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Mais informações acesse o informativo sobre o curso em http://serpia.org.br/iii-curso-de-brinquedista-hospitalar/
Muitas vezes o adulto ouve na fala/escrita da criança algo que não está bem, um sintoma (falar errado, não falar, trocar letras, trocar palavras…) que se desassemelha do “normal”. Na tentativa de entendimento do “erro”, uma medida estatística é implementada – correlacionam-se aquisições esperadas as faixas etárias. Mas isso só esclarece/aponta que a fala da criança está fora do tempo. Alguns erros são toleráveis, outros não. Parece que, nesse sentido, a escuta da fala de um outro é que determina o status da fala (uma escuta que discerne entre erros, para relevá-los ou não).
Se a “faixa etária” que acaba decidindo pelo que não deveria estar mais ocorrendo é porque a fala está em desacordo com o “corpo que fala”, que repete, que não passa para outra coisa (Allouch, 1994).
É certo que o organismo cresce, mas é certo que a idade que se mede, não corresponde ao “tempo do sujeito”, do corpo que fala.
Propomos uma reflexão que leve em conta a articulação singular fala-falante, que parece afetar a escuta – indissociação entre um corpo que fala uma fala e uma fala que fala (d)esse corpo. Repensar a noção de sujeito, linguagem e outro para que se possam oferecer recursos no entendimento das questões relacionadas à aquisição da fala e escrita das crianças.
Por Andressa Mattos
A realização de uma educação inclusiva no contexto atual não é tarefa fácil. A inclusão escolar é um campo que se encontra marcado por imperativos que precisam ser analisados a partir de vários eixos. Um deles refere-se à própria relação que se funda entre a escola e a demanda de inclusão que opera desde o social. Não menos desprovida de dificuldades é a tarefa de um Estado que intenta organizar uma política pública, no empenho de garantia do acesso a todos os seus cidadãos àquilo que lhes cabe por direito.
A educação inclusiva fundamenta-se na concepção de diferenças, algo da ordem da singularidade dos sujeitos, supõe que as diferenças sejam parte de seus estatutos. Como não torná-la, a cada passo, um novo instrumento de classificação, seleção, reduzindo os sujeitos a marcas mais ou menos identitárias de uma síndrome, deficiência ou doença mental?
Pensar as necessidades educacionais de uma criança envolve considerá-la desde um lugar estrutural, que não se restringe ao campo das deficiências, ou dos sintomas que venha a apresentar. Se a criança for vista pelo professor, primordialmente, como sendo alguém que é portadora de desejos, de uma história, os caminhos para a aprendizagem estarão incluindo o que é fundante no ser humano: a palavra.
Não se trata apenas de anunciar a ordem “escola para todos”, mas sim que estes “todos” possam ser registrados em sua singularidade, enquanto sujeitos. As vias que cada um vai colocar em jogo para atravessar o campo da aprendizagem serão marcadas por traços subjetivos. Diante de um mesmo trabalho a ser realizado, todas as crianças colocam em jogo o que há de mais singular em sua constituição: seu desejo, remetido ao desejo do Outro.
Frente a este desafio, como pensar o trabalho do professor tendo em vista a singularidade dos sujeitos? É neste sentido que as contribuições da Psicanálise na interlocução com a Educação entram em jogo. Alguns aspectos destas contribuições serão considerados na aula: O trabalho do professor e o olhar para a singularidade.
Com formação em Direito pelo Centro Universitário Curitiba e em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná, Erica faz especialização em Psicologia do Trabalho na UFPR, além de trabalhar em sua clínica particular. Está na SERPIÁ desde abril de 2010 pelo programa de permanência clínica e participa do núcleo de estudos de psicologia infantil.
Giane, que é formada em Letras e pós graduada em Psicopedagogia, é estagiária da SERPIÁ para concluir seu curso de Psicologia da Tuiuti e atua na brinquedoteca como educadora brinquedista. Há 17 anos faz parte do TLC – Treinamento de Liderança cristã – organizando retiros e palestras para jovens católicos. Além disso, dá aulas de português básico no CIEE e realiza, como voluntária, palestras no CEMEI, da Prefeitura de Curitiba, sobre afetividade e família a pais.
Elisângela é terapeuta ocupacional, formada em 2006 pela UFPR, e também educadora brinquedista. Na SERPIÁ, faz atendimentos individuais, oficinas e participa do núcleo de terapia ocupacional. Além disso, trabalha em um CAPS infantil e participa de um projeto de criação de um atelier de artes para crianças.
Andressa é Pedagoga pela Universidade Federal do Paraná, graduada em 2007, e mestranda do programa de Pós Graduação em Educação da UFPR – desenvolvendo projeto de pesquisa sobre o tema “Inclusão escolar de crianças autistas e psicóticas”. Tem experiência no ensino superior como professora substituta da área de Psicologia da Educação da UFPR e como professora alfabetizadora na educação infantil e ensino fundamental. Na SERPIÁ , atua como pedagoga e faz parte do Núcleo de Psicanálise e Educação.
Formada em Pedagogia pela ULBRA em 2009, Ledinalva, que antes como voluntária, atuava como assistente na brinquedoteca da SERPIÁ, agora atua como educadora brinquedista. A Pedagoga especializou-se em Psicopedagogia: Clínica e Institucional pela FACINTER em 2010 e participou de vários eventos envolvendo a educação, desde sua graduação.
17/09/10 (6ª.-feira):
08:00 – Credenciamento
08:30 – Abertura
- Maria Augusta de Mendonça Guimarães – Coordenadora Geral da Associação Serpiá.
- Hélio Cadore – Presidente da Associação Serpiá.
- Adalberto Carneiro – Gerente Executivo do SESC da Esquina.
09:00 – Conferência: José Outeiral
10:30 – Intervalo
11:00 – Mesa redonda: Interdisciplinaridade no Trabalho com Adolescentes
- Construções e Fazeres: uma experiência da Terapia Ocupacional na clinica interdisciplinar
- Marina Siqueira Campos – Terapeuta Ocupacional da Associação Serpiá e do Hospital Nossa Senhora da Luz, educadora brinquedista, técnica em artes cênicas pela Escola Técnica da UFPR.
- O Adolescente na Brinquedoteca.
- Ísis Romankiu de Alencar – Graduanda em Pedagogia, educadora brinquedista e responsável pela Brinquedoteca da Associação Serpiá.
- Clinica e Tratamento – é possivel com a Psicanálise?
- Maria Aparecida de Luna Pedrosa – Psicóloga, praticante da Psicanálise, mestre em Psicologia Clínica, membro da Associação Brasileira de Foruns do Campo Lacaniano e da Internacional Foruns Campo Lacaniano (Paris), coordenadora de Pesquisa e Transmissão da Associação Serpiá.
- Debatedora: Regina Célia Titotto Castanharo – Terapeuta Ocupacional, professora do curso de Terapia Ocupacional da UFPR e Conselheira da Associação Serpiá.
12:30 – Almoço
14:00 – Mesa Redonda: Quando a família é um risco para o adolescente?
- Aspectos Jurídicos do Processo de Abrigamento
- Lídia Munhoz Mattos Guedes – Juíza da 1ª. Vara da Infância e Juventude.
- Adoção na Adolescência
- Marília Vieira Frederico – Promotora de Justiça da 2ª. Vara da Infância e Juventude.
- Sobre Nome de Família
- Suely Poitevin – Psicanalista, coordenadora do Núcleo de Estudos de Família da Associação Serpiá.
- Debatedora: Marcia Frassão. Psicóloga, mestre em Psicologia pela UFSC, professora do curso de Psicologia da UFPR.
16:00 – Intervalo
16:30 – Conferência: José Outeiral
18/09/10 (sábado):
08:00 – Mesa redonda: Intervenções na Adolescência
- O Espaço da Criação na Clínica com Adolescentes Toxicômanos.
- Márcia Regina Motta. Terapeuta ocupacional da Associação Serpiá e do Hospital San Julian.
- Adolescência e Grupo
- Shirley Rialto Sesarino. Psicanalista, professora na PUC-PR, mestre em História pela UFPR.
- Programa Atitude – uma experiência com adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
- Clarissa Matos. Psicóloga do Programa Atitude – Secretaria de Estado da Criança e Juventude.
- Debatedora: Cassiana Atem. Psicóloga, coordenadora clínica da Associação Serpiá.
10:00 – Intervalo
10:30 – Mesa Redonda: Adolescência Vulnerável
- Os Rituais na Adolescência – articulações com as tentativas de suicídio.
- Célio Luiz Pinheiro. Psicanalista, mestre em Antropologia Social pela UFPR.
- Adolescência e Ficção: uma fenda no tempo.
- Angela M.S. Valore. Psicanalista. Analista-Membro da Association Lacanienne International. Analista-Membro, Membro fundador e presidente da LETRA-Associação de Psicanálise. Professora na UTP e PUC-PR.
- O Adolescente em Conflito com a Lei: apontamentos, impasses e direções.
- Lílian Mara Gheno. Psicóloga da Delegacia do Adolescente.
- Debatedora: Juratriz Salete Ribas. Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Curitiba, psicóloga da escola de música DACAPO. Mestre em Ciências da Educação, especialista em saúde mental, psicóloga do CAPSad.
12:30 – Almoço
14:00 – Mesa Redonda: Possibilidades de Inclusão
- A Escola e a Inclusão na Adolescência
- Elise Haquim. Pedagoga, especialista em Educação Especial e Inclusiva, participante do Núcleo de Estudos de Psicanálise e Educação da Associação Serpiá.
- O Esporte como Possibilidade de Inclusão ao Adolescente
- Alceu Natal Neto. Membro fundador e primeiro presidente da ONG Futebol de Rua.
- O Jovem e a Arte: uma proposta de trabalho em ambiente não formal
- Rudinei Nicola. Educador, coordenador de projetos com juventude do IDDEHA (Instituto de Defesa dos Direitos Humanos).
- Debatedor: Danielle Guerra. Fonoaudióloga, especialista em Linguagem Clínica e Escolar, coordenadora do Portal da Inclusão, coordenadora do Projeto de Inclusão Escolar da Associação Serpiá.
16:00 – Intervalo
16:30 – Conferência: José Outeiral
18:00 – Encerramento
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