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Você sabia que todas as unidades de saúde que atendem crianças em regime de internação devem manter uma instalação de brinquedoteca em suas dependências? É o que diz a Lei nº 11.104, sancionada pelo Congresso Federal em março de 2005. Desde 2004 a SERPIÁ organiza o Curso de Educadores Brinquedistas, em parceria com a Associação Brasileira de Brinquedotecas. Confira como foram as últimas edições:
Foi entre 19 e 23 de julho que ocorreu o VIII Curso de Educador Brinquedista. Essa oitava edição foi sediada na FEPE – Fundação Ecumênica de Proteção aos Excepcionais – e realizada pela SERPIÁ junto à ABBri, Associação Brasileira de Brinquedotecas. O curso contou com 35 inscritos e com a participação de palestrantes como Andrea Fedeger, Fernanda Gorosito e Tereza Mirian. Leia mais…
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. Leia mais…
O curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas , promovido pela SERPIÁ em parceria com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Leia mais…
O curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas, promovido pela SERPIÀ em parceria com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), já se tornou um evento tradicional no calendário julino de Curitiba. Leia mais…
Mais do que uma formação adicional à formação acadêmica, o V curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas, promovido pela SERPIÁ de 21 a 25 de julho na escola Anjo da Guarda, contribuiu também para a formação pessoal de quem participou. Leia mais…
Julho 2007
O curso deste ano, realizado no Colégio Anjo da Guarda pela Associação Serpiá em pareceria com a Associação Brasileira de Brinquedotecas, foi um verdadeiro sucesso. Por durante 40 horas, do dia 16 ao dia 20 de julho, 66 pessoas aprenderam, praticaram e relembraram. Leia mais…
Nos dias 17 a 21 de julho de 2006 aconteceu em Curitiba o III Curso de Educador brinquedista e organização de brinquedoteca organizado pela Associação Serpiá em parceria com a Associação Brasileira de Brinquedoteca. O curso contou com a presença da prof. Nylse. Leia mais…
Faça sua inscrição
A nova edição do Curso de Educador Brinquedista, promovida pela SERPIÁ e certificada pela ABBri – Associação Brasileira de Brinquedotecas -, abordará a importância do brincar nos mais diferentes contextos e os novos alunos terão a oportunidade de entender tanto a prática quanto a teoria das brinquedotecas nas 40h de aula.
As brinquedotecas são espaços que encorajam o livre brincar e que utilizam o lúdico de modo que incentive a criança a se expressar e a se desenvolver fisicamente e emocionalmente. Dessa forma, profissionais com a formação de educador brinquedista podem enxergar além das necessidades das crianças e, assim, orienta-las da melhor forma possível.
A programação
As palestras irão tratar de temas como a brinquedoteca no contexto universitário, nas clínicas interdisciplinares e também nos hospitais. Além disso, haverá aulas sobre fabricação de origamis e paper toys, sem esquecer das palestras sobre a introdução de brincadeiras cantadas e das brincadeiras tradicionais nas brinquedotecas.
O Curso de Educador Brinquedista ocorrerá entre 19 e 23 de Julho, na Fundação Ecumênica de Proteção aos Excepcionais, a FEPE. As inscrições serão feitas através do telefone (41) 3015-2045 ou pelo fax no (41) 3015-2066.
Os preços são diferenciados para quem é estudante e também para qualquer um que pagar antes de 3 de julho.
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 36 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente. “O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.
O melhor dos dois mundos
Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
I Curso de Educador brinquedista Hospitalar encerra com sucesso
06/05/2010
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O melhor dos dois mundos
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
Confira as fotos do curso: (clique para ampliar)
I Curso de Educador brinquedista Hospitalar encerra com sucesso
06/05/2010
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 30 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente. “O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.
O melhor dos dois mundos
Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
Confira as fotos do curso: (clique para ampliar)
A SERPIÁ, em parceira com o Hospital Pequeno Príncipe (HPP) e a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), realizará o I curso de Educador Brinquedista Hospitalar, entre os dias 28 de abril e 01 de maio de 2010, em Curitiba.
O curso, destinado aos profissionais e estudantes das áreas da saúde e educação e às pessoas interessadas em atuar em brinquedotecas de hospitais, tem por objetivo capacitar os educadores para que possam implantar, gerir e trabalhar em brinquedotecas hospitalares. Segundo uma das coordenadoras do curso e responsável pela brinquedotecas do HPP, Patrícia Bertolini Izidório, essa capacitação é importante uma vez que a brinquedoteca inserida no hospital tem suas especificidades. “O brinquedista hospitalar precisa estar preparado para trabalhar com um público especial e heterogêneo e para fazer do brincar um facilitador durante o tratamento”, diz.
Além disso, como lembra a também coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, o curso possibilita aos alunos avaliarem-se quanto ao perfil para trabalhar numa brinquedoteca de hospital, oportuniza fazer o resgate de sua própria história de brincar e a entrar em contato com temas delicados, como o sofrimento.
Experiência
Um dos diferenciais do curso refere-se à vasta experiência que as instituições parceiras possuem sobre o brincar e formação de educadores brinquedistas. Como comenta Ingrid, a ABBri é referência nacional na formação de educadores brinquedistas e a SERPIÁ é pioneira na realização desses cursos em Curitiba. “E o HPP é referência nacional em hospital pediátrico, além de contar com 5 brinquedotecas em funcionamento, o que possibilita uma diversidade rara de informações aos alunos”, explica.
Programação
O I curso de Educador Brinquedista Hospitalar nasceu da demanda das pessoas que desejavam atuar em brinquedotecas desse contexto e da intenção de capacitar os brinquedistas de acordo com a lei nº 11.104/2005, que determina que todas as unidades de saúde que oferecem internamento pediátrico devem contar com brinquedotecas em suas instalações.
Para isso, durante as 32 horas de aulas, os alunos irão participar de palestras, visitas técnicas, oficinas e atividades práticas como forma de manterem contato com os conceitos teóricos e o repertório lúdico referentes à brinquedoteca hospitalar. “Um dos focos principais do curso é a orientação sobre o controle de infecção hospitalar, a segurança na manipulação dos brinquedos e em como atuar na brinquedoteca com responsabilidade”, comenta Patrícia.
Clique aqui para ver a programação.
O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).
Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.
Diversidade de público e de conteúdo
Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.
A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.
Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.
Para cada participante o curso deixa uma marca
Durante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.
Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.
A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.
Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.
Diversidade de público e de conteúdo
Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.
A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.
Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.
Para cada participante o curso deixa uma marca
Durante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.
Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.
A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.
Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.
O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).
Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.
Diversidade de público e de conteúdo
Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.
A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.
Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.
Para cada participante o curso deixa uma marcaDurante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.
Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.
A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.
Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.
O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).
Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.
Diversidade de público e de conteúdo
Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.
A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.
Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.
Para cada participante o curso deixa uma marcaDurante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.
Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.
A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.
Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.
A segunda edição do curso de Psicanálise e Educação, realizado entre os dias 31 de agosto e 30 de setembro, pelo Núcleo de Psicanálise e Educação da SERPIÁ, foi um sucesso. Segundo um dos coordenadores, Daniel Brepohl, baseado no retorno dado pelos alunos, o objetivo do curso de transmitir a essência do saber psicanalítico no que ele pode contribuir para a prática educativa foi alcançado. “No último dia do curso estabelecemos um debate com a finalidade de trocar impressões sobre a experiência. Ficamos especialmente satisfeitos e estimulados ao perceber que, apesar da terminologia própria da psicanálise – que reconhecemos ser um tanto densa – o grupo havia apreendido o essencial”, comenta.
Experiência que traz melhorias
Alguns dos fatores que contribuíram para a boa avaliação por parte dos alunos são resultados das mudanças realizadas
na programação do curso para essa segunda edição. Brepohl explica que apesar da estrutura do curso permanecer a mesma, houve um sensível aprimoramento e ampliação do conteúdo em relação ao ano anterior, devido à maior experiência e reflexão dos professores, assim como a participação de novos profissionais. “Os ministrantes tinham mais propriedade sobre o conteúdo que transmitiam e os temas estavam mais adequados à realidade dos educadores”, diz.
A psicóloga Rebeca Kovalhuk concorda com o coordenador. Na opinião dela, os temas abordados foram muito pertinentes ao trabalho escolar e os professores demonstraram ter conhecimento sobre a teoria psicanalítica educacional e também sobre a prática clínica/escola. “Vejo este curso como uma ótima iniciativa, pois é difícil encontrar outras instituições que proporcionem essa interlocução da psicanálise com a educação”, argumenta.
Para a psicóloga Priscyla Makiolke, a forma como os ministrantes apresentaram os conteúdos superou as expectativas. “Eles conseguiram sintetizar conteúdos complexos, estavam comprometidos em utilizar recursos diferentes, como filmes, e indicaram muitos livros. Às vezes, essas são coisas que faltam em um curso”, comenta.
O coordenador ressalta que a participação ativa dos alunos nas aulas e debates foi um dos fatores que também contribuíram para o bom andamento das aulas.
Curso ficará na memória
Para o Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação, uma das marcas dessa segunda edição refere-se à participação da pedagoga Elise Haquim como ministrante. “A participação de uma pedagoga possibilitou uma maior identificação dos participantes com aquilo que estava sendo ministrado”, comenta o coordenador.
Já para os alunos, essa marca diz respeito às contribuições que a participação no curso trouxe para suas vidas. A pedagoga Bárbara Bittencourt comenta que assistir às aulas possibilitou a ela ter um novo olhar sobre as áreas profissional e pessoal. “O curso me ajudou bastante na minha prática profissional, durante as aulas pude perceber no que eu poderia melhorar e de que forma poderia contribuir dentro do meu trabalho”, complementa Rebeca.
A oceanógrafa Chayane Telles, que trabalha com educação ambiental, conta que mesmo ficando um pouco perdida nas aulas (pelo fato de sua formação ser em outra área) pôde aprender muito. “Cada uma das experiências que as colegas de turma compartilhavam era um aprendizado. Tenho certeza de que cada uma delas me ajudará muito no meu trabalho com as crianças especiais”, afirma.
O coordenador comenta que outro ponto marcante foi a maior aproximação entre os ‘representantes’ da psicanálise e os da educação e deixa o convite: “já estamos discutindo os preparativos para a próxima edição, que queremos realizar no primeiro semestre do próximo ano”.
O curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas, promovido pela SERPIÁ em
parceria com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), já se tornou um evento tradicional no calendário julino de Curitiba. Neste ano, o encontro com o brincar aconteceu entre os dias 13 e 17 de julho, na Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe).
A cada ano, o curso vem se caracterizando por atrair diferentes públicos, por alcançar cidades cada vez mais distantes e nessa sexta edição não foi diferente. Pedagogas, psicólogas, estudantes, professores de educação física, advogados, vindos de várias cidades – como Curitiba, Irati, Jaraguá do Sul, Pontal do Paraná, Castro, Londrina, Santo Antonio da Platina – participaram das aulas.
Brincando e aprendendo
Durante os cinco dias de encontro, os 60 alunos, além de assistir às aulas, riram, fantasiaram, brincaram, enfim, voltaram a ser criança, mas sem deixar o aprendizado de lado. Apesar do clima de descontração e entusiasmo que envolvia participantes e professores, o objetivo de trocar conhecimentos não foi esquecido num só instante. “Os professores são muito abertos para passar o conhecimento; a gente troca experiências com eles e com os colegas, está sendo muito legal”, contou a psicóloga Cleusa Irigonhe.
Para cada aluno essa transferência teve um significado diferente. A auxiliar de classe Leonides Veloso comentou que participar do curso foi uma forma de aprimorar seus conhecimentos. “Eu já atuo na área, mas o curso me trouxe novas idéias e novos métodos de aproximação das crianças”, afirmou. Já o coordenador de lazer, Rafael Ramos, disse que a descoberta do que é ser um educador brinquedista e das possibilidades que o brincar oferece surpreenderam. “Eu nunca tive contato com o que é ser um educador brinquedista, não sabia que quem fazia a brinquedoteca era o brinquedista e não os brinquedos. Eu nasci de novo para o brincar”, contou entusiasmado.
No penúltimo dia de aula, alunos e professores já estavam com a sensação de que os dias tinham passado rápido demais. “Estou vendo que está acabando, vai ficar aquele gostinho de ‘quero mais’”, disse a pedagoga Sandra Weber. Mas todos eles, ao final do curso, saíram com uma bagagem que vão carregar para sempre, como contou a funcionária pública Cleide Steniski. “O curso fez com que eu vislumbrasse uma nova direção para o meu trabalho. Estou me sentindo uma brinquedista; vou sair daqui com uma riqueza bem grande e quero plantar essa semente”, afirmou.
Dever cumprido
A coordenadora do curso, Ingrid Cadore, comentou, baseada na avaliação feita pelos alunos, que a sexta edição do curso de educador brinquedista foi um sucesso. Segundo Ingrid, isso se deve a experiência acumulada ao longo dos anos e ao empenho dos professores, monitores e da equipe SERPIÁ, que se dedicaram para que tudo acontecesse da melhor forma possível.
Para a coordenadora, o momento lúdico que marcou essa edição foi o último dia de aula, o “Dia da Fantasia”. “Os alunos foram convidados a assistir às aulas caracterizados, as monitoras se fantasiaram no capricho e até o Tarso Cadore (o presidente da SERPIÁ, Hélio Cadore, interpretando o personagem) compareceu para brincar com a gente, fazendo com que todos dessem boas risadas”, lembrou.
A cada ano, o curso vem se caracterizando por atrair diferentes públicos, por alcançar cidades cada vez mais distantes e nessa sexta edição não foi diferente. Pedagogas, psicólogas, estudantes, professores de educação física, advogados, vindos de várias cidades – como Curitiba, Irati, Jaraguá do Sul, Pontal do Paraná, Castro, Londrina, Santo Antonio da Platina – participaram das aulas.
Brincando e aprendendo
Durante os cinco dias de encontro, os 60 alunos, além de assistir às aulas, riram, fantasiaram, brincaram, enfim, voltaram a ser criança, mas sem deixar o aprendizado de lado. Apesar do clima de descontração e entusiasmo que envolvia participantes e professores, o objetivo de trocar conhecimentos não foi esquecido num só instante. “Os professores são muito abertos para passar o conhecimento; a gente troca experiências com eles e com os colegas, está sendo muito legal”, contou a psicóloga Cleusa Irigonhe.
Para cada aluno essa transferência teve um significado diferente. A auxiliar de classe Leonides Veloso comentou que participar do curso foi uma forma de aprimorar seus conhecimentos. “Eu já atuo na área, mas o curso me trouxe novas idéias e novos métodos de aproximação das crianças”, afirmou. Já o coordenador de lazer, Rafael Ramos, disse que a descoberta do que é ser um educador brinquedista e das possibilidades que o brincar oferece surpreenderam. “Eu nunca tive contato com o que é ser um educador brinquedista, não sabia que quem fazia a brinquedoteca era o brinquedista e não os brinquedos. Eu nasci de novo para o brincar”, contou entusiasmado.
No penúltimo dia de aula, alunos e professores já estavam com a sensação de que os dias tinham passado rápido demais. “Estou vendo que está acabando, vai ficar aquele gostinho de ‘quero mais’”, disse a pedagoga Sandra Weber. Mas todos eles, ao final do curso, saíram com uma bagagem que vão carregar para sempre, como contou a funcionária pública Cleide Steniski. “O curso fez com que eu vislumbrasse uma nova direção para o meu trabalho. Estou me sentindo uma brinquedista; vou sair daqui com uma riqueza bem grande e quero plantar essa semente”, afirmou.
Dever cumprido
A coordenadora do curso, Ingrid Cadore, comentou, baseada na avaliação feita pelos alunos, que a sexta edição do curso de educador brinquedista foi um sucesso. Segundo Ingrid, isso se deve a experiência acumulada ao longo dos anos e ao empenho dos professores, monitores e da equipe SERPIÁ, que se dedicaram para que tudo acontecesse da melhor forma possível.
Para a coordenadora, o momento lúdico que marcou essa edição foi o último dia de aula, o “Dia da Fantasia”. “Os alunos foram convidados a assistir às aulas caracterizados, as monitoras se fantasiaram no capricho e até o Tarso Cadore (o presidente da SERPIÁ, Hélio Cadore, interpretando o personagem) compareceu para brincar com a gente, fazendo com que todos dessem boas risadas”, lembrou.
As apresentações dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos marcaram o encerramento da segunda edição do curso Tratamento de Crianças e Adolescentes com Sofrimento Psíquico e a Psicanálise, dia 12 de dezembro. “O objetivo do curso era contribuir com a formação dos profissionais que tratam de crianças e adolescentes com sofrimento psíquico através de conceitos psicanalíticos, que pudessem ser iluminadores das suas práticas, e da experiência institucional e interdisciplinar da SERPIÁ”, explica a coordenadora do curso Verônica Fleith.
A coordenadora comenta que, segundo avaliação feita pelos alunos, esses objetivos foram alcançados na medida em que a transmissão da experiência da SERPIÁ tornou os conceitos mais claros e auxiliou os participantes a pensarem nas possibilidades de trabalho clínico em equipes e instituições perpassadas pelo discurso psicanalítico. “Minhas expectativas foram correspondidas, os profissionais são muito capacitados e foram felizes na junção teoria-prática. Foi ótimo ter contato com várias leituras da psicanálise e as diferentes atuações”, avalia a estudante de psicologia Marina Jacobs.
Mudanças que trouxeram resultados
A segunda edição apresentou algumas novidades em relação à do ano anterior. Além da mudança do nome – na primeira edição o curso chamava-se Clínica Psicanalítica com Crianças e Adolescentes -, a inserção de novos módulos e o aprofundamento de algumas aulas resultaram num curso de maior duração e abrangência conceitual.
Para a psicóloga Karine Michelon, as aulas abordaram as principais temáticas sobre a psicanálise e proporcionaram discussões muito ricas. “Valeu a pena ter participado; os encontros me ajudaram a compreender várias questões a respeito da clínica com crianças”, diz.
Devido à demanda apresentada pelos interessados em participar do curso O Tratamento de Crianças e Adolescentes com Sofrimento Psíquico e a Psicanálise, a coordenação da SERPIÁ decidiu modificar as possibilidades de inscrição. A partir de agora, será possível se inscrever em aulas isoladas ou no curso todo. Os valores para as aulas isoladas são os seguintes:
| 2 horas | 4 horas | 6 horas | 8 horas | |
| Estudantes e Equipe da SERPIÁ | R$ 25,00 | R$ 46,00 | R$ 66,00 | R$ 80,00 |
| Profissionais | R$ 27,50 | R$ 50.00 | R$ 72,00 | R$ 88,00 |
As inscrições deverão ser feitas até a véspera de cada aula (confira a programação), pelo site ou na secretaria da SERPIÁ. Os pagamentos também devem ser antecipados, na secretaria da SERPIÁ ou através de depósitos na conta 11263-1, ag. 3051-1 do Banco do Brasil.
Mais informações, ligue 3015-2045 ou mande um e-mail para serpia@serpia.org.br.
A SERPIÁ realizará este ano o curso O Tratamento de Crianças e Adolescentes com Sofrimento Psíquico e a Psicanálise. O principal objetivo do curso, voltado para profissionais da saúde mental e educação que trabalham com queixas relacionadas aos efeitos do sofrimento psíquico, é instrumentalizar profissionais clínicos envolvidos no tratamento de crianças e adolescentes com conceitos e abordagens da psicanálise. “O tratamento envolve várias disciplinas e várias especialidades, que muitas vezes podem ser beneficiadas pela leitura psicanalítica do que acontece na clínica”, explica a coordenadora do curso Verônica Fleith.
As aulas serão realizadas quinzenalmente, de abril a dezembro, nas manhãs e tardes dos sábados (das 8h às 12h e das 14h às 18h), começando no dia 18 de abril. As aulas, num total de 120 horas, serão realizadas na sede da SERPIÁ. As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas.
Experiência clínica
Esta será a segunda edição do curso, que antes era chamado de Clínica Psicanalítica com Crianças e Adolescentes. De acordo com Verônica, a mudança de nome ocorreu por que o anterior poderia sugerir que seria feita a formação de psicanalistas, o que não corresponde à proposta do curso.
O curso surgiu a partir de demandas de profissionais que participaram de outros cursos e jornadas promovidos pela SERPIÁ e gostariam de aprender mais com a experiência clínica da instituição. Portanto, assim como no ano passado, as aulas serão ministradas por terapeutas da própria clínica: as psicanalistas Suely Poitevin, Verônica Fleith, Maria Augusta Guimarães e Maria Aparecida Pedrosa, a terapeuta ocupacional Regina Titotto Castanharo, a musicoterapeuta Iara Iarema e a educadora brinquedista Ingrid Cadore. Além disso, estão previstas participações de profissionais convidados.
Serão quinze encontros ao longo do ano, abordando temas como os fundamentos da clínica psicanalítica, a clínica interdisciplinar fundamentada pela psicanálise, a educação e a psicanálise e a constituição do sujeito segundo a psicanálise. Em breve, folder com a programação completa.
Para a turma que participou do curso no ano passado, serão realizados seminários temáticos, que darão continuidade aos temas discutidos pela turma do curso realizado no ano passado. Mais informações em breve.

















