Por Cristina Rocha Sens

Pipoca, pinhão, quentão, cachorro-quente. Quem foi ao Arraiá da Fundação Honorina Valente 2008 pôde se deliciar com os tradicionais comes e bebes de festa junina, assistir a apresentações artísticas e se divertir com brincadeiras, jogos e caracterização (maquiagem).

Mas, além de oferecer lazer e distração, o intuito do evento foi também aproximar algumas organizações não-governamentais de Curitiba. As comemorações à São João aconteceram durante os quatro finais de semana de junho e envolveram treze Ongs. Segundo o gerente de produção da Fundação e um dos coordenadores da festa, Aloir Pain, a proposta de integração e autonomia para as entidades foi cumprida. “Várias associações conheceram os trabalhos de outras e, por menor que isso seja, já vale”, afirmou. Por isso, quanto mais organizações participando, melhor, inclusive para a comunidade, que pode saber mais sobre cada uma.

A SERPIÁ participou do arraiá no dia 28 de junho. Montou barraca, expôs cartaz e integrantes da equipe profissional explanaram sobre a entidade. A conselheira da associação Ingrid Cadore se encarregou de atrair e divertir as pessoas com jogos, outra equipe cuidou de maquiar e caracterizar quem quisesse e outra, ainda, ficou responsável pela sinuca – que atraiu muitos e animou a festa.

De acordo com a educadora brinquedista Isis Romankiu de Alencar, responsável pela SERPIÁ na festa, foi uma chance de divulgar a Ong. “Sempre vale a pena aproveitar oportunidades de mostrar a entidade. Também foi legal porque pudemos oferecer uma outra proposta aos pacientes”, disse.

A idéia da participação também era conhecer outros trabalhos e experimentar. “Nunca tínhamos feito festa junina nem qualquer tipo de comemoração aberta, como foi esta. A experiência foi válida e com certeza dá para começarmos a pensar nos próximos anos”.

Do total de recursos que cada entidade arrecadou com a festa junina, metade será revertida para a Fundação Honorina Valente e metade ficará para a Ong.

Outro lado

De um lado, a organização, de outro, a participação. Odair, 16, da República Mossunguê, gostou da festa e destacou o correio elegante, em que mandou e recebeu recados, e as apresentações artísticas. “Foi muito legal ver os cegos cantando rap”. Envolvido pelo clima, ele e um amigo pediram para cantar. “Fomos lá e cantamos um funk carioca, muitas pessoas gostaram”.

Janaina, 15, da casa Nova Esperança, disse que tudo estava bom. “O que mais gostei foi ver as pessoas com síndrome de down dançando e se divertindo”.

Organizando ou participando, todo mundo curtiu a festa. Para quem ficou querendo mais, ou para quem não foi, ano que vem tem mais.

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