A relação da música com a expressão corporal desenvolve a auto-expressão, a interação e a integração interpessoal, além de estimular o potencial criativo

Os estudos da musicoterapia utilizam os sons e a música em prol da saúde do ser humano. Crianças, adolescentes e adultos que por algum motivo apresentam dificuldades para se expressar verbalmente, podem trabalhar esta dificuldade em sessões de musicoterapia.

Segundo Iara Del Padre Iarema, musicoterapeuta da ONG SERPIÁ – Serviços e Programas para a Infância e Adolescência, a linguagem não-verbal são sons, expressões corporais, odores, silêncio, músicas, que todas as pessoas se utilizam, mesmo sem perceber, e através dos quais cada pessoa pode dizer sobre si. “Mesmo a linguagem verbal, que é a linguagem falada e escrita, é permeada por manifestações não verbais, pois além de “o que se fala”, “há o como se fala”. Nisso podem ser incluídas as cadências, respiração e ritmos da fala, gestos executados ao falar, se a fala é gritada ou sussurrada, entre outras” explica.

De acordo com a musicoterapeuta, entender o que o corpo esta dizendo é essencial para trabalhar a melhoria das pessoas. “Profissionais da área da saúde, musicoterapeutas, psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, e outros, podem ampliar sua leitura no trabalho com pacientes que tenham dificuldades na utilização da linguagem verbal”. Além disso, o não-verbal é importante para os profissionais da área da educação e artistas em geral.

Os estudos nesta área, segundo Iara, independentemente da formação profissional, trará para o profissional uma perspectiva ampliada das manifestações de sua clientela, sejam suas intervenções focadas na saúde, educação ou nas artes.

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