A inclusão escolar é um processo importante e legalmente exigido para crianças e adolescentes de nossa sociedade. Quando falamos de crianças com transtornos psíquicos, a importância desse processo cresce, uma vez que a inclusão pode favorecer seu tratamento.
Considerando-se a escola como espaço privilegiado da infância em nossa cultura, entende-se que o processo de inclusão escolar pode favorecer o reconhecimento da criança ou do adolescente com transtornos psíquicos como sujeitos de direitos e deveres dentro de uma comunidade. Além disso, este processo pode promover a (re)inserção da criança/adolescente na trama social (o que é próprio do humano), da qual se supõe ela excluída por razões concretas ou mesmo simbólicas.
No entanto, muitas vezes a permanência destas crianças e adolescentes em turmas de ensino regular é posta em questão por educadores, familiares e sociedade em geral, visto que, com frequência, os alunos considerados casos de inclusão requerem uma atenção maior e mais especializada do professor. Este tipo de trabalho exige do professor não só a transmissão de conteúdos pedagógicos, como também o investimento na integração destes alunos com os colegas e com a instituição escolar em geral. Tais exigências, entre outras, mobilizam questões subjetivas dos profissionais, principalmente acerca do lugar que ocupa como educador. Neste sentido, parece essencial um trabalho que vise apoiar o educador, promover seus questionamentos e construções sobre o assunto, além de contribuir para a sustentação do desejo que o mobiliza em seu trabalho cotidiano. É neste sentido que o Projeto de Inclusão Escolar propõe sua atuação.
Com o projeto de Inclusão escolar de crianças e adolescentes com transtornos psíquicos e/ou problemas em seu desenvolvimento integral, a Associação SERPIÁ, em convênio com a Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS), pretende incluir e favorecer a permanência de 70 crianças, promovendo seu atendimento e acompanhando os educadores neste desafio.
Para atingir esse objetivo, foram criados grupos de interlocução entre os profissionais da SERPIÁ e as equipes pedagógicas das escolas participantes. O projeto estipula ainda que seja promovido um programa de capacitação destes professores, tomando como base e servindo de complemento às experiências vividas neste trabalho precedente.
Saiba mais:
Gostaria de receber informações de como participar ou ser uma escola participante deste programa. Sou professora da Rede Municipal de Curitiba, atendoestudante em Sala de RecursosS, gostaria de conhecer melhor o SERPIA, para saber se este programa atenderia a necessidade de um aluno no momento, se poderia também visitar esta instituição?
Olá! Encaminhei o seu contato para a coordenadora do núcle e ela entrará em contato contigo.