O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 36 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente. “O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.
O melhor dos dois mundos
Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
I Curso de Educador brinquedista Hospitalar encerra com sucesso
06/05/2010
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O melhor dos dois mundos
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
Confira as fotos do curso: (clique para ampliar)
I Curso de Educador brinquedista Hospitalar encerra com sucesso
06/05/2010
O Curso de Educador brinquedista Hospitalar, voltado a profissionais tanto da área da saúde, quanto a profissionais da psicologia e da pedagogia, foi idealizado há dois anos pela SERPIÁ e pelo Hospital Pequeno Príncipe e teve sua primeira edição entre 28 de abril e 1° de maio no auditório do HPP. A união surgiu graças à semelhança de valores das entidades. “Primeiro conhecemos as missões das duas entidades e vimos que havia vários pontos em comum.” – diz Ety Carneiro, diretora executiva do complexo do HPP. Mais de trinta alunos participaram do curso, que teve como palestrantes especialistas em brinquedoteca, como Germana Savoy – terapeuta brinquedista há 30 anos – que define a importância das brinquedotecas como “uma possibilidade de se ter uma recreação, um lazer, uma atividade criativa e lúdica, que faz com que o paciente se identifique não só com a doença, mas com seu lado são”.
A formação
O curso contou com mais de dez palestras e seis aulas práticas, além das dinâmicas de acolhimento. Para Ingrid Cadore, representante da ABBri em Curitiba e palestrante do evento, um curso de apenas 30 horas não forma um brinquedista, mas direciona os estudos de quem pretende realizar esse trabalho tão complexo e abrangente. “O que é possível é a transmissão de um referencial teórico básico e a sensibilização para algumas práticas lúdicas”, diz Ingrid. Ela afirma que a experiência da SERPIÁ em cursos de educador brinquedista, junto à solidez da ABBri e do HPP, garante uma formação teórico-prática de qualidade.
As aulas teóricas foram uma mescla de assuntos diversos relacionados ao tema infantil no contexto hospitalar, o que engloba o espaço da brinquedoteca e a importância do brincar. Um assunto que permeou a maioria das palestras foi o da humanização do atendimento. “É preciso que os hospitais tenham uma compreensão de que a sensibilidade é importante. Sensibilidade é um cuidado com a criança e com a família, de modo especial, com uma atenção maior, respeito maior, carinho maior”, fala Drauzio Viegas, médico pediatra, palestrante da aula inaugural.
Uma palestra que mostrou inovação foi a Pet Terapia, ministrada por Letícia Castanho, que demonstrou aos alunos como a brincadeira entre crianças e bichos de estimação pode ser saudável aos pequenos em tratamento. Segundo a estudante Letícia Chagas, “os palestrantes demonstraram-se com domínio do assunto e transmitiram informações realmente relevantes à prática”.
Uma das aulas práticas foi a da professora Edinha Galvão, arte-educadora. “Toda a história que ela mostrou foi muito interessante e na atividade a gente fez uma composição de um rosto e havia várias bocas e narizes pra completar”, conta a estudante Manuelle da Costa.
O melhor dos dois mundos
Para alunos que já trabalham com crianças, foi enriquecedor conhecer o mundo clínico e para quem já trabalhava em hospitais, foi uma oportunidade de aprender sobre um olhar mais humano no atendimento às crianças. “Nunca imaginei que dentro de um hospital eu pudesse viver momentos de tanto encantamento e encontrar tantas pessoas envolvidas em uma causa para o bem coletivo, sem nenhum estrelismo”, revela Gledy Guimarães, que é educadora.
Ingrid Cadore considera encantador observar os alunos se divertindo e se integrando, encantados com o que estão aprendendo. Para ela, “a diversidade entre os alunos quanto a suas especialidades, cidades de origem e locais de trabalho ampliam a riqueza da troca das experiências”.
Sobre o que teve de melhor no curso, Patrícia Bertolini, psicóloga do HPP e palestrante, resume: “A adesão dos alunos às atividades, principalmente nas oficinas práticas, onde eles realmente se divertiram e se entregaram à brincadeira”.
Confira as fotos do curso: (clique para ampliar)


