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Turma do curso 2007, no pátio da Escola Anjo da Guarda: no total, dos 66 alunos, 64 mulheres e apenas 2 homens.
Muitos participantes expressaram sua compreensão sobre a importância da ludicidade na vida das pessoas de qualquer idade e das crianças em especial, ampliando as possibilidades de atuação do educador brinquedista em contextos menos conhecidos: museu, designer de brinquedos e jogos, recurso para aprendizagem de língua estrangeira, entre outros.
Para a estudante de psicologia Suelen Galtringer, “ser brinquedista é ter alegria em diferentes situações, sem medo de ser ridículo e utilizar meios disponíveis para trazer a alegria para o outro”.
Sua colega de curso, a estudante de psicopedagogia Susan Rodiger, enfatizou a importância da formação contínua: “Três elementos são fundamentais para o Educador Brinquedista: estudar – e muito – para saber o que fazer; saber olhar o que acontece, perceber pelo olhar o que a criança quer dizer; e seja o que fizer, fazer com amor”.
Já a psicóloga Rosa Maria Rizzardo entendeu que não só as crianças, mas também jovens e adultos podem resgatar, através do brincar, elementos importantes à sua formação.
Para alguns, o curso deste ano teve outras utilidades, como a de definir o projeto de monografia de pós-graduação – o caso da estudante de Museologia (Belas-Artes do Paraná) Elizabeth Berman – ou ajudar a vislumbrar novas possibilidades de realização de sonhos, como o da atriz e professora Sandra Gutierrez, que quer abrir um centro de artes onde possam ser desenvolvidas oficinas variadas tanto para crianças quanto para adultos. “Um grupo de pesquisa teatral; uma brinquedoteca integrada a um Café; e mais pra frente, quem sabe, um teatro. Um espaço particular, mas que tenha a possibilidade de ter parcerias com o Estado e a prefeitura, oferecendo capacitação para profissionais e atendimento a comunidades carentes”, descreveu Gutierrez.
Rosana Franco, de Palmeira-PR, enfatizou a necessidade de todos educadores brinquedistas se conscientizarem da importância das brinquedotecas serem contempladas nas políticas públicas, com projetos e orçamentos previstos em lei. Para Jaqueline Gaiewski, psicóloga recém-formada, o curso ajudou a esclarecer duvidas sobre a direção no seu trabalho: “Hoje, eu já sei para que lado vou direcionar o meu barco. Além disso, o curso me proporcionou ganhos significativos na vida pessoal. Tenho primos pequenos e vou brincar muito com eles! Pensando a longo prazo, meus filhos vão adorar ter uma mãe brinquedista“, vislumbrou.
No final, os depoimentos ficaram restritos somente a elogios; contemplaram também críticas e sugestões: enfatizar ainda mais as especificidades das brinquedotecas em cada contexto; esclarecer mais a direfença do papel do psicoterapeuta e do educador brinquedista na brinquedoteca da clínica interdisciplinar; diversificar as possibilidade de educação continuada e a importancia de todos continuarem em contato para trocar experiências e compartilhar dificuldades.
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| Querer é Poder!!!Essa é a mensagem que eu carrego comigo depois do curso de Educadora Brinquedista. Todos que estiveram nessa jornada de 2007 sabem do que estou falando. Recebemos algo novo e que não tem preço… lembramos como é bom brincar.. e sonhar … se divertir!!!! Cada novo Educador Brinquedista irá aproveitar do seu modo o que aprendeu, mas com certeza ninguém vai esquecer de nenhuma palavra ou brincadeira… Deixo aqui meu gesto de carinho e agradecimento a todos que se dedicaram nesse curso e tambem quero falar do apoio que eu mais algumas brinquedistas recebemos da equipe após o curso, graças a isso vou realizar meu sonho no próximo ano: Vou montar minha primeira Brinquedoteca!!! Quero que todos os atuais e futuros Brinquedistas acreditem e confiem no trabalho dessa equipe maravilhosa ,pois eles estiveram sempre a disposição para todos que precisaram de algum apoio. Agradeço hoje e sempre! beijos |
* Fabiana Rodrigues, em email enviado à SERPIÁ.
A versão 2007 do Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas caracterizou-se pela ampliação da proposta, de acordo com quatro objetivos pré-estabelecidos:
- Transmissão de referencial teórico que fundamentam o brincar;
ampliação de repertório lúdico do educador brinquedista (inclusive apresentando – opções de materiais confeccionados artesanalmente ou de baixo custo);
- Compreensão da especificidade das brinquedotecas nos diferentes contextos: hospitalar, escolar, clínico, comunitário e de inclusão e/ou atendimento a pessoas com necessidades lúdicas e educativas especiais;
- Aperfeiçoamento pessoal continuado.
Neste sentido, pela primeira vez, está se ofertando supervisão a projetos de implantação de brinquedotecas; foi também o primeiro ano em que se tentou uma reaproximação significativa com os brinquedistas formados nos anos anteriores do curso. “Este primeiro esforço pretende ser sustentado por contatos mais freqüentes por e-mail, visitas e a publicação de pequenas notas no nosso site, do trabalho desenvolvido por esses brinquedistas formados por nós”, explica a coordenadora do Curso e também da Brinquedoteca da Associação Serpiá, Ingrid Cadore.
Essa preocupação com a continuidade da formação não é à toa. Afinal, um educador brinquedista não se forma com apenas 40 horas de um curso. Segundo Ingrid, apesar do conteúdo teórico-prático oferecido pela SERPIA possibilitar uma sensibilização e um encantamento inicial, somente após a inserção numa brinquedoteca é que começa a formação continuada. “Só se aprende de fato, fazendo!”, resume ela.
Ainda assim, a Associação SERPIA já está estudando a possibilidade de formação de grupos de estudo abertos à comunidade para tratar de temas diversos, inclusive relacionados ao brincar e às brinquedotecas. “Também pretendemos oferecer com mais freqüência cursos de 8 ou 12 horas com temas bem específicos, para instituições que queiram implantar uma Brinquedoteca ou discutir temas de educação continuada de sua equipe”, salienta Ingrid.
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Fantasias foram um dos recursos utilizados para que os participantes vivenciassem o espírito lúdico.
O curso deste ano, realizado no Colégio Anjo da Guarda pela Associação Serpiá em pareceria com a Associação Brasileira de Brinquedotecas, foi um verdadeiro sucesso. Por durante 40 horas, do dia 16 ao dia 20 de julho, 66 pessoas aprenderam, praticaram e relembraram um pouco a importância do brincar.
Entre os participantes, gente de todas as idades e profissões: teve de estudante à professora, de babá à dona de casa; psicólogos, atrizes, uma estudante de arquitetura, outra de designer, uma economista, uma empresária, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogas, assistentes sociais, pedagogas, marqueteiras, uma bacharel em teologia e até uma advogada.
Mais sobre o curso
Curso oferece supervisão a projetos
A brinquedoteca da Associação SERPIÁ costuma comemorar todos os aniversários – tanto das crianças e jovens, quanto da equipe de voluntários e funcionários. Afinal, o dia do aniversário de cada um é um dia especial!
No dia 23 de setembro, a pedagoga Nylse Helena Silva Cunha completa mais uma “primavera”. Nylse teve papel fundamental na criação da Associação Brasileira de Brinquedotecas – a ABBri. Afinal, foi Nylse a criadora da primeira brinquedoteca brasileira, na Escola Indianápolis, em São Paulo. E já se vão 30 anos…
De lá pra cá, Nylse ajudou a fundar outras brinquedotecas, como a Brinquedoteca terapêutica da APAE, também na cidade de São Paulo, e ainda, tornou-se importante conferencista internacional, participando de congressos de educadores brinquedistas nos cinco continentes.
E a saga de Nylse não pára por aí. Ela escreveu o primeiro livro no Brasil de catalogação de brinquedos, além de muitos outros relacionados ao lúdico e às brinquedotecas.
“Admiro o trabalho de formiguinha que ela fez, atendendo pessoas do Brasil inteiro para assessorar projetos. Ela fez isso a vida inteira, gratuitamente”, conta a coordenadora da Brinquedoteca da Associação SERPIÁ, Ingrid Cadore. “Ela me enche os ouvidos, com tanta coisa que está fazendo em São Paulo!”, diverte-se Ingrid.
Atualmente, Nylse Cunha é vice-presidente da ABBri, membro da ITLA (“Internacional Association of Toy Libraries”) e da I.P.A, a Associação Internacional pelo Direito da Criança Brincar.
A ela, os sinceros parabéns e agradecimentos da equipe da SERPIÁ!
Nos dias 17 a 21 de julho de 2006 aconteceu em Curitiba o III Curso de Educador brinquedista e organização de brinquedoteca organizado pela Associação Serpiá em parceria com a Associação Brasileira de Brinquedoteca. O curso contou com a presença da prof. Nylse Helena Silva Cunha, pioneira na implantação de brinquedotecas no Brasil e um corpo docente de profissionais que atuam nas áreas de educação, saúde e brinquedotecas de vários contextos.
Ao todo, 60 alunos de diversas localidades do Paraná, entre elas, Curitiba e região metropolitana, Londrina e Maringá lotaram as dependências da Villa Santa Thereza, no Jardim Social, e puderam durante a semana se capacitar através de base teórica e na prática para atuar em brinquedotecas de escolas, clínicas, hospitalares, comunitárias e para pessoas com necessidades especiais.
No final do curso o clima foi de entusiasmo com vários alunos fazendo depoimentos sobre a satisfação e a importância do curso em suas vidas profissionais e pessoais. Para Maria Aparecida, o conhecimento adquirido no curso ajudará na formação de seus filhos e na área profissional com ajuda nas brinquedotecas existentes em Curitiba. “Ajudar na brinquedoteca será uma oportunidade para melhorar a auto-estima e até uma possível mudança na condição social de muitas crianças”.
Segundo a participante Danielle o curso fomentou seu desejo de montar uma brinquedoteca dentro do Hospital onde trabalha. “Temos o objetivo de tornar um tratamento ou uma internação não tão frustrante e dolorida, pois brincando não dói, e esse será o lema da brinquedoteca”.
Com outro foco, a desenhista Andressa sentiu-se mais instigada a projetar brinquedos durante o curso. Segundo a desenhista, durante as palestras ela conseguiu fazer desenhos de três novos brinquedos, e um deles para crianças autistas. “Graças às informações adquiridas no curso eu poderei dar continuidade a esses esboços de brinquedos e desenvolver um trabalho”.
Abaixo estão algumas imagens do curso:
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III Curso de Educadores Brinquedistas e Formação de Brinquedoteca – 2006






