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O Projeto de Atendimento Clínico e Socialização de Crianças e Adolescentes é realizado pela SERPIÁ, em parceria com o COMTIBA e tem por objetivo subsidiar o atendimento de 100 crianças – entre zero e 18 anos – com transtornos psíquicos oriundas de famílias de baixa. Esse tratamento é feito de forma interdisciplinar, nas áreas de assistência social, fonoaudiologia, musicoterapia, pedagogia, psicologia, psiquiatria e terapia ocupacional, além de envolver a participação dos pacientes em oficinas terapêuticas e na brinquedoteca.

Você pode participar desse projeto e ajudar as crianças atendidas pela SERPIÁ fazendo uma doação através do portal Criança quer Futuro, da prefeitura de Curitiba. Pessoas jurídicas podem abater até 1% de seu imposto de renda em doações e pessoas físicas podem abater 6%. Na prática, você investe o dinheiro, que seria pago em impostos, no futuro dessas crianças. Saiba mais sobre como fazer uma doação.

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Projeto

A Associação SERPIÁ, em convênio com a Fundação de Ação Social (FAS), oferece o Programa Psicossocial de Atendimento às Famílias das crianças e adolescentes que se encontram em entidades sociais de abrigo. O principal objetivo do projeto é contribuir para a promoção do direito da criança à convivência familiar.

Incentivar o contato com a família faz  parte das atividades já desenvolvidas pelas instituições de abrigo, de acordo com o art. 92º do Estatuto da Criança e do Adolescente. Desde 2007, o programa atende 28 famílias, beneficiando diretamente 35 crianças e adolescentes, sendo que, no momento, outras 6 famílias encontram-se em contato.

Para tornar possível a convivência familiar é necessário que os problemas que geraram o afastamento das famílias de origem sejam trabalhados e ressignificados a partir da implicação subjetiva dos familiares. A convivência contribui para a preservação dos vínculos afetivos, mas não necessariamente garante o retorno das crianças a seus lares originais.

Os atendimentos são realizados de forma interdisciplinar nas áreas de Serviço Social, Psicologia, Musicoterapia, Terapia Ocupacional e Educação Brinquedista, sendo todas as atividades permeadas pela linguagem, redimensionando a singulariedade de cada caso em seu contexto familiar.

De acordo com dados de uma pesquisa de 2006 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são 80 mil crianças e adolescentes abrigadas em todo o Brasil. Destas, 13,3% são órfãos, o que significa que as outras 72 mil que estão abrigadas em casas-lares, 86,7% do total, têm uma família. As causas dos abrigamentos têm as mais variadas origens, tais como: violência, envolvimento dos familiares com álcool ou drogas e outras situações que colocam a criança em risco.

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Projeto Original

Aditivo 2008

Nos abrigos para crianças e adolescentes, há uma demanda muito grande por serviços de saúde mental. De acordo com o IBGE, 21% da população brasileira precisa ou vai precisar de serviços de atendimento à saúde mental e isso se reflete nessas instituições. Muitos desses jovens que vivem afastados de suas famílias apresentam comprometimentos graves em sua estruturação psíquica, necessitando, consequentemente, de um acompanhamento cuidadoso.

A Associação SERPIÁ, em convênio com a Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS), realiza o projeto de Atendimento Clínico e Socialização de 70 crianças e adolescentes em situação de abrigamento. O objetivo do projeto é o restabelecimento da saúde mental, aliado a reintegração à família, escola e sociedade.

O tratamento se dá através dos atendimentos clínicos interdisciplinares, nas áreas de psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, musicoterapia e terapia ocupacional. Como forma de auxiliar o tratamento clínico e de promover sua socialização, os jovens atendidos também participam de oficinas terapêuticas e brincadeiras mediadas por oficineiros e educadores brinquedistas.

O projeto foi iniciado em 2007, com previsão de atendimento para 52 crianças abrigadas. Em seis meses este número foi alcançado, bem como as expectativas em relação às avaliações qualitativas do trabalho. O resultado positivo fez com que se estabelecesse novo convênio em 2008, agora com a meta de atender 70 crianças e adolescentes abrigados.

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Projeto Original

Aditivo 2008

A instituição que trabalha com a clínica psicanalítica de crianças e adolescentes tem a possibilidade de incluir os pais desde o início do tratamento. Tal inclusão permite ver como os pais revivem e projetam nos filhos situações mal resolvidas que envolvem suas identificações e suas castrações simbólicas. É nesta medida que a psicanálise considera que o sujeito se constitui a partir de identificações com as figuras primitivas advindas das primeiras relações. Assim, muitas perturbações destas relações podem estar na origem dos transtornos mentais.

Portanto, a ênfase deste atendimento está em escutar a palavra dos pais sobre a situação familiar, conhecendo qual a posição que o pai e a mãe ocupam no contexto familiar e de que forma a criança está submetida a lei paterna.

Percebemos através de nossa prática com crianças que a inclusão dos pais no tratamento é um ponto de sustentação fundamental para a compreensão dos casos e para a definição da direção a ser adotada no processo terapêutico. É notório que, quando os pais se encontram distanciados demais do tratamento da criança, não demonstrando implicação e responsabilização pelos sintomas dos filhos, isso acaba gerando problemas na condução do caso clínico. Portanto, faz-se necessário pensar nos motivos e nas possíveis soluções para se manejar essas questões. Assim, estudar as diferentes abordagens de trabalho com os pais, bem como alguns autores que se dedicam a teorizar esse trabalho, torna-se tarefa fundamental para quem se propõe a atender crianças, seja no âmbito da clínica particular, seja no âmbito institucional.

Os encontros do núcleo são realizados semanalmente na SERPIÁ e têm duração de uma hora, nos quais os estudos são realizados através de textos de diferentes autores, discussão de casos clínicos e troca de experiências entre os componentes do grupo. Essa reunião é realizada na sexta-feira, às 17 horas.

Além disso, o núcleo cuida do Programa Psicossocial de Atendimento às Famílias das Crianças e Adolescentes que se Encontram em Entidades de Abrigo, realizado em parceria com a FAS.

Participantes:

Márcia Regina Motta
Thomas Rodolfo Brenner

Responsável pelo núcleo: Suely do Rocio K. Poitevin

Atendimento às crianças abrigadas

Atendimento às famílias

Atendimento clínico e socialização

Inclusão escolar

As oficinas complementam o plano terapêutico que visa o brincar e o fazer criativo, aliado às questões culturais. A participação nas oficinas é opcional, pois é uma demanda espontânea da criança ou do adolescente – apesar de, em muitos casos, os próprios terapeutas recomendarem aos pacientes a participação em determinada oficina. Para cada atividade existe um profissional especializado. Dessa forma, pretende-se atender da melhor maneira possível as crianças e adolescentes interessados em participar.

Alfabetização

Comunicação e Informática

Criatividade

Fotografia

Papel reciclado

Teatro

Oficinas desativadas

Na SERPIÁ, o desenvolvimento das questões acerca da saúde mental ganha forma também nos núcleos de estudo. Os núcleos são pensados através das questões que emergem do atendimento clínico, assim como das situações relativas ao nosso meio sócio-cultural. A participação nos núcleos é aberta a qualquer integrante da equipe SERPIÁ.

Atendimento à Família

Estudos sobre Adolescência

Estudos sobre o Brincar

Estudos de Terapia Ocupacional

Psicanálise com Crianças

Psicanálise e Educação

Núcleos desativados

A coordenação da SERPIÁ decidiu, nessa segunda-feira (3), suspender os atendimentos clínicos pelas próximas duas semanas. A medida, tomada em apoio às escolas e demais instituições públicas que também suspenderam suas atividades, tem como objetivo auxiliar no combate  à disseminação do vírus H1N1, causador da Gripe A. Os atendimentos devem ser retomados no próximo dia 17 de agosto. As atividades administrativas serão realizadas normalmente.