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Cláudia Rietter é aluna de psicologia na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na SERPIÁ desde outubro de 2008, já atuou como voluntária e, atualmente, é supervisora dos voluntários. Cláudia estagiou na Escola de Educação Especial Alternativa, onde teve contato com alunos com Transtorno Global do Desenvolvimento.

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A nova edição do Curso de Educador Brinquedista, promovida pela SERPIÁ e certificada pela  ABBri – Associação Brasileira de Brinquedotecas -, abordará a importância do brincar nos mais diferentes contextos e os novos alunos terão a oportunidade de entender tanto a prática quanto a teoria das brinquedotecas nas 40h de aula.

As brinquedotecas são espaços que encorajam o livre brincar e que utilizam o lúdico de modo que incentive a criança a se expressar e a se desenvolver fisicamente e emocionalmente. Dessa forma, profissionais com a formação de educador brinquedista podem enxergar além das necessidades das crianças e, assim, orienta-las da melhor forma possível.

A programação

As palestras irão tratar de temas como a brinquedoteca no contexto universitário, nas clínicas interdisciplinares e também nos hospitais. Além disso, haverá aulas sobre fabricação de origamis e paper toys, sem esquecer das palestras sobre a introdução de brincadeiras cantadas  e das brincadeiras tradicionais nas brinquedotecas.

O Curso de Educador Brinquedista ocorrerá entre 19 e 23 de Julho, na Fundação Ecumênica de Proteção aos Excepcionais, a FEPE. As inscrições serão feitas através do telefone (41) 3015-2045 ou pelo fax no (41) 3015-2066.

Os preços são diferenciados para quem é estudante e também para qualquer um que pagar antes de 3 de julho.

O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.

A formação

O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 36 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente. “O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a  sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.

O melhor dos dois mundos

Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas  especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.

I Curso de Educador brinquedista Hospitalar encerra com sucesso

06/05/2010

O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.

A formação

O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 30 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente.O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a  sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.

O melhor dos dois mundos
Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.

Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas  especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências
”.

Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.

Confira as fotos do curso: (clique para ampliar)

I Curso de Educador brinquedista Hospitalar encerra com sucesso

06/05/2010

O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.

A formação

O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 30 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente. “O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a  sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.
O melhor dos dois mundos
Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas  especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.

Confira as fotos do curso: (clique para ampliar)

O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).

Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.

Diversidade de público e de conteúdo

Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.

A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.

Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.


Para cada participante o curso deixa uma marca

Durante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.

Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.

A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.

Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.

O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).

Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.

Diversidade de público e de conteúdo

Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.

A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.

Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.

Para cada participante o curso deixa uma marca

Durante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.

Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.

A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.

Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.

O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).

Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.
Diversidade de público e de conteúdo

Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.

A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.

Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.

Para cada participante o curso deixa uma marcaDurante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.

Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.

A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.

Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.

O Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas promovido pela SERPIÁ, em parceira com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), formou mais uma turma de brinquedistas no final do mês de janeiro. Aproximadamente 35 alunos participaram da primeira edição de verão do curso – que está em sua sétima edição – realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro no Serviço Social da Indústria (SESI).

Segundo a coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, a edição de verão surgiu do desejo da instituição em capacitar educadores brinquedistas para atuarem em seus projetos já no início do ano. “Muitos alunos não conseguem vagas na turma de julho (mês tradicional de realização do curso) e se torna muito distante o intervalo de um ano para a realização de outra edição”, comenta.
Diversidade de público e de conteúdo

Mais uma vez a diversidade de público esteve presente entre os alunos do curso. Participaram do encontro com o brincar estudantes, educadores, psicólogos, fonoaudiólogos e funcionários públicos que, durante as aulas, lembraram da infância e voltaram a ser crianças. “A diversidade quanto à formação profissional da turma possibilita uma troca de opiniões muito rica e a percepção de que o trabalho realizado em brinquedotecas é uma possibilidade que sempre vai permear suas ações profissionais e sua vida familiar”, explica a coordenadora.

A primeira edição de verão do curso apresentou também algumas novidades no que se refere aos conteúdos propostos e aos ministrantes. Para Ingrid, essas modificações comprovaram que a diversidade de enfoques de cada professor possibilita um investimento na educação continuada de todos os educadores brinquedistas, assim como dos professores do curso. “Esse investimento não se refere somente aos conhecimentos teóricos, mas também possibilita o acesso às práticas realizadas em outras instituições”, afirma.

Um bom exemplo disso foi a inserção da aula de Ecoludicidade, ministrada pela professora Teresa Nunes, na programação do curso. Durante a aula, a professora apresentou aos alunos um acervo com aproximadamente 100 itens, entre jogos e brinquedos, feitos com sucata. “Levei o peão da atividade de ecobrinquedoteca para o meu irmão, que tem 10 anos, e a brincadeira fluiu. Nunca pensei que, mesmo estando tão próxima, ele sentisse a minha falta nas suas brincadeiras”, conta a estudante de psicologia Gleice Justo.

Para cada participante o curso deixa uma marcaDurante os cinco dias de aula a brincadeira correu solta. Os participantes pularam, cantaram, jogaram e até no momento da ‘colação de grau’ ela esteve presente – peixinhos feitos de balão, que nadavam em um mar de plástico, entregaram os certificados aos ‘formandos’.

Para grande parte dos alunos, o curso correspondeu às expectativas na medida em que possibilitou um olhar diferenciado sobre o brincar. “Vejo brincadeira em tudo; minha vida pessoal e o meu olhar em relação ao brincar dos meus filhos ficaram mais ricos”, conta a educadora infantil Fernanda Achcar.

A estudante de psicologia conta que, além do complemento à formação universitária, participar do curso contribui com a sua vida pessoal. “Trabalho com crianças e com grupo de jovens. O curso me ajudou a ver que, não importa onde eu esteja, posso atuar como brinquedista e contribuir com as crianças através do ‘livre brincar’”, conta. Já a designer Maíra Furukawa diz que saiu do curso com vontade de ser voluntária, de trabalhar com crianças.

Na opinião de Ingrid, o fato que marcou a sétima edição do curso foi a presença de alunos inscritos por instituições públicas da Região Metropolitana de Curitiba. “Conhecendo o potencial empreendedor de muitos alunos vejo com esperança a possibilidade deles também exercerem papel essencial, no âmbito das políticas públicas, no que se refere ao brincar mediado e o atendimento das necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade” comenta.

O curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas, promovido pela SERPIÁ em parceria com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), já se tornou um evento tradicional no calendário julino de Curitiba. Neste ano, o encontro com o brincar aconteceu entre os dias 13 e 17 de julho, na Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe).

A cada ano, o curso  vem se caracterizando por atrair diferentes públicos, por alcançar cidades cada vez mais distantes e nessa sexta edição não foi diferente. Pedagogas, psicólogas, estudantes, professores de educação física, advogados, vindos de várias cidades – como Curitiba, Irati, Jaraguá do Sul, Pontal do Paraná, Castro, Londrina, Santo Antonio da Platina – participaram das aulas.

Brincando e aprendendo

Durante os cinco dias de encontro, os 60 alunos, além de assistir às aulas, riram, fantasiaram, brincaram, enfim, voltaram a ser criança, mas sem deixar o aprendizado de lado. Apesar do clima de descontração e entusiasmo que envolvia participantes e professores, o objetivo de trocar conhecimentos não foi esquecido num só instante. “Os professores são muito abertos para passar o conhecimento; a gente troca experiências com eles e com os colegas, está sendo muito legal”, contou a psicóloga Cleusa Irigonhe.

Para cada aluno essa transferência teve um significado diferente. A auxiliar de classe Leonides Veloso comentou que participar do curso foi uma forma de aprimorar seus conhecimentos. “Eu já atuo na área, mas o curso me trouxe novas idéias e novos métodos de aproximação das crianças”, afirmou. Já o coordenador de lazer, Rafael Ramos, disse que a descoberta do que é ser um educador brinquedista e das possibilidades que o brincar oferece surpreenderam. “Eu nunca tive contato com o que é ser um educador brinquedista, não sabia que quem fazia a brinquedoteca era o brinquedista e não os brinquedos. Eu nasci de novo para o brincar”, contou entusiasmado.

No penúltimo dia de aula, alunos e professores já estavam com a sensação de que os dias tinham passado rápido demais. “Estou vendo que está acabando, vai ficar aquele gostinho de ‘quero mais’”, disse a pedagoga Sandra Weber. Mas todos eles, ao final do curso, saíram com uma bagagem que vão carregar para sempre, como contou a funcionária pública Cleide Steniski. “O curso fez com que eu vislumbrasse uma nova direção para o meu trabalho. Estou me sentindo uma brinquedista; vou sair daqui com uma riqueza bem grande e quero plantar essa semente”, afirmou.

Dever cumprido

A coordenadora do curso, Ingrid Cadore, comentou, baseada na avaliação feita pelos alunos, que a sexta edição do curso de educador brinquedista foi um sucesso. Segundo Ingrid, isso se deve a experiência acumulada ao longo dos anos e ao empenho dos professores, monitores e da equipe SERPIÁ, que se dedicaram para que tudo acontecesse da melhor forma possível.

Para a coordenadora, o momento lúdico que marcou essa edição foi o último dia de aula, o “Dia da Fantasia”. “Os alunos foram convidados a assistir às aulas caracterizados, as monitoras se fantasiaram no capricho e até o Tarso Cadore (o presidente da SERPIÁ, Hélio Cadore, interpretando o personagem) compareceu para brincar com a gente, fazendo com que todos dessem boas risadas”, lembrou.

curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas, promovido pela SERPIÀ em parceria com a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), já se tornou um evento tradicional no calendário julino de Curitiba. Neste ano, o encontro com o brincar aconteceu entre os dias 13 e 17 de julho, na Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe).

A cada ano, o curso  vem se caracterizando por atrair diferentes públicos, por alcançar cidades cada vez mais distantes e nessa sexta edição não foi diferente. Pedagogas, psicólogas, estudantes, professores de educação física, advogados, vindos de várias cidades – como Curitiba, Irati, Jaraguá do Sul, Pontal do Paraná, Castro, Londrina, Santo Antonio da Platina – participaram das aulas.

Brincando e aprendendo

Durante os cinco dias de encontro, os 60 alunos, além de assistir às aulas, riram, fantasiaram, brincaram, enfim, voltaram a ser criança, mas sem deixar o aprendizado de lado. Apesar do clima de descontração e entusiasmo que envolvia participantes e professores, o objetivo de trocar conhecimentos não foi esquecido num só instante. “Os professores são muito abertos para passar o conhecimento; a gente troca experiências com eles e com os colegas, está sendo muito legal”, contou a psicóloga Cleusa Irigonhe.

Para cada aluno essa transferência teve um significado diferente. A auxiliar de classe Leonides Veloso comentou que participar do curso foi uma forma de aprimorar seus conhecimentos. “Eu já atuo na área, mas o curso me trouxe novas idéias e novos métodos de aproximação das crianças”, afirmou. Já o coordenador de lazer, Rafael Ramos, disse que a descoberta do que é ser um educador brinquedista e das possibilidades que o brincar oferece surpreenderam. “Eu nunca tive contato com o que é ser um educador brinquedista, não sabia que quem fazia a brinquedoteca era o brinquedista e não os brinquedos. Eu nasci de novo para o brincar”, contou entusiasmado.

No penúltimo dia de aula, alunos e professores já estavam com a sensação de que os dias tinham passado rápido demais. “Estou vendo que está acabando, vai ficar aquele gostinho de ‘quero mais’”, disse a pedagoga Sandra Weber. Mas todos eles, ao final do curso, saíram com uma bagagem que vão carregar para sempre, como contou a funcionária pública Cleide Steniski. “O curso fez com que eu vislumbrasse uma nova direção para o meu trabalho. Estou me sentindo uma brinquedista; vou sair daqui com uma riqueza bem grande e quero plantar essa semente”, afirmou.

Dever cumprido

A coordenadora do curso, Ingrid Cadore, comentou, baseada na avaliação feita pelos alunos, que a sexta edição do curso de educador brinquedista foi um sucesso. Segundo Ingrid, isso se deve a experiência acumulada ao longo dos anos e ao empenho dos professores, monitores e da equipe SERPIÁ, que se dedicaram para que tudo acontecesse da melhor forma possível.

Para a coordenadora, o momento lúdico que marcou essa edição foi o último dia de aula, o “Dia da Fantasia”. “Os alunos foram convidados a assistir às aulas caracterizados, as monitoras se fantasiaram no capricho e até o Tarso Cadore (o presidente da SERPIÁ, Hélio Cadore, interpretando o personagem) compareceu para brincar com a gente, fazendo com que todos dessem boas risadas”, lembrou.

A ONG mexicana Fundacíon Jugar es Crescer, especializada em consultoria e formação de brinquedotecas e educadores brinquedistas, lançou o boletim trimestral Balero, com notícias, artigos e reflexões sobre atividades de brinquedoteca. É uma boa oportunidade para conferir o que acontece lá fora, possibilitando um intercâmbio entre as práticas dos brinquedistas do México e daqui do Brasil. Nessa edição, o boletim fala, entre outras coisas, sobre a tarefa de administrar uma brinquedoteca.

Visite também o site da fundação.

Fundação brinquedista mexicana lança boletim informativo

02/03/2009

A ONG mexicana Fundacíon Jugar es Crescer, especializada em consultoria e formação de brinquedotecas e educadores brinquedistas, lançou o boletim trimestral Balero, com notícias, artigos e reflexões sobre atividades de brinquedoteca. É uma boa oportunidade para conferir o que acontece lá fora, possibilitando um intercâmbio entre as práticas dos brinquedistas do México e daqui do Brasil. Nessa edição, o boletim fala, entre outras coisas, sobre a tarefa de administrar uma brinquedoteca.

Visite também o site da fundação.

Por Cristina Rocha Sens

Mais do que uma formação adicional à formação acadêmica, o V curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas, promovido pela SERPIÁ de 21 a 25 de julho na escola Anjo da Guarda, contribuiu também para a formação pessoal de quem participou. Ana Paula de Bairros Lima é estudante de Pedagogia e mãe. Sua graduação tem ênfase em Educação Infantil e ela sentia falta de saber como brincar com crianças.

“O que aprendo aqui levo para a sala de aula e discuto com os meus colegas, tem sido enriquecedor. É importante termos esse conhecimento porque as crianças estão sempre procurando por coisas novas”, contou no penúltimo dia do curso. O Terapeuta Ocupacional Cláudio Aurélio de Souza faz coro: “É fundamental aprimorarmos nossos conhecimentos”, diz ele. Além disso, Ana Paula garante que vai melhorar na formação do seu filho. “Com certeza vou aplicar em casa o que aprendi”.

A dona-de-casa Maria Aparecida Leite tem quatro netos e se diz “louca” por crianças. Pensando em contribuir com o desenvolvimento dos pequenos, ela fez o curso. “Quero ensinar a eles as brincadeiras de antigamente, que são mais saudáveis”, conta. E ela tem planos para o futuro: pretende montar uma brinquedoteca no condomínio em que mora. “Tem muitas crianças lá. Então seria bom para elas, para meus netos e para mim, pois aprendo muito com eles”. Sua reclamação é que os dias do curso passaram muito rápido. “Foi bem proveitoso e dá impressão que foi curto. É uma pena já ter acabado”, lamenta.

Diversidade

A coordenadora do curso, a conselheira da SERPIÁ Ingrid Fabian Cadore, se diz surpresa com a variedade de público querendo aprender como o brincar influencia no desenvolvimento humano. “A cada ano me surpreendo com o interesse dos profissionais pelo brincar. A turma de 2008 se caracteriza pela diversidade de campos de trabalho, com profissionais da área clínica, outros que vão trabalhar com pessoas com necessidades especiais e até mesmo acadêmicos”, conta.

No total, 52 pessoas participaram do curso. Gente de todas as idades e algumas vindas de outras cidades, como Guapirama, Piraí do Sul, Nova Londrina e até Rondonópolis (MT). Tantos interessados no assunto evidencia, segundo Ingrid, um conceito de saúde. “Preventivamente, temos uma comunidade cada vez maior acreditando que brincar é essencial ao desenvolvimento humano”.

Para ela, está provado que ou se faz alguma coisa para que as crianças possam brincar, ou “teremos muito trabalho para superar as dificuldades daquelas que não conseguem aprender porque não brincaram”.

A brincadeira beneficia a criança em diversos aspectos e, para isso, atuação do educador brinquedista é fundamental

Por Cristina Rocha Sens

Além de divertir e servir como passa-tempo, brincar oferece benefícios não tão evidentes assim, como socialização, auto-conhecimento e descoberta do mundo. A brincadeira, desde que seja a escolhida pela criança (pois atende suas necessidades pessoais), é a atividade mais completa no desenvolvimento infantil, contribuindo para a formação física, intelectual, emocional e social do cidadão. “Brincar forma as pessoas. Quanto mais a criança brinca, mais aprende a conviver com os outros. O adulto que mais brincou é aquele mais criativo para lidar com a vida, pensa mais, inventa mais”, explica a conselheira da SERPIÁ Ingrid Cadore.

Mas, para tanto, é fundamental a presença de um adulto capaz de acolher as variadas formas de brincar, oferecer novas idéias lúdicas, organizar os pequenos em suas brincadeiras e negociar a imposição de limites e regras – o educador brinquedista. “Só as regras que são pensadas são aceitas e por isso serão mantidas mesmo que não haja vigilância. Esse é o maior benefício do jogo com regra, o princípio do pensamento ético, moral”, destaca Ingrid. A atuação desse profissional é essencial e exige preparo, pois ele precisa entender a importância do seu trabalho e o que a brincadeira significa para a criança.

Apesar de ainda não ser reconhecida como profissão, a formação de educador brinquedista é uma capacitação adicional à formação acadêmica (de qualquer área) e vem tendo sua importância reconhecida gradualmente. Em 2005, foi aprovada a Lei número 11.104, de autoria da Deputada Federal Luiza Erundina, que obriga hospitais e unidades de saúde de todo o país, com atendimento pediátrico, a instalar brinquedotecas em suas dependências contribuindo, assim, para diminuir o sofrimento da internação hospitalar, com resultados comprovados de ajuda para o restabelecimento da saúde da criança.

Profissionais dos mais variados segmentos podem formar-se educador brinquedista, e não necessariamente para atuar em brinquedotecas. “Pessoas que trabalham ou desenvolvem projetos para crianças podem participar da formação, sejam da área da saúde, da educação, publicitários, arquitetos, urbanistas”, exemplifica a conselheira da SERPIÁ.

Um espaço que interliga o brincar e o fazer criativo com as terapias, a brinquedoteca é uma área específica para as crianças, que contam com um especialista pronto para incentivar e mediar o livre brincar. O conceito de brinquedoteca, ainda pouco conhecido no Brasil, evoluiu de “biblioteca de brinquedos”, um serviço de empréstimo de brinquedos e jogos, para o de “espaço especialmente preparado para brincar”, presentes em escolas, hospitais e clínicas, por exemplo.

De acordo com Ingrid, é preciso acabar com o mito de que o ambiente é apenas para crianças. “Brinquedoteca é uma alternativa social que visa atender pessoas de qualquer idade”, definiu.

Curso

Pelo quinto ano, a SERPIÁ promove o V Curso de Formação de Educadores Brinquedistas e Organização de Brinquedotecas, de 21 a 25 de julho na escola Anjo da Guarda. Esse curso acontece em apenas duas cidades do Brasil: Curitiba e São Paulo.

Coordenado por Ingrid Cadore e certificado pela Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), tem duração de 40 horas e inclui aulas teóricas e práticas.

A coordenadora ressaltou que o módulo Elaboração de Projetos é uma característica do curso de Curitiba e que a grade curricular contempla as especificidades dos campos de atuação: brinquedoteca na clínica interdisciplinar, brinquedoteca comunitária, escolar e hospitalar. Além disso, após o curso, serão ofertadas duas horas gratuitas de assessoria em grupo a projetos de brinquedotecas. “Essa ênfase é uma personalidade própria do nosso curso”, finalizou.

Mais informações pelos telefones 3015-2045 e 3015-2066.

Muitas pessoas contribuiram para fazer com que este curso tivesse êxito. A presença dos participantes, claro, foi fundamental. Porém, várias pessoas da Equipe SERPIÁ tiveram participação ativa durante não só as 40 horas daquela terceira semana do mês de julho, quanto também da preparação pré e pós curso.

Por isso, a homenagem fotográfica a essas pessoas – ainda que algumas, como as irmãs Jandira e Djanira, que trabalharam até no domingo, dia 15, não apareçam nas fotos a seguir.

A coordenadora Camila Gonçalves (ponta) e algumas das alunas-monitoras (da esquerda para a direita, a partir de Camila: Andressa Lewek, Naiara Longoni, Ana Claudia de Almeida, Gabriela Guérios e Renata Vieira). Voluntárias da SERPIÁ, elas ajudaram a organizar o curso e, de quebra, saíram formadas como educadoras brinquedistas.

Brinquedistas: o desafio agora é a continuidade. Para tanto, o apoio da ABBri é fundamental.

Como acontece em qualquer curso – inclusive (e principalmente) nos cursos de graduação, que ainda assim duram anos – nem todos aqueles que se formam necessariamente passam a atuar na área.

Por isso, seria muito otimismo achar que todas as 66 pessoas que participaram desta IV edição do “Curso de Brinquedista” (como é apelidado) irão realmente atuar em uma brinquedoteca – quanto mais, organizar uma.

Ainda assim, para aqueles que o fizerem, é fundamental associar-se à Associação Brasileira de Brinquedotecas – a ABBri.

“Em primeiro lugar, para ‘mostrarmos nossa cara’, ou seja, para que sejam conhecidas nacionalmente a seriedade e importância do trabalho realizado nas brinquedotecas”, reforça Ingrid Cadore. “Após trinta anos de existência da ABBri, ainda me deparo com profissionais das mais diversas especialidades e com a mídia em geral se surpreendendo com o profissionalismo desse trabalho, como se fosse uma idéia nova, uma profissão nova”, conta. Para Ingrid, este é um problema dos brasileiros que, diferente do que acontece na Europa e nos Estados Unidos, não têm uma cultura associativista desenvolvida e por isso cada um faz seu trabalho de forma isolada, sem tanta repercussão.

Além disso, não saber quantas brinquedotecas existem em Curitiba, no Paraná ou no Brasil dificulta a criação de políticas públicas que garantam às crianças o direito de brincar. “Como vamos conscientizar as autoridades da importância de se ter brinquedotecas públicas que atendam as necessidades lúdicas de pessoas de qualquer idade? Se não sabemos quantos somos, quais nossas chances de ver a profissão de educador brinquedista reconhecida? Finalmente, se não mostramos a nossa cara, como vamos ter recursos para sustentar a nossa brinquedoteca?”, questiona a coordenadora.