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Para celebrar a semana da criança, a SERPIÁ preparou um calendário mais do que especial neste mês de outubro. Foram três dias de muita festa, brincadeira e diversão para todas as idades. Na segunda (13) e na terça (14), a festa foi na própria SERPIÁ. As atividades foram voltadas para crianças menores, que se divertiram com fantasias, números musicais e muitas bexigas. Já na quarta (15), as comemorações foram no boliche Bowling & Beer.

Floresta Encantada

Na segunda-feira, muito refrigerante, cachorro-quente e brincadeira. Além das 18 crianças, participaram também alguns pais e a equipe da SERPIÁ, que se vestiu a caráter para as comemorações. “A festa foi importante para que meu filho pudesse melhorar a socialização”, afirma Jociel Braga da Silva, pai de Richard, um dos meninos que participou da festa.

De acordo com a psicóloga Verônica Fleith, a festa serviu como uma ajuda no tratamento das crianças. As brincadeiras fazem com que elas estabeleçam um vínculo social com as outras crianças, além de colocar regras que ajudam a balizar seu desenvolvimento. Já para os profissionais da clínica, foi uma oportunidade de conhecer melhor as crianças atendidas. “Os terapeutas puderam conhecer melhor todas as crianças atendidas pela SERPIÁ, e não só seus pacientes”, conta Verônica.

Para a musicoterapeuta Iara Iarema, a festa foi uma oportunidade de alimentar a memória dessas crianças com bons registros. Além disso, os terapeutas puderam observar como cada criança se posiciona em uma atividade em grupo. Já a estagiária de psicologia Andressa Furquim de Souza conta que a ocasião foi uma forma de conhecer como cada criança se destaca dentro do grupo.

A festa se estendeu por todo o expediente da tarde. Os educadores brinquedistas ainda fizeram um número musical, bastante aplaudido por todos. Foram distribuídas fantasias para as crianças, que puderam ter seu dia de Batman, de caubói ou de palhaço. Na terça, a SERPIÁ repetiu a dose: mais 12 crianças participaram, dessa vez durante a manhã, com a mesma programação.

Boliche, sinuca, música e dança

Na quarta-feira, a festa durou o dia todo. As comemorações aconteceram no boliche Bowling & Beer, com a presença de 64 crianças e adolescentes, 27 pela manhã e 37 à tarde. De acordo com a coordenadora da brinquedoteca Ísis Romankiu, esse número foi acima do esperado. Essa foi a terceira festa da SERPIÁ no boliche; antes disso, ele já havia sido utilizado para a comemoração da Semana da Criança e do Natal do ano passado.

A festa foi uma oportunidade de integrar os pacientes da SERPIÁ com diversas atividades. As crianças e adolescentes não brincaram só no boliche, mas também aproveitaram o karaokê, o bilhar e a pista de dança. Alguns adolescentes improvisaram também um espetáculo de street dance. A psicoterapeuta e proprietária do espaço Rosane Aparecida Flores, que é voluntária e realiza permanência clínica na SERPIÁ, ressalta a importância dessa integração, com forte efeito terapêutico nesses jovens. “O espaço foi cedido à SERPIÁ gratuitamente.

Além do grande número de crianças, muitos pais marcaram presença na festa. E o mais importante: eles não ficaram só assistindo, também participaram das brincadeiras. “Todo mundo entrou na festa, no boliche, no bilhar, no karaokê”, conta Ísis. Para Fabiana Carla Casagrande, mãe do paciente Matheus, as comemorações foram importantes para uma melhora na relação com seu filho. “A gente se conhece melhor nesses momentos”, conta. Além disso, o boliche ajudou a inibir a timidez da criança, e melhorar sua interação social.

As crianças e adolescentes também aprovaram a festa. Foi a primeira vez que as meninas J. A, de 11 anos, e J. F, 12, foram ao boliche. Ambas gostaram bastante do jogo, e também aprovaram os cantores no karaokê. “Eu também gostei bastante da comida”, conta a mais velha. J. M. C, 14, já tinha ido outras vezes, mas também gostou bastante da experiência. Além de jogar, ele se divertiu dançando rap na pista de dança.

Por Maria Augusta de Mendonça Guimarães

Na clínica psicanalítica, a angústia coloca o analista frente a um tema complexo e já muito discutido, que ainda mobiliza questões para aqueles interessados no estudo da psicanálise. Tanto Freud quanto Lacan debruçaram-se sobre esse assunto, bastante freqüente em suas obras, quer em textos específicos ou articulado com outros temas. Freud fez algumas modificações ao longo do tempo em relação à definição de angústia, e Lacan acrescentou valiosas contribuições, relacionadas principalmente à relação angústia – objeto.

Confira a versão completa.

No último mês de outubro, por ocasião do dia das crianças, a SERPIÁ realizou duas grandes festas que envolveram equipe, pacientes e pais. A convivência em um ambiente festivo faz parte do tratamento, mas como não se pode fazer festas como estas o tempo todo, a SERPIÁ se aproveita dessas ocasiões especiais para momentos de confraternização, integração e, principalmente, de muita alegria.

Na segunda-feira dia 8, o Bowling Beer’s – cuja proprietária Rosane Roussenq é voluntária da brinquedoteca da SERPIÁ – foi o palco da FESTA DOS ADOLESCENTES. “Foi uma boa idéia”, resumiu Antônio, um dos pais que esteve presente. De fato, todos se divertiram bastante, num programa atípico para a maioria. “Achei ótimo, muito divertido!”, disse entusiasmada a terapeuta Suely Poitevin, que apesar de não ter jogado, torceu bastante: “Para as crianças é ótimo, diferente, emocionante. Fiquei feliz por todos!”.

Entre os jovens, lógico, o entusiasmo foi ainda maior. Houve aqueles que não saíram da pista de boliche; outros, que preferiram jogar sinuca. Só não houve quem não aproveitasse toda a estrutura do local. “Me diverti, só não consegui derrubar as garrafas”, admitiu Lucas.

Para a coordenadora da brinquedoteca da SERPIÁ e uma das organizadoras do evento, Ingrid Cadore, o que mais chama atenção é exatamente a motivação dos adolescentes e o quanto a festa foi legal para eles. “Tanto na sinuca quanto no boliche, são jogos que envolvem destreza e habilidades. Mas o que importa é o quanto eles se envolvem, o quanto isso facilita o convívio social”, afirma.

Segundo Ingrid, até mesmo os pacientes mais comprometidos conseguiram se soltar. “Isso é fruto dessa nossa insistência com esse tipo de festa. Nossos pacientes precisam de lazer imediato até se sentirem mais seguros”, explica. São muitas as histórias de crianças que não se importavam com o convívio proporcionado por essas festas e que agora até ajudam outras crianças. “A gente mostra pra eles que o mundo é bom, que é gostoso se divertir”, finaliza a coordenadora.

A depressão na infância sempre existiu, mas só foi diagnosticada há duas décadas. É um distúrbio difícil de ser detectado devido às peculiaridades da idade. Como a criança ainda não sabe nomear as emoções que sente, tende a somatizar o sofrimento e queixar-se de problemas físicos, como dor de barriga, de cabeça, etc. A doença também apresenta muitos sintomas que podem ser confundidos com outros distúrbios típicos dessa faixa etária, como hiperatividade, agressividade e déficit de atenção. “Você pode classificar uma criança que sofre de ansiedade ou fobia como deprimida. Mas somente quando ela começa a ter sintomas paralelos, por tempo prolongado, pode ser que esteja sofrendo da doença”, explica a psicóloga Laura Coelho, especializada em psicometria pela Universidade de Brasília (UnB). Mesmo que algumas crianças deprimidas apresentem-se hiperativas ou agressivas, especialistas alertam que o maior sinal da doença é a retração, a apatia e a perda de interesse pelas atividades características da idade.

As causas da depressão infantil

As origens da doença são inúmeras. De acordo com estudiosos do tema, no caso de violência intrafamiliar as agressões psicológicas têm maior peso do que as físicas. A rejeição pelos amigos, a cobrança exagerada em relação à escola e a problemas econômicos dos pais também influenciam o problema. Mas o fator principal é a mudança abrupta de rotina, como ocorre em casos de separação dos pais, por exemplo.

Efeitos podem estender-se à vida adulta

A criança deprimida, se não for devidamente tratada, sofrerá uma alteração da percepção que tem do mundo e de si mesma, e corre o risco de acostumar-se com essa visão distorcida da realidade. “Ela interage menos e isso terá uma repercussão no seu desenvolvimento de acordo com o grau do problema. A criança passa a desacreditar nela mesma e tem uma baixa auto-estima acentuada”, explica Verônica Cavalcante, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). “Na escola, há uma dificuldade bárbara de atenção, agravada pelo sentimento de que vai fracassar”, diz Ana Olmos, neuropsicóloga da infância e adolescência pela USP, ao explicar os prejuízos para o rendimento escolar. O distúrbio pode também avançar pela adolescência e chegar à idade adulta.

Diagnóstico difícil, atendimento precário

A depressão, se não tratada, pode trazer grandes prejuízos ao desenvolvimento da criança. Segundo os médicos, a manifestação do distúrbio na infância sempre existiu, mas somente há duas décadas vem sendo diagnosticada. E assim como sua descoberta, as políticas governamentais dirigidas exclusivamente à saúde mental de crianças e adolescentes também são recentes e precisam ser bem elaboradas.

Fonte: ANDI – Agência de Noticias dos Direitos da Infância

De acordo com especialista, sociedade deve assumir sua parte no compromisso de discutir a implementação de políticas públicas.

“O ECA – Estatuto da Criança e Adolescente, existe há 18 anos e até hoje não foi posto em prática”, afirma a promotora da Vara de Infância e Juventude de Londrina-PR, Édina Maria Silva de Paula, em entrevista ao Jornal Folha de Londrina-PR. A promotora acredita que, além de cobrar das autoridades, a sociedade deve assumir sua parte no compromisso de discutir a implementação de políticas públicas que atendam as crianças e dêem condições de vida digna para as famílias. Édina lembra que o estatuto tem 267 artigos, mas são discutidos apenas os 19 que falam da apuração do ato infracional.

Direitos – O artigo 3º do ECA define que as crianças e adolescentes gozam de todos os direitos fundamentais inerentes a pessoa humana. O ECA ainda assegura por lei, ou por outros meios, todas as oportunidades, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e dignidade.

Fonte: Folha de Londrina-PR

A relação da música com a expressão corporal desenvolve a auto-expressão, a interação e a integração interpessoal, além de estimular o potencial criativo

Os estudos da musicoterapia utilizam os sons e a música em prol da saúde do ser humano. Crianças, adolescentes e adultos que por algum motivo apresentam dificuldades para se expressar verbalmente, podem trabalhar esta dificuldade em sessões de musicoterapia.

Segundo Iara Del Padre Iarema, musicoterapeuta da ONG SERPIÁ – Serviços e Programas para a Infância e Adolescência, a linguagem não-verbal são sons, expressões corporais, odores, silêncio, músicas, que todas as pessoas se utilizam, mesmo sem perceber, e através dos quais cada pessoa pode dizer sobre si. “Mesmo a linguagem verbal, que é a linguagem falada e escrita, é permeada por manifestações não verbais, pois além de “o que se fala”, “há o como se fala”. Nisso podem ser incluídas as cadências, respiração e ritmos da fala, gestos executados ao falar, se a fala é gritada ou sussurrada, entre outras” explica.

De acordo com a musicoterapeuta, entender o que o corpo esta dizendo é essencial para trabalhar a melhoria das pessoas. “Profissionais da área da saúde, musicoterapeutas, psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, e outros, podem ampliar sua leitura no trabalho com pacientes que tenham dificuldades na utilização da linguagem verbal”. Além disso, o não-verbal é importante para os profissionais da área da educação e artistas em geral.

Os estudos nesta área, segundo Iara, independentemente da formação profissional, trará para o profissional uma perspectiva ampliada das manifestações de sua clientela, sejam suas intervenções focadas na saúde, educação ou nas artes.