A SERPIÁ celebrou nesta semana o Natal de 2008. Ao invés dos atendimentos nas salas, nas diversas especialidades, todos os dias foram de festas, planejadas por brinquedistas, oficineiros e terapeutas a partir das necessidades de cada turma de crianças e adolescentes. “A idéia era transformar o paciente no sujeito da festa, e não apenas no beneficiado”, conta a conselheira e coordenadora geral da brinquedoteca Ingrid Cadore. Nos outros anos, as festas foram realizadas em espaços cedidos para a instituição, com roteiros já pré-estabelecidos, em apenas uma data. “Foi uma ‘aposta’ da equipe, fazer uma festa de acordo com o pedido de cada paciente”, complementa a coordenadora.
E a “aposta” deu certo! “Em todos os dias, eles brincaram e participaram num nível de intensidade que a gente jamais tinha conseguido”, conta Ingrid. As festas foram cheias de espontaneidade, com muitas atividades desenvolvidas na hora, a partir dos próprios pacientes.
Festa do tudo
Um dos melhores exemplos aconteceu na terça-feira à tarde, quando aconteceu a “Festa do Nada”. Na semana anterior, ao serem questionados sobre o que queriam fazer no Natal, os pacientes responderam que não queriam fazer coisa alguma, “nada”. “No entanto, o nada, na psicanálise, é um objeto muito importante. É a partir do nada que se cria tudo”, explica o psicanalista Daniel Dias Brepohl. E a partir dessa idéia, foi planejada a festa. No início, a brinquedoteca foi fechada e os adolescentes atendidos nesse horário esperaram por uma “conversa” com o presidente da ONG. Era uma “pegadinha”: depois de alguns minutos de espera, os adolescentes foram convidados a escolher o que gostariam de fazer e a festa acabou sendo um sucesso. “Foi uma experiência muito legal”, conta Daniel. “No início houve uma certa inibição, mas depois tudo deu certo”.
As festas, mais do que comemorações formais, são parte da proposta terapêutica da instituição. “A felicidade causada por uma festa ajuda cada paciente a ter coragem para lidar com as dificuldades que vieram enfrentar aqui”, conta Ingrid. Para a pedagoga Elise Haquim, as comemorações oportunidades de integração entre as crianças e as famílias. “Além disso, é na relação com o outro que ela pode dizer sobre si mesma, o que nos ajuda no tratamento”, explica.
O natal não se restringiu aos terapeutas e pacientes da clínica. A presença das famílias também foi importante. “O acolhimento dos pais possibilita que eles conheçam melhor seus filhos, o que eles fazem, do que eles gostam, e isso ajuda a estreitar seus laços”, conta Ingrid. De acordo com Sandra Ferreira dos Santos, mãe de uma das crianças, esses momentos ajudam muito no tratamento de seu filho. “Ele se sente mais feliz, mais solto”, conta. Além das festas, Sandra costuma freqüentar a brinquedoteca junto com o filho. “Quando não venho, até sinto falta!”
As festas, de segunda a sexta
Segunda-feira: Na primeira festa, segunda-feira à tarde, teve apresentação de dança, circo e mágica, feitas pelos próprios pacientes. Foi a primeira aparição do Papai Noel Cezar, que animou festas em todos os dias da semana – haja presente!
Terça-feira: Na manhã de terça, a principal atração foi a brincadeira do “trenó”, feita com a ajuda do pai de um dos pacientes. Ao invés do trenó, porém, foi utilizado um tapete. Já a tarde foi a “Festa do Nada”, onde os pacientes puderam fazer… tudo. O Papai Noel foi um dos pacientes, que divertiu todo mundo com sua atuação. À noite ainda teve a festa da equipe – e nada de perder o pique!
Quarta-feira: Apesar da chuva, as crianças puderam brincar na sala da SERPIÁ, e se divertiram jogando futebol com uma bola gigante.
Quinta-feira: Com um grande número de adolescentes, na festa da manhã teve exibição de clipes de hip-hop. Além disso, teve a festa de aniversário de um paciente. Já no período da tarde, uma gincana animou crianças, adolescentes, pais, terapeutas, brinquedistas, oficineiro e até os publicitários da agência Practice (ver abaixo), que visitaram a SERPIÁ e participaram da festa.
Sexta-feira: No encerramento do Natal da SERPIÁ, as brincadeiras cantadas, o fantoche e o trenó, agora o “de verdade” (feito com um carrinho de mão) divertiram todo mundo. A festa foi tanta que a gente só foi servir o lanche na hora do almoço!
Natal de 2008 da SERPIÁ é comemorado “em casa”
19/12/2008
A SERPIÁ celebrou nesta semana o Natal de 2008. Ao invés dos atendimentos nas salas, nas diversas especialidades, todos os dias foram de festas, planejadas por brinquedistas, oficineiros e terapeutas a partir das necessidades de cada turma de crianças e adolescentes. “A idéia era transformar o paciente no sujeito da festa, e não apenas no beneficiado”, conta a conselheira e coordenadora geral da brinquedoteca Ingrid Cadore. Nos outros anos, as festas foram realizadas em espaços cedidos para a instituição, com roteiros já pré-estabelecidos, em apenas uma data. “Foi uma ‘aposta’ da equipe, fazer uma festa de acordo com o pedido de cada paciente”, complementa a coordenadora.
E a “aposta” deu certo! “Em todos os dias, eles brincaram e participaram num nível de intensidade que a gente jamais tinha conseguido”, conta Ingrid. As festas foram cheias de espontaneidade, com muitas atividades desenvolvidas na hora, a partir dos próprios pacientes.
Festa do tudo
Um dos melhores exemplos aconteceu na terça-feira à tarde, quando aconteceu a “Festa do Nada”. Na semana anterior, ao serem questionados sobre o que queriam fazer no Natal, os pacientes responderam que não queriam fazer coisa alguma, “nada”. “No entanto, o nada, na psicanálise, é um objeto muito importante. É a partir do nada que se cria tudo”, explica o psicanalista Daniel Dias Brepohl. E a partir dessa idéia, foi planejada a festa. No início, a brinquedoteca foi fechada e os adolescentes atendidos nesse horário esperaram por uma “conversa” com o presidente da ONG. Era uma “pegadinha”: depois de alguns minutos de espera, os adolescentes foram convidados a escolher o que gostariam de fazer e a festa acabou sendo um sucesso. “Foi uma experiência muito legal”, conta Daniel. “No início houve uma certa inibição, mas depois tudo deu certo”.
As festas, mais do que comemorações formais, são parte da proposta terapêutica da instituição. “A felicidade causada por uma festa ajuda cada paciente a ter coragem para lidar com as dificuldades que vieram enfrentar aqui”, conta Ingrid. Para a pedagoga Elise Haquim, as comemorações oportunidades de integração entre as crianças e as famílias. “Além disso, é na relação com o outro que ela pode dizer sobre si mesma, o que nos ajuda no tratamento”, explica.
O natal não se restringiu aos terapeutas e pacientes da clínica. A presença das famílias também foi importante. “O acolhimento dos pais possibilita que eles conheçam melhor seus filhos, o que eles fazem, do que eles gostam, e isso ajuda a estreitar seus laços”, conta Ingrid. De acordo com Sandra Ferreira dos Santos, mãe de uma das crianças, esses momentos ajudam muito no tratamento de seu filho. “Ele se sente mais feliz, mais solto”, conta. Além das festas, Sandra costuma freqüentar a brinquedoteca junto com o filho. “Quando não venho, até sinto falta!”
As festas, de segunda a sexta
Segunda-feira: Na primeira festa, segunda-feira à tarde, teve apresentação de dança, circo e mágica, feitas pelos próprios pacientes. Foi a primeira aparição do Papai Noel Cezar, que animou festas em todos os dias da semana – haja presente!
Terça-feira: Na manhã de terça, a principal atração foi a brincadeira do “trenó”, feita com a ajuda do pai de um dos pacientes. Ao invés do trenó, porém, foi utilizado um tapete. Já a tarde foi a “Festa do Nada”, onde os pacientes puderam fazer… tudo. O Papai Noel foi um dos pacientes, que divertiu todo mundo com sua atuação. À noite ainda teve a festa da equipe – e nada de perder o pique!
Quarta-feira: Apesar da chuva, as crianças puderam brincar na sala da SERPIÁ, e se divertiram jogando futebol com uma bola gigante.
Quinta-feira: Com um grande número de adolescentes, na festa da manhã teve exibição de clipes de hip-hop. Além disso, teve a festa de aniversário de um paciente. Já no período da tarde, uma gincana animou crianças, adolescentes, pais, terapeutas, brinquedistas, oficineiro e até os publicitários da agência Practice (ver abaixo), que visitaram a SERPIÁ e participaram da festa.
Sexta-feira: No encerramento do Natal da SERPIÁ, as brincadeiras cantadas, o fantoche e o trenó, agora o “de verdade” (feito com um carrinho de mão) divertiram todo mundo. A festa foi tanta que a gente só foi servir o lanche na hora do almoço!



