A SERPIÁ, em parceira com o Hospital Pequeno Príncipe (HPP) e a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), realizará o I curso de Educador Brinquedista Hospitalar, entre os dias 28 de abril e 01 de maio de 2010, em Curitiba.
O curso, destinado aos profissionais e estudantes das áreas da saúde e educação e às pessoas interessadas em atuar em brinquedotecas de hospitais, tem por objetivo capacitar os educadores para que possam implantar, gerir e trabalhar em brinquedotecas hospitalares. Segundo uma das coordenadoras do curso e responsável pela brinquedotecas do HPP, Patrícia Bertolini Izidório, essa capacitação é importante uma vez que a brinquedoteca inserida no hospital tem suas especificidades. “O brinquedista hospitalar precisa estar preparado para trabalhar com um público especial e heterogêneo e para fazer do brincar um facilitador durante o tratamento”, diz.
Além disso, como lembra a também coordenadora do curso e representante da ABBri em Curitiba, Ingrid Cadore, o curso possibilita aos alunos avaliarem-se quanto ao perfil para trabalhar numa brinquedoteca de hospital, oportuniza fazer o resgate de sua própria história de brincar e a entrar em contato com temas delicados, como o sofrimento.
Experiência
Um dos diferenciais do curso refere-se à vasta experiência que as instituições parceiras possuem sobre o brincar e formação de educadores brinquedistas. Como comenta Ingrid, a ABBri é referência nacional na formação de educadores brinquedistas e a SERPIÁ é pioneira na realização desses cursos em Curitiba. “E o HPP é referência nacional em hospital pediátrico, além de contar com 5 brinquedotecas em funcionamento, o que possibilita uma diversidade rara de informações aos alunos”, explica.
Programação
O I curso de Educador Brinquedista Hospitalar nasceu da demanda das pessoas que desejavam atuar em brinquedotecas desse contexto e da intenção de capacitar os brinquedistas de acordo com a lei nº 11.104/2005, que determina que todas as unidades de saúde que oferecem internamento pediátrico devem contar com brinquedotecas em suas instalações.
Para isso, durante as 32 horas de aulas, os alunos irão participar de palestras, visitas técnicas, oficinas e atividades práticas como forma de manterem contato com os conceitos teóricos e o repertório lúdico referentes à brinquedoteca hospitalar. “Um dos focos principais do curso é a orientação sobre o controle de infecção hospitalar, a segurança na manipulação dos brinquedos e em como atuar na brinquedoteca com responsabilidade”, comenta Patrícia.
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