O atendimento psiquiátrico abrange a assistência à criança e ao adolescente, assim como a seus pais, familiares e equipes envolvidas no cuidado dos pacientes que apresentem problemas e alterações relacionadas ao desenvolvimento e estruturação psíquica. Auxilia e serve de suporte para a equipe responsável pelo paciente, ampliando as possibilidades de esclarecimento do diagnóstico e habilidade na condução da situação. O profissional deve lançar mão de seus conhecimentos éticos, psicodinâmicos e humanos para poder cuidar também da família ou cuidadores e necessita desempenhar vários papéis.
Deve servir como facilitador de encontros entre membros da equipe que também trabalhem com a criança, para propiciar a emergência de sentimentos, auxiliar no entendimento das reações da família, da equipe e da criança e auxiliar na identificação e no manejo de reações mal adaptativas ao estresse. Cabe ao psiquiatra diagnosticar psicoses orgânicas e não orgânicas, avaliar risco de suicídio, problemas de conduta e quadros depressivos ou ansiosos, dificuldades escolares, etc., recomendando a psicoterapia e/ou instituindo tratamento medicamentoso, quando necessário.
O trabalho interdisciplinar em saúde mental é um desafio para as equipes, principalmente na condução do tratamento de crianças e adolescentes, pois envolve outras áreas de atendimento, como a escolar, os conselhos tutelares, áreas sociais, etc.
É fundamental que o psiquiatra assuma uma postura terapêutica interando-se da história clínica, dos exames complementares, da fisiopatologia, da evolução, do prognóstico e das formas de tratamento propostas aos pacientes, procurando integrar informações de outros profissionais da equipe. O psiquiatra ao integrar as informações relativas a parâmetros psicológicos, biológicos, constitucionais, familiares e socioculturais, sugere um método de intervenção integrado aos demais profissionais envolvidos.
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