A jornada de estudos Considerações sobre a Função da Família na Contemporaneidade: “Mas, por que eu?”, realizada pela SERPIÁ nos dias 01 e 02 de outubro – com apoio do Conselho Regional de Medicina do Paraná e da Sanepar – reuniu profissionais, estudantes e demais interessados em discutir a temática da família na contemporaneidade.

Durante os dois dias do evento os cerca de 80 inscritos tiveram a oportunidade de participar de mesas, conferências, palestras e momentos culturais que contaram com a presença de profissionais de diversas áreas – psicologia, musicoterapia, direito, entre outras -, o que possibilitou uma discussão plural sobre o tema.

Para o estudante Carlos Esteves essa discussão a partir de diferentes perspectivas foi um dos pontos altos da jornada. A assistente social Karla Patrícia de Albuquerque considera que participar do evento proporcionou aos profissionais a revisão dos conceitos e estratégias que utilizam no trabalho diário com as famílias. “Foi uma oportunidade de refletir sobre a minha prática profissional e sobre o papel das famílias, o que acrescentou muito para mim. Se a gente não tira esse tempo para refletir cai, no automatismo”, comenta a psicóloga Tarine Cláudia de Jesus.

Segundo uma das coordenadoras do evento, Suely Poitevin, a jornada também possibilitou a abordagem de questões inquietantes, como a das famílias das crianças e adolescentes abrigados e a lei que obriga a curta permanência nos abrigos, assim como a transmissão das experiências obtidas no trabalho com as famílias na SERPIÁ.

“As discussões trouxeram muitos questionamentos e relatos de experiências. A ligação entre teoria e prática foi muito interessante, pois a faculdade não traz muito essa discussão prática”, comenta a estudante Thais Renata Miara.

Trabalho recompensado

Para a organizadora, o empenho e dedicação dispensados pela equipe na seleção dos temas, no convite dos palestrantes, e nos demais detalhes que envolveram a organização do evento foi recompensado. “Nós observamos que houve empenho, seriedade e esforço dos palestrantes em transmitir seus conhecimentos e participação e respeito ao evento por parte público”, comenta.

Segundo Suely, a primeira edição da jornada de famílias abriu espaço para maiores discussões sobre este tema complexo e polêmico e a oportunidade para cada pessoa se perguntar qual é o seu papel em relação à família. “Foi uma possibilidade de descruzarmos os braços e cada um fazer a sua parte neste desafio contemporâneo”, enfatiza.

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