Por Cristina Rocha Sens
Mais do que uma formação adicional à formação acadêmica, o V curso de Formação de Educadores Brinquedistas e
Organização de Brinquedotecas, promovido pela SERPIÁ de 21 a 25 de julho na escola Anjo da Guarda, contribuiu também para a formação pessoal de quem participou. Ana Paula de Bairros Lima é estudante de Pedagogia e mãe. Sua graduação tem ênfase em Educação Infantil e ela sentia falta de saber como brincar com crianças.
“O que aprendo aqui levo para a sala de aula e discuto com os meus colegas, tem sido enriquecedor. É importante termos esse conhecimento porque as crianças estão sempre procurando por coisas novas”, contou no penúltimo dia do curso. O Terapeuta Ocupacional Cláudio Aurélio de Souza faz coro: “É fundamental aprimorarmos nossos conhecimentos”, diz ele. Além disso, Ana Paula garante que vai melhorar na formação do seu filho. “Com certeza vou aplicar em casa o que aprendi”.
A dona-de-casa Maria Aparecida Leite tem quatro netos e se diz “louca” por crianças. Pensando em contribuir com o desenvolvimento dos pequenos, ela fez o curso. “Quero ensinar a eles as brincadeiras de antigamente, que são mais saudáveis”, conta. E ela tem planos para o futuro: pretende montar uma brinquedoteca no condomínio em que mora. “Tem muitas crianças lá. Então seria bom para elas, para meus netos e para mim, pois aprendo muito com eles”. Sua reclamação é que os dias do curso passaram muito rápido. “Foi bem proveitoso e dá impressão que foi curto. É uma pena já ter acabado”, lamenta.
Diversidade
A coordenadora do curso, a conselheira da SERPIÁ Ingrid Fabian Cadore, se diz surpresa com a variedade de público querendo aprender como o brincar influencia no desenvolvimento humano. “A cada ano me surpreendo com o interesse dos profissionais pelo brincar. A turma de 2008 se caracteriza pela diversidade de campos de trabalho, com profissionais da área clínica, outros que vão trabalhar com pessoas com necessidades especiais e até mesmo acadêmicos”, conta.
No total, 52 pessoas participaram do curso. Gente de todas as idades e algumas vindas de outras cidades, como Guapirama, Piraí do Sul, Nova Londrina e até Rondonópolis (MT). Tantos interessados no assunto evidencia, segundo Ingrid, um conceito de saúde. “Preventivamente, temos uma comunidade cada vez maior acreditando que brincar é essencial ao desenvolvimento humano”.
Para ela, está provado que ou se faz alguma coisa para que as crianças possam brincar, ou “teremos muito trabalho para superar as dificuldades daquelas que não conseguem aprender porque não brincaram”.


