançando e se divertindo”.

Organizando ou participando, todo mundo curtiu a festa. Para quem ficou querendo mais, ou para quem não foi, ano que vem tem mais.

Colaboração: Anelise Faucz

Faltando pouco mais de uma semana para a comemoração da Páscoa, no dia 8 de abril, os preparativos para a celebração da data na SERPIÁ já estavam prontos. A entidade preparou-se para atender mais de 100 crianças em três dias consecutivos de celebração – 02, 03 e 04 de abril. E conseguiu. Nestes dias, as famílias, voluntários e colaboradores da entidade estiveram envolvidas na preparação da festividade visando favorecer a socialização de crianças e adolescentes, beneficiando-se desse momento de lazer.

De acordo com Cristine Pires, psicóloga e educadora brinquedista da SERPIÁ, reunir as famílias num clima festivo é sempre uma excelente oportunidade para a interação destes pacientes.

“A festa ajuda a desenvolver a resiliência (capacidade de enfrentar momentos de adversidade) na criança, pois com esta se produz um clima de encantamento e um sentimento de pertencer a um grupo, que contribui no desenvolvimento dessas crianças”, diz. Dentre as atividades, os jogos de regras, sopa do coelho e apresentação de vídeos clipes para os adolescentes.

A SERPIÁ contou com o apoio da Mesa Brasil (SESC), que fez a doação de chocolates para a distribuição de cestas de Páscoas; da Embafort, que fez a doação do jogo gigante “Na horta com o coelhinho da Páscoa”; e, é claro, dos sempre presentes e dedicados voluntários.

A entidade promove festas comemorativas desde 2002, ano de sua fundação. A iniciativa faz parte do plano terapêutico da Associação, que tem o propósito de acolher e fazer com que crianças e adolescentes com idade entre 0 a 18 anos possam interagir melhor no campo social.

A Festa de Natal da Serpiá, aconteceu em parceria com a Fecamércio (Federação das Industrias do Estado do Paraná) que disponibilizou o SESC Educação Infantil, no dia 20 de dezembro, e alegrou o Natal de 180 crianças e adolescentes.

A festa contou com lanches, animação com brinquedos infláveis, parquinho, Karaoke e jogos orientados pela equipe do Sesc Regional. Participaram também os palhaços Alipio e Sombrinha da Companhia dos Palhaços, além do Papai Noel, que fez a entrega dos presentes doados pelos alunos do curso de publicidade do Unicenp, da agência experimental e o Centro Acadêmico do Unicenp, pelos funcionários e familiares do Sebrae/PR, pela Paróquia da Igreja Santo Antonio e simpatizantes da causa da Serpiá.

A festa é uma tradição na Serpiá e faz parte do plano terapêutico, pois entende-se a importância de resgatar o significado das celebrações, as quais permitem um contato e interação destes com o meio social.