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O Terceiro Setor é o segmento da economia que engloba todas as entidades privadas que não têm fins lucrativos, mas sim, fins filantrópicos. Chama-se “terceiro”, pois pressupõe outros dois setores: o Estado e todos os órgãos vinculados a ele compõe o primeiro setor; e a iniciativa privada, as empresas com fins lucrativos formam o segundo setor.
O nome genérico ONG (Organização Não-Governamental) é uma espécie de apelido para denotar as instituições que fazem parte do Terceiro Setor. A Associação SERPIÁ, por sua atuação com fins sociais e por sua constituição jurídica de associação civil, também pode ser chamada, portanto, de ONG. Ainda que não seja governamental e que não tenha fins lucrativos, uma organização como a SERPIÁ pode estabelecer relações tanto com o governo quanto com a iniciativa privada – na forma de parcerias e convênios.
No entanto, o que caracteriza mesmo as instituições do Terceiro Setor é seu caráter social, os serviços que prestam à sociedade – tendo em vista a dificuldade de o Estado dar conta de todas as mazelas da população. Por isso, entidades como a SERPIÁ são constituídas sem objetivo de lucro, o que impede, neste caso, que seus dirigentes sejam remunerados. (Há instituições do Terceiro Setor cuja constituição jurídica permite a remuneração dos dirigentes pelo serviço prestado, mas para isso é necessária uma certificação, como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, as OSCIPs).
As oficinas complementam o plano terapêutico que visa o brincar e o fazer criativo, aliado às questões culturais. A participação nas oficinas é opcional, pois é uma demanda espontânea da criança ou do adolescente – apesar de, em muitos casos, os próprios terapeutas recomendarem aos pacientes a participação em determinada oficina. Para cada atividade existe um profissional especializado. Dessa forma, pretende-se atender da melhor maneira possível as crianças e adolescentes interessados em participar.
Na SERPIÁ, o desenvolvimento das questões acerca da saúde mental ganha forma também nos núcleos de estudo. Os núcleos são pensados através das questões que emergem do atendimento clínico, assim como das situações relativas ao nosso meio sócio-cultural. A participação nos núcleos é aberta a qualquer integrante da equipe SERPIÁ.
A Inclusão dos Pais no Tratamento Psicanalítico de Crianças/Adolescentes
Fórum Interdisciplinar
O Fórum Interdisciplinar se caracteriza pela reunião de um grupo de profissionais de diversas áreas - psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, musicoterapeutas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, assistentes sociais e brinquedistas – cujo objetivo é estudar e aprimorar as questões institucionais e clínicas, através de estudos de casos, análises de textos e apresentações dos núcleos de estudos. Os resultados desses encontros são caracterizados pelo aprimoramento e capacitação da equipe de profissionais das áreas multidisciplinares da SERPIÁ.
Confira os trabalhos já apresentados:
Tem o dom de se doar… e em algum momento sente-se chamado a desenvolvê-lo.
A Lei do Voluntariado, nº 9.608, sancionada em 18 de fevereiro de 1998 e publicada no Diário Oficial da União nessa mesma data, define o serviço voluntário como:
“A atividade não-remunerada, prestada por pessoa física à entidade pública de qualquer natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive, mutualidade”.
Para a filósofa Leilah Landim (UFRJ/1970), o voluntário tem um papel muito importante na sociedade. “É o cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não-remunerada, para causas de interesse social e comunitário”, diz Landim (que tem mestrado e doutorado em Antropologia Social) em seu livro Doações e trabalho voluntário no Brasil: uma pesquisa (Rio de Janeiro: 7 letras, 2000, p.11).
É pensando nesses conceitos que a Associação SERPIÁ oferece a possibilidade de conhecer e participar de forma concreta de suas atividades, através do serviço voluntário. A pessoa interessada pode experenciar algumas atividades desenvolvidas e doar seus talentos à Instituição, assim como desenvolver novas atividades que aliem seus conhecimentos pessoais às demandas da entidade.
Esta abertura enriquece a ambos: a Instituição se renova com valiosas contribuições e o voluntário pode, a partir da vivência prática e da identificação com nossa filosofia e princípios norteadores do nosso trabalho, amadurecer pontos de vista para realizar escolhas em sua vida profissional e pessoal.
“É o caminho desafiador para a afirmação de uma sociedade mais aberta e democrática, mais justa e eqüitativa”. (VILLELA, M. Jornal O Globo, Rio de Janeiro, 13 jul. 2001. Opinião, p.7).
Seja você também um voluntário da SERPIÁ! Saiba como.
Conheça os voluntários que já atuam conosco.
A equipe de comunicação da SERPIÁ é responsável pela manutenção e criação de conteúdos do site, pela elaboração, diagramação e edição do boletim quinzenal SERPIÁ em Ação, pela assessoria de imprensa e pela produção de notícias sobre acontecimentos da clínica. Além disso, faz a divulgação de eventos promovidos pela ONG, como cursos e jornadas, e é responsável pela comunicação interna.
Para entrar em contato com a equipe de comunicação da SERPIÁ, mande um e-mail para comunicacaoserpia@gmail.com
Supervisor:
Marco Carvalho
marco.carvalho@onda.com.br
Estagiária em comunicação:
Camila Rodrigues
Fotografia:
Cezar Lemos
Webmaster:
Marco Carvalho
Inserida na clínica interdisciplinar, a brinquedoteca SERPIÁ é um lugar especialmente preparado para acolher o paciente, onde ele diz de si através do livre brincar, jogar ou outra atividade lúdica à sua livre escolha. Tudo convida para sentir, pensar, expressar, conhecer, construir: sozinho, com outros pacientes, ou com adultos acompanhantes. É um lugar de encontro e de trocas, num contexto sócio-educativo com proposta interdisciplinar.
A Brinquedoteca SERPIÁ é afiliada a Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri), associação filantrópica que promove a criação de brinquedotecas e cursos de formação de educadores brinquedistas e de organização de brinquedotecas em todo o Brasil.
Educador brinquedista
O educador brinquedista tem formação específica, ele é o mediador que acolhe o paciente e acompanhantes estabelecendo vínculos afetivos. Suas funções são:
- apoiar as escolhas do paciente, suscitar e/ou diversificar seu repertório lúdico transmitindo significados;
- observar a situação lúdica identificando dificuldades, mediando conflitos e inserindo o paciente no grupo, quando é o caso;
- interpretar e negociar limites;
- orientar a família sobre as situações lúdicas importantes;
- relatar fatos significativos e/ou solicitar orientações do terapeuta e participar do estudo de caso.
Festas
A brinquedoteca se torna ainda mais especial nas datas festivas. Esses momentos especiais são fundamentais para o desenvolvimento das crianças e permitem uma interação entre crianças, famílias e terapeutas. Conheça mais sobre as festas da SERPIÁ.
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Os cursos de formação educadores brinquedistas
Visite também o site da ABBri.
Coordenadora da brinquedoteca: Ingrid Fabian Cadore, assistente social, educadora brinquedista, pós-graduada em modalidades de intervenção no processo de ensino e aprendizagem. Representante da ABBri no Núcleo Curitiba e sócia da ITLA (International Toy Library Association). Atua na brinquedoteca da SERPIÁ desde sua fundação e coordena o Núcleo de Estudos do Brincar. É conselheira deliberativa da SERPIÁ desde 2007.






