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17/09/10 (6ª.-feira):
08:00 – Credenciamento
08:30 – Abertura
- Maria Augusta de Mendonça Guimarães – Coordenadora Geral da Associação Serpiá.
- Hélio Cadore – Presidente da Associação Serpiá.
- Adalberto Carneiro – Gerente Executivo do SESC da Esquina.
09:00 – Conferência: José Outeiral
10:30 – Intervalo
11:00 – Mesa redonda: Interdisciplinaridade no Trabalho com Adolescentes
- Construções e Fazeres: uma experiência da Terapia Ocupacional na clinica interdisciplinar
- Marina Siqueira Campos – Terapeuta Ocupacional da Associação Serpiá e do Hospital Nossa Senhora da Luz, educadora brinquedista, técnica em artes cênicas pela Escola Técnica da UFPR.
- O Adolescente na Brinquedoteca.
- Ísis Romankiu de Alencar – Graduanda em Pedagogia, educadora brinquedista e responsável pela Brinquedoteca da Associação Serpiá.
- Clinica e Tratamento – é possivel com a Psicanálise?
- Maria Aparecida de Luna Pedrosa – Psicóloga, praticante da Psicanálise, mestre em Psicologia Clínica, membro da Associação Brasileira de Foruns do Campo Lacaniano e da Internacional Foruns Campo Lacaniano (Paris), coordenadora de Pesquisa e Transmissão da Associação Serpiá.
- Debatedora: Regina Célia Titotto Castanharo – Terapeuta Ocupacional, professora do curso de Terapia Ocupacional da UFPR e Conselheira da Associação Serpiá.
12:30 – Almoço
14:00 – Mesa Redonda: Quando a família é um risco para o adolescente?
- Aspectos Jurídicos do Processo de Abrigamento
- Lídia Munhoz Mattos Guedes – Juíza da 1ª. Vara da Infância e Juventude.
- Adoção na Adolescência
- Marília Vieira Frederico – Promotora de Justiça da 2ª. Vara da Infância e Juventude.
- Sobre Nome de Família
- Suely Poitevin – Psicanalista, coordenadora do Núcleo de Estudos de Família da Associação Serpiá.
- Debatedora: Marcia Frassão. Psicóloga, mestre em Psicologia pela UFSC, professora do curso de Psicologia da UFPR.
16:00 – Intervalo
16:30 – Conferência: José Outeiral
18/09/10 (sábado):
08:00 – Mesa redonda: Intervenções na Adolescência
- O Espaço da Criação na Clínica com Adolescentes Toxicômanos.
- Márcia Regina Motta. Terapeuta ocupacional da Associação Serpiá e do Hospital San Julian.
- Adolescência e Grupo
- Shirley Rialto Sesarino. Psicanalista, professora na PUC-PR, mestre em História pela UFPR.
- Programa Atitude – uma experiência com adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
- Clarissa Matos. Psicóloga do Programa Atitude – Secretaria de Estado da Criança e Juventude.
- Debatedora: Cassiana Atem. Psicóloga, coordenadora clínica da Associação Serpiá.
10:00 – Intervalo
10:30 – Mesa Redonda: Adolescência Vulnerável
- Os Rituais na Adolescência – articulações com as tentativas de suicídio.
- Célio Luiz Pinheiro. Psicanalista, mestre em Antropologia Social pela UFPR.
- Adolescência e Ficção: uma fenda no tempo.
- Angela M.S. Valore. Psicanalista. Analista-Membro da Association Lacanienne International. Analista-Membro, Membro fundador e presidente da LETRA-Associação de Psicanálise. Professora na UTP e PUC-PR.
- O Adolescente em Conflito com a Lei: apontamentos, impasses e direções.
- Lílian Mara Gheno. Psicóloga da Delegacia do Adolescente.
- Debatedora: Juratriz Salete Ribas. Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Curitiba, psicóloga da escola de música DACAPO. Mestre em Ciências da Educação, especialista em saúde mental, psicóloga do CAPSad.
12:30 – Almoço
14:00 – Mesa Redonda: Possibilidades de Inclusão
- A Escola e a Inclusão na Adolescência
- Elise Haquim. Pedagoga, especialista em Educação Especial e Inclusiva, participante do Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação da Associação Serpiá.
- O Esporte como Possibilidade de Inclusão ao Adolescente
- Alceu Natal Neto. Membro fundador e primeiro presidente da ONG Futebol de Rua.
- O Jovem e a Arte: uma proposta de trabalho em ambiente não formal
- Rudinei Nicola. Educador, coordenador de projetos com juventude do IDDEHA (Instituto de Defesa dos Direitos Humanos).
- Debatedor: Danielle Guerra. Fonoaudióloga, especialista em Linguagem Clínica e Escolar, coordenadora do Portal da Inclusão, coordenadora do Projeto de Inclusão Escolar da Associação Serpiá.
16:00 – Intervalo
16:30 – Conferência: José Outeiral
18:00 – Encerramento
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A Oficina de Alfabetização foi pensada para atender às crianças e adolescentes com transtorno global no seu desenvolvimento que demonstram, de alguma forma, o interesse em se expressar pela palavra escrita ou através da leitura. Para participar o paciente pode ter ou não o conhecimento de nosso alfabeto e das regras da escrita. Se ele já tiver esta habilidade poderá aperfeiçoar a escrita de texto. Do contrário, será iniciado e desenvolvido o processo de alfabetização no decorrer das atividades.
Esta oficina acontece com no máximo quatro pacientes indicados por seus terapeutas, quando estes sentirem o interesse. A oficina funciona desde 2006 e está sempre aberta à participação daqueles que se interessam pela leitura e escrita.
Ministrante: Fabiana Sarturi.
O Núcleo de Estudos sobre Adolescência da Associação SERPIÁ nasceu com a ideia de montar um projeto de atendimento à adolescentes, no qual foi levado em conta questões específicas da clínica do adolescente, da sua demanda, da sua linguagem e forma particular de expressão.
O principal objetivo do núcleo é oferecer um espaço de tratamento aos adolescentes, dando-lhes um lugar para que possam trazer seus conflitos e angústias próprias deste período da vida e a possibilidade de elaboração dos mesmos. Trata-se de um acolhimento onde é ofertado não somente os atendimentos individuais dentro de cada especialidade, mas também um espaço de oficinas terapêuticas e sócio-culturais, como pintura, criação, fotografia, papel reciclado e comunicação e informática, uma vez que a expressão artística é um dos principais instrumentos que o adolescente utiliza como via de expressão e relação com o mundo.
As reuniões do Núcleo acontecem quinzenalmente, com o objetivo de realizar estudos teóricos envolvendo a temática da adolescência articulados à prática clínica.
Participantes:
Cezar Lemos
Ísis Romankiu de Alencar
Maira Brandão Benedito
Marina Siqueira Campos
Suely do Rocio K. Poitevin
Responsável pelo núcleo: Maria Augusta de Mendonça Guimarães
Na SERPIÁ, o desenvolvimento das questões acerca da saúde mental ganha forma também nos núcleos de estudo. Os núcleos são pensados através das questões que emergem do atendimento clínico, assim como das situações relativas ao nosso meio sócio-cultural. A participação nos núcleos é aberta a qualquer integrante da equipe SERPIÁ.
Por Maria Augusta de Mendonça Guimarães
A adolescência é uma fase da vida com características extremamente peculiares, onde o indivíduo se vê deparado com uma série de atitudes e escolhas que deve tomar. Inicia-se um processo de individualização significativamente ansiogênico para quem até então estava dependente do núcleo familiar. A eclosão dos hormônios e o desenvolvimento corporal são algumas das mudanças que o adolescente tem dificuldade de lidar, além de outras como o afloramento da sexualidade, as conseqüentes escolhas objetais, as definições sobre seus interesses e os posicionamentos perante os mais variados assuntos; e tudo se dando nos tempos da sociedade de consumo, da busca do prazer imediato e da solidão típicos da pós-modernidade. Além disso, o adolescente ainda precisa escolher uma profissão ou, pelo menos, é cobrado pela sociedade a entrar, de alguma forma, no mercado de trabalho. Portanto, faz-se necessário algumas considerações sobre esse período da vida tão conturbado que é a adolescência.
Confira a versão completa.
De acordo com especialista, sociedade deve assumir sua parte no compromisso de discutir a implementação de políticas públicas.
“O ECA – Estatuto da Criança e Adolescente, existe há 18 anos e até hoje não foi posto em prática”, afirma a promotora da Vara de Infância e Juventude de Londrina-PR, Édina Maria Silva de Paula, em entrevista ao Jornal Folha de Londrina-PR. A promotora acredita que, além de cobrar das autoridades, a sociedade deve assumir sua parte no compromisso de discutir a implementação de políticas públicas que atendam as crianças e dêem condições de vida digna para as famílias. Édina lembra que o estatuto tem 267 artigos, mas são discutidos apenas os 19 que falam da apuração do ato infracional.
Direitos – O artigo 3º do ECA define que as crianças e adolescentes gozam de todos os direitos fundamentais inerentes a pessoa humana. O ECA ainda assegura por lei, ou por outros meios, todas as oportunidades, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e dignidade.
Fonte: Folha de Londrina-PR
Por que muitos adolescentes se opõem às regras familiares, se envolvendo em gangues, assaltos, chacinas, tráfico de drogas ou delitos usando a informática?
Os adolescentes, independente da época e modo de vida em sociedade, têm perfil contestador. Ser rebelde faz parte desta fase da vida do ser humano, mas neste período pós-moderno a contestação deu lugar, em muitos casos, à delinqüência. Muitos profissionais das áreas da saúde mental, preocupados com este ambiente, propõe melhorias estruturais na sociedade.
Segundo Maria Augusta de Mendonça Guimarães, coordenadora terapêutica do CAPSi – Pinheirinho, a contestação está fora de controle, deixando pais, educadores e autoridades desnorteados. Além disso, a coordenadora enxerga um problema na nova estruturação familiar. “Os pais estão mais permissivos. Esta inversão de valores proporciona perda de referência, assim o jovem perde o senso de até onde pode ir” explica.
O espaço vazio encontrado pelos jovens está sendo preenchido pelo consumo. De acordo com Maria Augusta, o adolescente sente a necessidade de “comprar objetos, estar feliz e bonito o tempo todo”, e vai além, “o jovem acaba acreditando que ele precisa procurar o prazer o tempo inteiro”.
Para a Dra. Maria Carolina Serafim, psiquiatra e vice-presidente da ONG SERPIÁ (Serviços e Programas para a Infância e Adolescência), a sociedade em geral deve proporcionar espaços onde os adolescentes possam se expressar. “Devemos escutar o jovem e não somente recriminá-lo. Buscar conversar sobre suas atitudes antes de criticar suas ações”.
Dra. Maria Carolina exemplifica a inclusão dos adolescentes com ações relacionadas às comunidades. Para a psiquiatra, poderiam ser abertos espaços em rádios e jornais comunitários, além de programações extracurriculares em escolas e universidades.
Jornada de Estudos – Envolvidos com o tema, a ONG SERPIÁ e a PUC-PR realizam nos dias 12 e 13 de maio de 2006, a II Jornada de Estudos sobre a Adolescência. O evento, que acontecerá no auditório da PUC-PR, propõe debater os transtornos e as condutas dos adolescentes nas grandes cidades e buscar reflexões que auxiliem no processo educacional destes jovens.
Para a psicóloga Maria Augusta, a II Jornada de Estudos sobre a Adolescência é importante pelo alcance atingido junto aos profissionais que trabalham com o público jovem. Com quase todas as vagas preenchidas antecipadamente, a psicóloga vê na jornada a chance dos profissionais debaterem e refletirem “sobre as questões pertinentes aos adolescentes, focando no direcionamento que deve ser feito, principalmente, em relação aos trabalhos que hoje são realizados”.
A relação da música com a expressão corporal desenvolve a auto-expressão, a interação e a integração interpessoal, além de estimular o potencial criativo
Os estudos da musicoterapia utilizam os sons e a música em prol da saúde do ser humano. Crianças, adolescentes e adultos que por algum motivo apresentam dificuldades para se expressar verbalmente, podem trabalhar esta dificuldade em sessões de musicoterapia.
Segundo Iara Del Padre Iarema, musicoterapeuta da ONG SERPIÁ – Serviços e Programas para a Infância e Adolescência, a linguagem não-verbal são sons, expressões corporais, odores, silêncio, músicas, que todas as pessoas se utilizam, mesmo sem perceber, e através dos quais cada pessoa pode dizer sobre si. “Mesmo a linguagem verbal, que é a linguagem falada e escrita, é permeada por manifestações não verbais, pois além de “o que se fala”, “há o como se fala”. Nisso podem ser incluídas as cadências, respiração e ritmos da fala, gestos executados ao falar, se a fala é gritada ou sussurrada, entre outras” explica.
De acordo com a musicoterapeuta, entender o que o corpo esta dizendo é essencial para trabalhar a melhoria das pessoas. “Profissionais da área da saúde, musicoterapeutas, psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, e outros, podem ampliar sua leitura no trabalho com pacientes que tenham dificuldades na utilização da linguagem verbal”. Além disso, o não-verbal é importante para os profissionais da área da educação e artistas em geral.
Os estudos nesta área, segundo Iara, independentemente da formação profissional, trará para o profissional uma perspectiva ampliada das manifestações de sua clientela, sejam suas intervenções focadas na saúde, educação ou nas artes.
